Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Incêndio, cheiro de esgoto e dura da capitania nas trilhas do mar

Ontem, quarta-feira, saí da Praia da Urca pra remar até o aeroporto com Tonho e Flávia. Seguimos em ritmo leve vendo uma coluna de fumaça que subia mais ou menos da direção da Praça 15. Um incêndio que ao que parece foi logo controlado, pois em poucos minutos a fumaça desapareceu. Contornamos uma das bóias que delimitam a área de pouso e decolagem do Santos Dumont e retornamos com proas apontadas para o Forte da Laje. Passei mariscando as pedras e quase fui surpreendido por uma onda. Mas foi só um susto, nada mais.
Voltando para a Urca encontramos Lariana, Pedro e Marquinhos que retornavam da Praia Vermelha. O mar estava tranquilo, só mexendo mesmo perto do Cara de Cão. O que chamava minha atenção era o cheiro forte de esgoto que tomava toda a atmosfera da enseada. Um desgosto.
Mais tarde, quando já estava em casa diante do computador, li no fórum do CCC o relato do Danilo dizendo que tinha tomado uma dura da capitania por estar navegando sem colete. Não vou falar da importância de estar de colete pois me parece evidente. Quem já naufragou como eu sabe muito bem o que pode significar a falta desse recurso. Quem quiser dar uma olhada no relato do Danilo e ver os comentários do Fuchs, basta acessar o blog da Letícia, tá tudo lá.
No mais, essa postagem fica sem fotos porque minha máquina pifou. Sei que já falei isso uma vez e continuei colocando fotos depois que ela ressussitou, mas agora acho que é mesmo o fim. Quem quiser ver a paisagem do Rio vista do mar terá que remar com a gente ou então acompanhar as aventuras ilustradas de Janaína pelas beiradas do Rio.

3 comentários:

  1. :) Danada de máquina fotográfica que insiste em nos privar do teu olhar! Sorte que temos o blog para saber do teu sentir... ao menos um pouquinho.
    Puxa vida, como não nos encontramos se fomos para as mesmas beiradas? Ainda vi um povo flutuante perto do Cara de Cão mas depois pensei que eram Alê e Iuri, que encontramos!
    Ô marzão grande!
    Te vejo na Regata da Escola Naval no domingo! Beijo

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  2. Por aqui o pessoal do Stand Up não usa colete de jeito nenhum. Eles dizem que o lash é suficiente caso caiam na água e o colete atrapalha a remada. Mas e se passar mal será que o lash vai salvar eles ?

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  3. Pois é. Numa das nossas últimas viagens, um camarada não levou colete. Diz que é bom nadador, e é mesmo. O problema é que quando estamos bem, podemos nadar e nos virar de qualquer jeito, mas e quando dá pane? Um mal súbito pode ocorrer, e pra resgatar o sujeito estrupiado sem colete pode ser um arranca-rabo daqueles! A gente bem, tá tudo bem; o problema é, justamente, quando dá problema. Pra mim não tem conversa, tem que vestir o colete.

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