Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

sábado, 23 de julho de 2011

Remando um caiaque do Rio até Santos

Desde anteontem estamos sem notícias do Bruno, e enquanto ele estiver na parte de fora da Ilha Grande, sem sinal de celular, ficaremos sem saber nada da viagem. Pelo roteiro planejado, deve ter chegado em Caxadaço na quinta e partido para a Praia dos Meros na sexta, isso se o mar e os ventos tiverem sido condescendentes, pois nesse trecho o bicho pega. Como o Bruno gosta de dizer: é onde criança chora e a mãe não vê. E também não ouve.
- Alô...
- Bi bip!...O número que você ligou está fora de área ou desligado... Brii!...
A chegada de uma frente fria pode ter retido nosso herói em Caxadaço ou nos Meros, mas acredito que ele seguiu em frente, pelo menos até os Meros, onde suponho ter chegado ontem, sexta feira, completando aproximadamente 150 km de remada.
Quarta pernada
Mas pode ser também que tenha preferido deixar passar a chuva fazendo mais um pernoite em Caxadaço e estar seguindo hoje para os Meros. Enfim, quem sabe? Se uma operadora de telefonia, tipo Nextel, tivesse apoiando a  travessia, não estaríamos aqui sem saber onde ele está.
Seja como for, deve estar bem. Saiu bem preparado físicamente e materialmente. Na verdade, se ainda não passou pela Ponta do Drago e pela dos Meros, deve estar de doutor comendo uma lulinha à dorê lá em Aventureiro com um um copo de cerveja ou tequila na mão. Então, à la santé, tim tim!!!
Canoas caiçaras em Aventureiro
Ponta do Drago
Ponta do Drago
Ponta dos Meros
Praia dos Meros

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