Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

terça-feira, 18 de maio de 2010

bi-bi-bi-bi-bi-bi-bi-bi-bi-bi-bi-biiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!

Caraca, o despertador, preciso levantar! Não remei esse fim de semana e não posso perder o dia de remada hoje. A alma pede, o corpo cede.


Espantei a preguiça com um café e parti, tarde mas parti. Em Botafogo a paisagem está coberta pelas nuvens; céu, sol e montes ainda parecem dormir. Acorda aí, ô dia, que eu tô chegandoooo! O mar parado na enseada não tá nem aí pra nada.

Na PV não tem mais ninguém. Estranha sensação de perder o trem. Pra onde será que foram? O Pão de Açúcar não responde, ainda tá de pijama e touca o safado.



Quase desanimo, mas lembro que remar oxigena a mente, então lá vou eu pro posto 6. Céu e mar cor de chumbo, compondo uma bela paisagem em preto e branco. Passa uma canoa de 6 com Marcelo e Léo à bordo... Mais adiante uma canoa de bravas meninas... Sigo bordejando a pedra do Leme, indo até bem perto da arrebentação.


As ondas passam velozes na direção da baía, vindas de SW. Na altura do Copacabana Palace retorno e pego a direção da Cotunduba sem encontrar nenhum do povo flutuante por aquelas beiras, só gaivotas e tesourões rodopiando acima dos barcos de pesca cujas proas apontam pro vento, para leste.


Passo por trás da ilha, vou pra onde uma garça está "ciscando" seu desjejum, ouvindo o piar de gaviões lá no alto da ilha. Tá cheio de bicho aqui hoje. Onde estão as pessoas? Paro para tentar uma foto da garça, mas tá mexendo muito perto das pedras e a corrente tá puxando pra fora.

Depois me aproximo de duas gaivotas que conversam animadas em meio a sonoras gargalhadas zombeteiras. Olha, Zuleide, aquele humano tá olhando pra gente. É mesmo, Zoraide... coitado, parece perdido. krakrakrakrakra!!! Sai pra lá humano, a conversa não é pro seu bico! É melhor eu ir embora, a corrente tá forte mesmo e com a preguiça avanço devagar.


As nuvens começam a se espalhar e já enxergo umas nesgas da promessa de um céu azul. O sol, por sua vez, coloca o nariz pra fora vendo se já é hora.

Me aproximo da praia onde algumas pessoas caminham na areia, e lá vem o Jorjão no seu barco indo puxar a rede de espera. As ondas estão fracas por aqui, empurram o caiaque suavemente até encostar na areia. Vejo que as canoas voltaram. Onde estavam? Devem ter ido pra Urca, pois não vi ninguém vindo de Copa.

Beleza de remada! Quando se faz o que se gosta a vida ganha novos tons. O remo que fende a água... é tão simples.

Uma gaivota sobrevoa a PV. Ei! Manda lembranças minhas pra Zu e pra Zo.

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