Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

terça-feira, 13 de julho de 2010


Faleceu no sabado, dia 3 de julho, aos 69 anos de idade, Uwe Peter Kohnen, presidente da primeira associação de canoagem do Brasil.

Juntamente com Leopoldo Ávila, foi responsável pela introdução da canoagem no Brasil e pela oficialização do esporte através da fundação da Associação Carioca de Canoagem. Depois trabalhou com empenho para a realização das primeiras provas oficiais e pelo ingresso do Brasil na Federação Internacional de Canoagem.

Uwe também participou da fundação da Associação Brasileira de Canoagem, primeira entidade representativa do esporte em nível nacional e da qual foi o primeiro presidente.

Não o conheci pessoalmente, mas aprendi muito através do livro que ele escreveu: "Tudo sobre caiaques", emprestado pela Simone Duarte. Ela me emprestou também o "ABC da Canoagem" do Alan Byde, outro expoente do esporte que esteve em nosso país trazendo alguns caiaques.


Da leitura desses dois livros ficou marcado no meu espírito que para ser realmente uma experiência significativa, a prática da canoagem deveria ser ao mesmo tempo divertida e segura. Duas lições que nunca vou esquecer.

2 comentários:

  1. Quando comecei a me interessar por canoagem, 1998, resolvi que iria ler tudo que havia em Português sobre o assunto. Enfim, comprei o livro da Simone Duarte, um livro de Portugal e esse do Uwe. Esse do Alan Byde eu não conhecia. Será que ainda se consegue um exemplar por aí ?

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  2. O ABC é legalzinho, meio old school. Tenho uma fotocópia.

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