Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

terça-feira, 27 de julho de 2010

Findas fotos

Agora acabou mesmo. Minha máquina pifou de vez.
Saí cedo pra remar na PV, sem ver o sol, sem ver os amigos das canoas, sem poder fazer fotos.
Fomos para a Praia de Fora costeando o Pão de Açúcar e depois demos a volta na Cotunduba. O mar estava calmo, mesmo assim ainda pintaram umas ondas entrando pelo canal e que empurraram o velho Anaiko até a enseada da PV. A água estava clara. Não vi lixo flutuando, só o montinho na areia.
Na volta as areias da PV ainda guardavam as marcas das canoas que andaram se arrastando por alí. Também estavam lá o Machado, Chinês e Jorge se preparando para o treino. O sol começava a dar as caras.
De agora em diante, enquanto não arrumo outra máquina, o blog só vai ter palavras mesmo. Mas pra não ficar sem graça, vai uma foto da lua tirada na tarde de domingo.


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