Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Medir distâncias na carta náutica usando a escala de redução

Tudo bem. Hoje tem Google Earth, GPS e o escambau, mas na falta desses recursos tecnológicos, a escala de redução, indicada junto ao título no canto superior esquerdo das cartas náuticas, pode ser usada para medir a distância de uma travessia.


Na carta 1501 (Baía de Guanabara) a escala natural utilizada foi de 1 para 50.000 (1:50 000), ou seja: cada centímetro na carta equivale a 50.000 centímetros no terreno, ou 500 metros (é só cortar os dois zeros da direita pra ter a medida em metros). Mas atenção! Esta equivalência só existe com exatidão na latitude 22° 52', 8 (foto). Em latitudes acima ou abaixo desta não vai bater certinho devido a uma deformação (latitudes crescidas) produzida quando se faz uma carta na Projeção de Mercator. Mas isso é assunto para outra postagem. Vamos ao que interessa.

Uma régua colocada entre a Praia Vermelha e a prainha de Piratininga marca 12,5 cm, então a distância real aproximada da travessia é de 6,2 km. Como ninguém rema numa perfeita linha reta mesmo, dá pra arrendodar pra uns 6,5 km de remada.


Esse método é prático e atende bem a necessidade de medir aproximadamente pequenas distâncias. Mas se a ideia for fazer longas expedições, o certo mesmo é usar a escala de latitudes, porque considera o arqueamento da superfície da Terra, acompanhando a deformação das latitudes crescidas, e dá a medida em milhas náuticas. 


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