Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A meteorologia está anunciando a passagem de uma frente fria pelo Rio com previsão de ventos de 13 km/h, variando entre NW e SW, e ondas de até 3 metros, segundo o aviso de ressaca emitido pelo DHN para a área Charlie. De acordo com o climatempo, chove sexta e sábado, abrindo no domingo.


Hoje o mar tava nervoso e foram poucos os remadores que compareceram à praia, também por causa da apresentação do Globo Mar que, devido ao horário, deve ter mantido a galera debaixo dos caracóis dos travesseiros até mais tarde.

Eu e Candido saímos em meio à rebentação inundando o velho anaiko duplo até o gogó. Seguimos em direção ao posto 6 batendo de frente com as ondas, e depois de chacoalhar adoidado alí no costão do Leme resolvemos voltar e ficar só fazendo "musculação" entre a pedra do Anel e o Pão de Açúcar.

Apesar do céu encoberto, a paisagem estava deslumbrante e nos divertimos muito surfando as ondas "predominantes" que vinham de SW. Teve uma que nos fez deslizar um tempão, e só não durou mais porque paramos de remar com medo de capotar. As canoas não saíram, só tivemos a companhia das gaivotas e das tainhas.

 

O mar não está mesmo pra peixe, está mais pra deixe: deixe pra lá, deixe ver, deixe estar, deixe quieto, deixe pra depois, deixe pra amanhã, deixe pra depois de amanhã...

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