Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Tao da Canoagem

Visite as beiradas e dê uma olhada na postagem de hoje. A manhã estava cinzenta, o mar escuro e sujo. Nada poderia fazer suspeitar que fosse possível encontrar alguém contente remando em tal cenário. Mas veja como o relato emana paz e alegria. E o que dizer do sorriso da Lê? Por que a Alê e o Iuri parecem tão bem?
Um amigo, sacerdote e professor de Taoismo, uma vez explicou que na China, cuja cultura está impregnada de conceitos taoistas, as pessoas buscam atividades físicas na natureza porque acreditam que o Tao está presente entre as forças que permeiam o mundo natural e que estar em contato com a natureza é estar conectado ao Tao.

Para elas o Tao se manifesta com mais intensidade em ambientes naturais e fica mais acessível à nossa percepção. Por isso quem realiza alguma prática ao ar livre se mantém saudável e feliz. Boa explicação. Quando estamos remando entramos em contato com o fluxo da vida, o mar nos ensina sobre a realidade das coisas e nos harmoniza com a energia do universo.
Temos sorte, mas muita sorte mesmo, de ter um litoral tão bonito e tão perto de nós. Também temos sorte porque cada vez mais pessoas se dão conta disso, daí ver tanta gente amiga remando. Só de olhar as fotos lembro como são lindas nossas beiradas e como é prazeroso estar em contato com esse mundo e encontrar essa gente da linha d'água.

Um comentário:

  1. Me emocionou Comandante! Me ensinou um pouco mais a buscar a espiritualidade até nas coisas que parecem se afastar dela, tal qual o maltrato das nossas beiradas. Saramago tem uma frase que gosto "Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro."
    Não sigo nada, também não encontro Deus embora o procure, mas encontro algo todos os dias! Principalmente amigos queridos para me ensinar algo de bom. Obrigada!

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