Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Lancha de Patrulha Ambiental


A Coordenação Regional 8 do ICMbio vai receber, dentro de um mês, uma lancha para apoio e fiscalização das atividades nas Unidades de Conservação Marinhas, entre elas o MONA Cagarras.
É uma excelente notícia, principalmente agora que o Conselho Consultivo prepara a primeira intervenção no arquipélago desde a criação do Monumento Natural. Dia 14 de maio serão instaladas placas de informação e advertência na Ilha Comprida e na Ilha das Palmas e, ao mesmo tempo, um mutirão vai retirar o lixo acumulado tanto na parte terrestre quanto na submersa. Para essa atividade, as entidades componentes do conselho e seus parceiros estão disponibilizando o material necessário, inclusive barcos, mas para as próximas ações já poderão contar com a lancha patrulha.

terça-feira, 26 de abril de 2011

São José do Ribamar - MA

Estive em São Luis no fim de semana dos dias 16 e 17 de abril para dar um curso de Técnicas de Manipulação Vertebral e aproveitei pra ficar mais dois dias e conhecer um pouco a cidade. Na verdade não deu pra conhecer quase nada por causa da chuva, mas fui até São José do Ribamar pra estudar a possibilidade de fazer um dia, quem sabe, uma viagem ao redor da Ilha de São Luis. A correnteza é forte, muito forte devido a amplitude de maré, mas com um bom planejamento dá pra fazer.
Vamos nessa?








Fauna Brasileira Ameaçada

Acabo de receber através do fórum do MONA Cagarras  o "Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais" produzido pelo ICMBio. Um bonito trabalho que mostra a importância de lutarmos pela preservação dos biomas brasileiros.
Agradeço ao Luis (http://www.cagarras.com.br/) por compartilhar o e-mail da Vania Soares Alves do Departamento de Zoologia da faculdade de Biologia da UFRJ.

Aproveitem para ver também o vídeo encaminhado pelo Daniel (daniel101279@yahoo.com.br), falando sobre os riscos que correremos com a aprovação no novo Código Florestal Brasileiro. O novo código, tal como está, abrirá brechas na legislação que permitirão um aumento do desflorestamento com consequências ambientais graves, inclusive no ambiente marinho. O endereço é: http://www.youtube.com/watch?v=p_3tXpu1-IM

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Remadinha de Páscoa

O telejornal da noite de sábado já tinha anunciado a chegada de uma frente fria no Rio. O vento levantava folhas e areia na Praia Vermelha parecendo confirmar a previsão. Quem saiu cedo voltava dizendo que lá fora tava um pouco rude, que o vento tinha encrespado o mar formando muitos carneirinhos. 
Na praia, Andréia e Aline preparavam uma canoa dupla; Carlinha montava  sua OC1 surf, Joaquina. Pedro também se apresentou com seu surfski, e logo estávamos remando em direção ao posto 6 com o vento de SW batendo de frente. Apesar de segurar um pouco o avanço, não oferecia perigo. Na verdade garantiu a diversão. Na ida a brincadeira era subir e descer as ondulações, na volta era surfar tentando não se ejetar do banco.
Quando chegamos no posto 6, uma nuvem cinza se aproximava trazendo uma chuvinha fina. Mas ainda era cedo; o pé d'água só despencou mesmo à noite. Ao lado da muralha do forte a água estava clara e lisa como uma piscina. Além de nós, alguns standapistas também aproveitavam a manhã.
Passei semanas sem remar por essas bandas e confesso que estava com saudades. Depois de boa conversa e vários mergulhos, retornamos pra PV numa das remadas mais divertidas dos últimos tempos. As ondulações de popa proporcionaram um surf contínuo empurrando os barcos rapidamente em direção à ponta do Leme. Era um deslizar seguido de outro ao som dos gritos da Carlinha. Caí algumas vezes tentando domar o caiaque e finalmente desembarcamos na PV sem sobressaltos. E ainda deu tempo de beber uma cervejinha antes de pedalar de volta pra casa.










segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sábado de paz nas águas da BG

A ideia era sair não muito cedo com Leo, Érika e Ricardo, os mais novos remadores das beiradas, pra um passeio até o Forte da Laje. Começamos os preparativos às 8:30 e logo tivemos o privilégio da companhia eletrizande do Wagner que contagiou a todos com sua animação.
Uma canoa do UCC saiu cheia de crianças, tendo o Tio Paulo no leme. Fiquei vendo a farra da gurizada entrando na canoa, imaginando a aventura que fariam e as estórias que teriam pra contar.

O tempo parecia que ia ficar no lusco fusco, mas não demorou pro sol botar seus raiozinhos de fora. O trajeto foi feito morosamente. Pra quem está começando não é facil condicionar os braços ao esforço da remada, mas tudo é uma questão de tempo e de prática.

Na travessia do canal entre o Cara de Cão e a laje do forte a corrente puxava pra fora e as ondas ofereciam boa diversão. Levamos uns 30 minutos para chegar,  amarramos os caiaques na corda pendurada na ponte e subimos pela escada da murada.

Lá do topo, a vista de toda entrada da baía, com as praias de Adão e Eva, a Fortaleza de Santa Cruz, o Forte São José e, lá longe, a ponte, o MAC de Niterói... Ficamos de conversa fiada até 11:30 e, na volta, antes de passar pela Praia de Dentro pra contemplar a Fortaleza e os barquinhos coloridos fundeados na enseada perto do Bar Urca, encontramos Marquinhos levando uma nova canoista na proa da kaiarca, acompanhado de perto pelo Nadaver e Renata, sorridentes na canoa nova, linda de azul e amarelo.




Mais adiante, Marcão na Te Mahana e o Átila num 4.3 da Itaipú também tinham vindo passar o dia nas águas da baía.



As águas da BG continuam turvas, espumosas e cheias de lixo flutuante, mas no seu dorso gentil encontramos muitos amigos com quem conversar e partilhar esses momentos únicos de paz e contemplação.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Travessia dos Fortes 2011


Travessia dos Fortes é pretexto dos melhores pra juntar a Tapajós e o SS Xamã nas areias da PV e sair pra colorir as águas de Copacabana, a Princesinha do Mar.
Encontrar a maior galera remadora e matar as saudades...


...da Sussuca e do Twigg;

do Gustavo e da Renata Nadaver;

do Edu e da Gabi.

Dia de boiar tranquilo esperando o tiro do canhão...

... BUUUMMMMM!!!!!


Oportunidade de descobrir seres estranhos (o da esquerda é uma Rêmora, o da Direita é o Danilo);


... de fazer novas amizades;

... e de fortalecer as antigas.