Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ameaça silenciosa ao Monumento Natural das Ilhas Cagarras

Recentemente o biólogo marinho Fernando de Moraes, perquisador colaborador do Museu Nacional, identificou com a Profa. Débora Pires um exemplar de Tubastrea coccinea, uma das duas espécies do Coral Sol invasor de nossas águas, coletado pela Aline Aguiar durante trabalho de campo na Redonda.
Segundo Fernando, apesar de já ter sido visto no Arquipélago das Cagarras e em grande número na Ilha Pontuda, este é o primeiro registro de Coral Sol nas Cagarras. Essas espécies representam uma ameaça real e silenciosa que deve ser monitorada de perto, por isso é importante que os frequentadores das ilhas. mergulhadores, pescadores, canoistas, façam circular informações sobre a ocorrência deste coral nas ilhas costeiras do município do Rio, pois só assim será possível planejar ações concretas para conter este grave problema, cada vez mais intenso devido a presença crescente de embarcações estrangeiras fundeadas ao largo do nosso litoral.
Fernando lembra ainda que na Ilha Grande muitas áreas de costão estão tomados por Coral Sol, comprometendo a sobrevivência da fauna e da flora marinhas nativas, e que apesar de ainda não ser evidente nas Cagarras é preciso ficar de olho para impedir que colonize de forma agressiva os costões.
O Coral Sol é de fácil reconhecimento. Geralmente é encontrado em locais sombreados como nas paredes verticais ou inclinadas negativamente.

Foto Fernando Moraes

Coral Fogo. Fotos Carlos Rangel
Outras espécies de anêmonas do mar, do mesmo filo que o Coral Sol (Coelenterata - Cnidaria), são comuns nas Cagarras: Bunodosoma caissarum (roxa) e Anemonia sargassensis (bege listrada com roxo claro). Tem uma foto no Museu Virtual Marinho do Instituto Mar Adentro. http://www.maradentro.org.br/component/content/article/64-ilhas-cagarras/109-actinaria-e-ceriantharia-anemona

2 comentários:

  1. Tão lindos! Que pena! Parecem melhores que o lixo que vemos po ali. Mas eu acredito que as Cagarras irão se recuperar...

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  2. O Projeto Coral-Sol é uma iniciativa socioambiental do Instituto Biodiversidade Marinha com patrocínio Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental e tem como objetivo controlar as populações de coral-sol no litoral brasileiro. Qualquer um pode ajudar a levantar informações valiosas sobre a distribuição desse invasor, relatando avistamentos do coral-sol nos seus mergulhos pelo email denuncia@coralsol.org.br Obrigada por ajudar a divulgar essa problemática que prejudica a biodiversidade marinha brasileira!
    Amanda C. de Andrade - gerente executiva do PCS

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