Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Como fazer um ilhós usando um tubo de pasta de dente


Essa é inédita. Estava tentando resolver a questão das amarras de uma tarp que fabriquei com toldo plástico e silver tape, então, numa daquelas epifanias, me veio a ideia. Muito fácil, vamos lá.

Precisa de:

- tubo de pasta de dente;
- tesoura;
- faca;
- isqueiro e
- lixa

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Fazendo um remo groenlandês

Como fazer um remo groenlandês sem muito esforço.
Partindo de um projeto de Didier Plouhinec, publicado na revista Canoe Kayak Magazine de novembro/dezembro de 1991 (p. 65), Eu, Paulo Fucci e Flávio Violante construímos um remo groenlandês barato e relativamente fácil de fazer. 
No lugar da tábua de compensado naval e das baguetes de pinho, utilizamos uma tábua de pinho de 0,7 cm de espessura com 10 cm de largura por 220 cm de comprimento e duas meias-canas de 3 cm de largura por 200 cm de comprimento.
O resto do projeto foi mais ou menos respeitado. As pás com 78 cm e a haste com 64 cm.
Primeiro, traçamos o desenho do remo na tábua de pinho. Riscamos o local onde seriam coladas as baguetes. Na extremidades das pás usamos uma tampa de pote de herbalife com diâmetro de 10 cm e na base das pás, um rolo de esparadrapo com 6 cm de diâmetro.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Recipiente estanque feito com pote de suplemento alimentar

Como fazer um recipiente estanque com embalagens plásticas.
Mais uma alternativa de baixo custo para manter equipamentos secos numa viagem em caiaques oceânicos.

Procure uma loja de sucos ou cantina de uma academia e peça pra guardarem as embalagens de suplementos vazias pra você pegar depois. Use o argumento ecológico da reciclagem e reutilização para sensibilizar. 
Suplementos alimentares são comercializados em vasilhames plásticos de vários tamanhos, dotados de tampa rosqueada com excelente vedação.

Tire o rótulo e faça uma alça para transporte. Para melhorar ainda mais a estanqueidade, corte o punho de uma luva de látex grossa (sem forro) e coloque em torno da tampa.
Esses recipientes são ótimos para guardar eletrônicos e alimentos, e podem ser transportados no convés, na cabine atrás do banco ou nos compartimentos de carga. 


São muito úteis. Nas acampadas, estão em toda parte.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Abrigos de lona para canoistas expedicionários

A barraca é um item muito importante para quem gosta de viajar remando. Mas o preço, o volume e o peso das barracas encontradas no mercado podem se transformar numa verdadeira dor de cabeça.
Daí a ideia de acampar usando um toldo plástico. As vantagens são numerosas: baixo custo; simplicidade e rapidez para armar e desarmar; versatilidade; além de proporcionar maior contato com a natureza e promover a abertura da mente...
Um toldo plástico de 3 x 3 m sai por menos de 20 reais. Com mais 20 reais podemos fazer várias amarras com silver tape. Só não é mais barato que uma barraca Made in China, mas estas precisam de um toldo plástico por cima, pois não são impermeáveis. 
Com um pouco de prática, dá pra montar um abrigo de lona em menos de dois minutos.
O maior contato e intimidade com a natureza fica por conta de que os abrigos de lona oferecem proteção sem, no entanto, isolar a pessoa do meio. Sem falar que, pra montar, podemos lançar mão de elementos encontrados na natureza para fazer estacas e mastros. Por não serem completamente isolados, os abrigos de lona pedem mais atenção com relação à direção do vento e da chuva para otimizar a proteção. Enfim, em vez de nos isolar, precisamos nos abrir para a natureza.
A mente também se abre pois as múltiplas possibilidades de montagem despertam a criatividade e estimulam a astucia e a engenhosidade de cada um.
Com um toldo de 3 x 3 m, alguns metros de corda, 6 estacas e um remo bipartido dá pra fazer muita coisa.
Alguns exemplos:

Tetraedro
Meia Pirâmide
Canadense
Pirâmide
Tipi
Esfinge

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Origami Ecológico

Clique e aprenda a fazer com jornais velhos sacos de lixo iguais a esse da foto.
Muito criativo!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Faça sua sacola de compras

Ano passado, a Bruna me convidou para participar da programação da semana do meio ambiente lá em Buzios com uma oficina de reciclagem. Levei meu ateliê portátil e fiquei na pracinha mostrando aos passantes como  fazer sacolas de compras usando banners velhos.
Fazer uma sacola de vinil é muito fácil, econômico e proporciona uma agradável sensação de satisfação de usar algo feito com as próprias mãos. Além disso ainda ajuda a natureza de duas maneiras: recicla as lonas de vinil que iriam pro lixo e perminte a redução do consumo de sacolas plásticas.
Ah! É fashion também!
Olha só.


Quem sabe um dia a gente organiza uma oficina pra rapaziada da canoagem...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Como fazer um saco estanque de baixo custo - SEBC

Todo canoísta excursionista sabe como é importante proteger as bagagens do contato com a água. Os compartimentos de carga dos caiaques não oferecem estanqueidade absoluta, por isso é fundamental guardar todo material em sacos estanques.

Mas sacos estanques custam caro e para fazer uma excursão com pernoites em acampamento, dependendo da duração da viagem, podem ser necessários dois ou três sacos para colocar barraca, saco de dormir, roupas, mantimentos e tudo mais.

Quando fiz minha primeira travessia em 2001 não encontrei sacos estanques pra comprar no Rio. Tive que encomendar em SP, paguei uma fortuna e decidi que dalí pra frente fabricaria os meus.

Depois de alguns testes descobri uma "fórmula" para fabricar estanques usando banners velhos. Além de econimizar uma grana, ajuda a tirar um pouco de lixo de circulação e funcionam até melhor que os do mercado. Só uso os feitos em casa e com total satisfação.

* Já não se fazem mais banners como antigamente. Hoje, em 2016, as lonas vinílicas usadas em banners são quebradiças e se deterioram fácil e rapidamente. Atualmente uso material novo ou, quando encontro, restos de piscinas de vinil, por exemplo. Verifique a consistência da lona, prefira as mais macias e flexíveis.

Vou tentar explicar o processo passo-a-passo, assim todo mundo pode fazer.

Vamos à receita.

ingredientes:
  • pedaço de lona vinílica;
  • tubo de cola para PVC flexível;
  • fecho plástico de 2,5 cm de largura;
  • sarrafo de madeira;
  • fita crepe;
  • estilete;
  • tesoura;
  • régua;
  • caneta;
  • alcool;
  • pano.
Como fazer:
  • com uma caneta marque na face externa da lona uma linha a 2 cm da borda de um dos lados e depois faça o mesmo na face interna do lado oposto. Com a prática dá pra marcar só alguns pontos em vez de riscar uma linha contínua;

  • cole fita crepe ao longo das linhas traçadas tomando o cuidado de deixar os traços aparentes para que possam ser apagados depois;

  • apague os traços usando um pano embebido em álcool;

  • passe uma fina camada de cola nas duas partes a serem coladas e espere pelo menos 3 minutos.

  • antes de juntar os dois lados, proteja com papel a parte da lona que ficar por baixo para evitar que cole junto. Aproveite para tirar a fita crepe da parte interna, depois da colagem dá mais trabalho pra tirar.

  • depois de alguns minutos junte os lados, pressione com um sarrafo de madeira e retire a fita crepe.



  • se necessário, apare as extremidades;

Está feito um tubo com duas aberturas. 

  • numa das aberturas faça um traço na face interna da lona a 3 cm da borda e cole fita crepe;
  • apague as linhas feitas a caneta, coloque um objeto no interior do tubo para manter as superfícies a serem coladas afastadas uma da outra e, então, passe uma camada de cola;

  • descole a fita crepe, retire o objeto do interior do tubo, junte as bordas e faça pressão com o sarrafo durante alguns minutos;

Agora temos um saco com o fundo colado e uma boca.
Mas, atenção!!! Quando for colar o fundo pressione bem nos cantos e no meio, onde podem se formar "pontes" deixando passar água. Aperte bem esses pontos usando a borda da régua. Veja os desenhos:



  • agora, corte duas tiras de 6 cm de largura, passe cola na face interna, dobre no sentido do comprimento, cole e pressione com o sarrafo;


  • depois apare a tira para que fique com 2,4 cm de largura;

  • contornando o saco, risque uma  linha a 2,5 cm e outra a 5 cm da borda da boca;

* Já não faço mais assim. Agora coloco a tira junto à boca, então, só colo uma fita crepe a 2,5 da boca.
  • cole fita crepe ao longo das linhas como indicado na foto (faça todo o contorno) e depois apague os traços de caneta;

  • passe cola na faixa descoberta delimitada pela fita crepe;

  • passe cola nas tiras somente na área que será colada (repare que foi feita uma marcação na tira);

  • depois de pelo menos 3 minutos, cole as tiras, uma de cada lado;

  • vire o saco e passe as duas partes do fecho pelas tiras;

  • passe cola na faixa delimitada pela fita crepe, faça o mesmo nas tiras, espere 3 minutos e cole deixando uma alça de 3 cm de cada lado do saco;


* Nos sacos que fiz mais recentemente, não deixei 3 cm de alça para os fechos. Deixo apenas espaço suficiente para os fechos poderem pivotar.


retire as fitas e... pronto!!!





Qualquer dúvida, entre em contato:
trilhasdomar.contato@gmail.com