Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Fazendo água

Tempo bom, céu azul, friozinho. Remar? Nada disso! Preciso dar uma atenção ao caiaque pois, na semana passada, remando no mar agitado de outono, reparei que o compartimento de proa estava fazendo água, provavelmente entrando pela tampa que não se ajusta muito bem. Daqui pra frente o mar deve ficar cada vez mais nervoso, então tenho que ver logo isso pra não ficar em má situação um dia desses.
Olhar longe no horizonte, pés plantados na areia. Não vi remadores quando cheguei, também pudera, já era meio tarde, tipo oito e tal. Faltavam duas oc6 no cavalete e Janaína também não estava lá. Voltariam mais tarde.
Pra vedar a tampa do compartimento poderia passar um anel de borracha em cima da fenda entre a tampa e o aro da boca do compartimento, mas não quero ter que me lembrar de mais uma coisa pra carregar. Então lancei mão de um sistema, que funcionou bem num outro caiaque meu, usando silicone. Vou descrever porque pode ser útil para outras pessoas, cujos caiaques apresentem o mesmo problema.
De material só precisa de um tubo de silicone e um pedaço de filme plástico, desses de embalar alimentos.
Limpe bem a superfície onde o silicone será aplicado e depois passe o silicone em toda volta da face interna da tampa.
Em seguida, cubra com um pedaço de filme plástico para não deixar o silicone colar no aro.
Isso feito, coloque a tampa no lugar fazendo um pouco de pressão e espere secar.
Pronto! Com o silicone sêco, retire o plástico com cuidado e teste o encaixe.
O que eu fiz parece bom. Agora só falta colocar à prova num dia de mar grande e verificar se ainda vai entrar água.
Enquanto fazia o conserto, vi passar pela praia uma procissão de canoístas: Nicolas, Letícia, Teté, Aline, Andréia, Tarcísio, Pedro, Mássimo, Claudia, pra citar só alguns. Vi também o céu alternar do azul pro nublado, daí para a chuva, de novo o azul, mais uma vez cinzento, chuva, sol...

É isso: serviço feito, encontro com os amigos e... Fotos!


Caiaquistas pescadores



Tarcísio encarando as ondas na beira
Daniel remendando a rede
Sincronia até pra amarrar canoa

Pedro e Itália

Essa é nossa praia! Chova ou faça sol,  ou faça tudo ao mesmo tempo, sempre veremos o povo da linha d'água, das beiradas, remando, pescando, cuidando, curtindo o que a vida tem de bom.
Oxalá!

2 comentários:

  1. Boa dica, teve que mexer novamente ou resolveu o problema de vez ?

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  2. Não mexi mais. Em todo caso, nos modelos Amazônia da Opium ainda coloco um o-ring de borracha na borda, antes de colocar a boina de neoprene.

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