Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Criado o Conselho Consultivo do Monumento Natural das Ilhas Cagarras

Nessa quata-feira foi realizada no Clube dos Marimbás a Primeira Oficina para criação do Conselho Consultivo do Monumento Natural das Ilhas Cagarras com a presença de diversas entidades representativas do poder público e da sociedade.
Os trabalhos foram inaugurados pelo Vice-Presidente da RioTur, José Carlos de Sá,  depois do que foi feita uma introdução pelo Coordenador Regional do ICMbio, Marcelo Pessanha que por sua vez indicou Sylvia Chada para  a coordenação do encontro.

Marcelo do ICMbio

Após apresentação dos participantes e das entidades, a coordenadora conduziu o nivelamento sobre o MONA Cagarras mostrando uma linha do tempo dos eventos ocorridos desde 1989, destacando que o Monumento Natural surge oficialmente após completar a maioridade. Em seguida falou sobre estruturação e funcionamento do Conselho Consultivo nas Unidades de Conservação.

Sylvia do ICMbio

Na parte da tarde, após o almoço, as entidades presentes foram organizadas em setores a fim de facilitar a definição do número de cadeiras do conselho e sua distribuição.
Os grupos e as cadeiras destinadas a cada um ficaram definidos da seguinte forma: o Poder Público ficou com nove cadeiras; a Academia ficou com cinco; as entidades ligadas ao esporte, o grupo turismo e lazer, do qual faz parte o Clube Carioca de canoagem, ocupará mais cinco cadeiras; as ONGs, dentre elas o Instituto Aqualie representado por nossa amiga Liliane Lodi, terão duas cadeiras e o setor da pesca profissional terão sete assentos.
Rodrigo (CCC), Fernando (Museu Nacional) e Marcelo Afonso (CCC)
  
Foi salientado que nas etapas seguintes de formação do Conselho poderá ocorrer partilha e até redução no número de assentos sem prejuizo da paridade de representação.
A próxima reunião do Grupo de Trabalho foi marcada para o dia 14 de outubro, mas  antes disso as entidades deverão produzir um ofício com os nomes das instituições e providenciar os documentos necessário à validação.
Após essa reunião os passos seguintes incluem a  instrução do processo, publicação de portaria,  reunião de posse da chefia da unidade e de posse do conselho, elaboração do regimento interno e elaboração do plano de ação do conselho.

Quanto a contribuição do Clube Carioca de Canoagem, Eu e Marcelo Afonso, propusemos ações de monitoramento, turismo sustentável, educação ambiental, divulgação e ordenamento da atividade canoística na região.

O encontro foi muito positivo e se desenrolou em clima pacífico e respeitoso. Se as etapas seguintes acontecerem da mesma forma, e considerando a qualidade dos participantes, teremos em breve um conselho que tende a ser um exemplo para os outros.

Grupo de Trabalho


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