Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

terça-feira, 8 de junho de 2010


Acordei às 4, bem antes do despertador, e fui logo pra PV. A noite ainda nem havia puxado o dia que assim mesmo vinha chegando meio distraído. 


Hoje a novidade ficou por conta da presença do Gustavo e do Luiz que vieram remar na PV bem cedinho. Coisa boa ver mais dois caiquistas dispostos a enfretar o frio da madruga pelo prazer de uma paisagem.


Pouco a pouco foram chegando os outros canoístas, todos devidamente agasalhados, se perguntando o que estavam fazendo na praia naquele frio. Cada um deve ter encontrado sua resposta, pois logo estavam na água remando.

Letícia, com seu sorriso que parece uma praia, foi com a Teté levar a Abaeté pro Seu Jorge consertar.  Eu, Gustavo, Luiz e Chinês fomos pro posto 6 driblando o mar encrespado ao sabor das ondas grandes e  da corrente a favor que nos embalaram até a laje sem sobresaltos. Os tubos ainda estavam lá revelando a transparência e o verdor da água.

Na volta o ventinho gelado fez o trajeto mais severo, mas sem crueldade. A cada remada, um sorriso largo vinha despistar o frio que encompridava a madrugada. O barulho do mar batendo na proa virava música. O caiaque querendo voar de encontro ao céu das gaivotas... 


Com mais algumas remadas estava deslizando para a praia. Subi o caiaque pela areia e esperei o Gustavo e o Luiz que vinham com cuidado.  Já não nos perguntávamos o que fazíamos alí. Na cara de cada um dava pra adivinhar os motivos.      

Um comentário:

  1. É isso aí Rodrigo! Belas palavras. Obrigado pelo convite, quando sobrar algum lugar aí é só chamar novamente, enquanto não compro o meu. Ah, quando tiver alguma informação sobre aquilo que te perguntei, me dá um toque por favor. Abração!

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