Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Kayak no Rio de Janeiro - training camp de técnicas de remada e resgate em caiaques oceânicos




Entre Itacuruça/Muriqui e a restinga da Marambaia, a Baía de Sepetiba abriga um conjunto de ilhas paradisíacas compondo um cenário de grande beleza. Cercadas de águas cristalinas e protegidas, oferecem ambiente ideal para remadas tranquilas e estimulantes treinos técnicos. Algumas ilhas são desabitadas, perfeitas para  se integrar à natureza e exercitar habilidades básicas pra viver no meio dela com conforto e segurança. 


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cotunduba, meu amor

Apenas uma foto, só pra lembrar o quanto somos privilegiados.
Passei semanas sem remar. Estava com dor nas costas, um pouco resfriado e com receio de piorar.
Ontem fui até a PV pra ver o mar. Estava de roupa social, não fui remar, mas aí aparece o Pedro, Teté e Eduardo e pronto, lá vai eu. Vai eu ficar cheio de dores e me arrepender, e nem tenho um short.

Mas quem tem amigos não morre pagão nem sem calção, o Twigg me emprestou o dele e foi de sunga.
Quando voltei estava revigorado. Meu resfriado soltou com a água do mar e minhas dores nas costas estão quase boas. Não sei se foram as ondas, se foi o sol, se foram os amigos... Foi tudo junto.
Sei que sou um felizardo, e agradeço por tudo que a canoagem me dá.


sábado, 26 de junho de 2010

Estava na Praia Vermelha. 11 horas da manhã. Muito sol, muita luz, de ofuscar a vista fazendo os olhos cerrarem por vontade própria. O sol esquentava o dia que não estava quente nem frio.
Desde cedo os canoistas deviam estar no mar. Uns já voltavam. Juliano arrumava sua tralhas para ir embora. Uma dupla de pescadores colocava um caiaque na beira.
As gentes desse pedaço estavam por ali ocupados com seus afazeres. Neli na barraca vendendo côcos, alugando cadeiras e guardassóis, cercada de comadres de praia. Itália e Jorjão também estavam no lugar de sempre perto da quina da muralha do Círculo Militar. Esses dois passam os dias tricotando.
Nas areias, pouca gente. Gente se bronzeando, jogando frescobol, pescando, andando de um lado pro outro.
Essa é a praia Vermelha. Uma praia diferente, mas igual às outras. Diferente porque alí fica a base de vários clubes de canoagem e porque tem uma "colonia" de pescadores o que cria um ambiente particular de convívio de pessoas com experiências para além da linha de arrebentação. Essa tribo flutuante já viu tanta coisa no marzão. Quantas histórias de ondas, marés, ventos! Quantos momentos de contemplação e de pura amizade!
Diz o velho Catarino que a praia Vermelha até parece um pouco a de Aventureiros, mesmo sem ter nada a ver.   A praia Vermelha é diferente, mas é igual, acho que é isso que ele quer dizer.
O comandante estava lá pra consertar seu caiaque, mas com um frasco de catalizador vencido nas mãos resolveu ficar só olhando o mar. É gostoso sentir o vento no rosto tendo um horizonte aberto diante de si. Ao longe passavam enormes cargueiros entrando e saíndo do porto cheios de conteineres.  
Depois que se cansou de tanta luz, de tanta cor, de tanta beleza, levantou pegou a bicicleta e foi embora contente, numa paz tão grande que coisa alguma poderia causar aborrecimento. É isso a praia Vermelha.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Fortalezas abandonadas



As trilhas e escadarias de pedra cobertas por mato, os cadeados enferrujados que já não abrem mais e o desgaste aparente das construções dão a dimensão do abandono. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o conjunto paisagístico da Ilha da Boa Viagem, em Niterói, guarda um dos fortes, hoje em ruínas, erguidos no século XVII para a defesa da Baía de Guanabara. Prestes a completar 300 anos, a Fortaleza da Laje, na entrada da Baía, está abandonada desde 1957, quando foi desativada. Esses e outros fortes, patrimônios culturais que contam um pouco da História do Rio, estão desaparecendo. Para se ter uma ideia, das 58 fortalezas erguidas entre os séculos XVI e XX para proteger a região litorânea da cidade, apenas nove sobreviveram intactas. Onze estão em ruínas e 38 foram varridas do mapa pela ação do tempo.


Crédito texto: Taís Mendes.
Extraido do Jornal O Globo de domingo, 6 de junho de 2010.