Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma mulher, um caiaque e o oceano

A canoista Simone Duarte relançou na última sexta-feira, no Espaço Odeon, seu livro "Uma mulher, um caiaque e o oceano" onde conta as aventuras vividas numa travessia entre o Rio de Janeiro e Santos.

Aproveitando o Festival de Filmes de Montanha, nossa amiga reuniu um número expressivo de canoistas numa noite de autógrafos onde não faltaram estórias, risos, animação dos presentes e muitas rodadas de cervejinha gelada. Estavam lá Chicó, Pedro Ceglia, Igor Prata, Suzana Duarte, Raffa, Marcão entre muitos outros convidados que tiveram a oportunidade de adquirir a obra cuja primeira edição há muito estava esgotada.



Eu tenho o livro porque tive a sorte de encontrar um exemplar num sebo há alguns anos. Mesmo pra quem já tem a antiga edição vale a pena conhecer a nova, editada pela EDIVENTURA. Além do relato sobre os acontecimentos da viagem, Simone narra com extrema sensibilidade tudo o que se passava na sua cabeça e no seu coração. A nova edição também vem recheada de fotos coloridas do périplo da canoísta responsável pela iniciação de inúmeros adeptos da canoagem no Rio de Janeiro.
Outra novidade, não do livro, é que a Simone não aguentou ficar longe do mar e depois de alguns anos morando em BH resolveu voltar para a Cidade Maravilhosa onde é muito querida por todos os amantes do mar e da canoagem. Parabéns pelo livro e seja muito bem vinda de volta ao lar, Simone.

4 comentários:

  1. Quem não pôde ir, como faz para comprar um exemplar? :)

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  2. Em breve a Simone poderá responder pessoalmente. Ela está de volta ao Rio e pretende se associar ao CCC.

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  3. Foi muito bacana, um momento muito importante para a canoagem no Rio não só pelo relançamento do livro como a volta da Simone para nossas areias... Não adianta, qdo temos agua salgada nas veias o mar nos chama!!!
    Sucesso, Si!!!

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  4. Foi meu primeiro livro sobre canoagem, tenho a primeira edição guardada com muito carinho. Foi a Simone também que me passou o contato do Fábio Paiva para eu poder comprar meu primeiro caiaque.

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