Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Despertando o canoista que existe em cada um


Uma das coisas mais interessantes que acontecem quando vários canoistas se encontram numa praia é a curiosidade que despertam nas pessoas, principalmente nas crianças, que ficam encantadas com o colorido dos caiaques e com a alegre agitação dos remadores. É verdade que parecemos um pouco juvenis quando nos reunimos para remar e talvez seja isso que crie tamanha identificação nas crianças. Imagina, poder sair navegando de verdade num barquinho que parece um brinquedo!


Um evento como o curso que o CCC promoveu na PU esse fim de semana revela isso de forma clara. Toda hora tinha um guri subindo ou entrando num caiaque, pegando um remo, se enfiando num colete. Não dava nem pra ficar de bobeira senão era capaz de uma delas pegar um barco e sair remando. 

Muitas pessoas param para fazer perguntas, procurando saber um pouco mais sobre os caiaques e sobre a atividade em si. A capacidadae de despertar a curiosidade é um dos motivos pelos quais devemos procurar sempre realizar esses encontros, pois é a partir de momentos privilegiados como esses que formaremos uma legião cada vez maior de adeptos.

Segura, senão o moleque vai embora.



2 comentários:

  1. Adorei! Deixa lá de bobeira pra ver... Grande encontro, bela comparação! Talvez seja isso que nos atraia tanto para essas beiradas, a felicidade de simplesmente brincar!

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  2. Por aqui é a mesma coisa, os adultos ficam impressionados com o tamanho do oceânico comparado com os caiaques de plástico que tem para alugar. Os baixinhos apontam e gritam...Olha o baco papai...Sempre chego mais perto e aceno um pouco. Quem sabe amanhã possa ser mais um doido na água comigo.

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