Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Limpeza da Cotunduba - Reamar Urca

O mar não estava propriamente agitado, mas, com certa regularidade, uma série de 3-4 ondas grandes lavava a costeira da Cotunduba. 
Não seria um dia ideal para uma aproximação, mesmo assim um grupo de destemidos remadores conseguiu desembarcar, não sem alguns arranhões, para dar uma faxina na Ilha. Foi a primeira vez que alguns deles se aventuraram nas pedras. Adrenalina pura!

As pedras funcionam como um filtro, retendo o lixo flutuante que a maré alta joga pra cima da ilha, principalmente garrafas PET e fragmentos de isopor. Dessa vez tinha muito lixo nas fendas e não deu pra catar tudo. Foram enchidos 5 sacos de 30 litros, mais um de 100. Muita coisa ainda ficou por lá porque não dá pra carregar tudo nos caiaques, mas já valeu. 
Parabéns Carla, Rafael, Zé Carlos, Roberto, Marquinho e Paulo pela coragem e disposição!!! 
Enquanto isso, mergulhadores retiravam lixo submerso na Praia da Urca e a galera da Reamar mandava ver nas oficinas de reciclagem e compostagem, nos os passeios de canoa e diversas outras atividades de Educação Ambiental para adultos e crianças. 
É isso, parabéns a toda essa gente abnegada que vem dando murro em ponta de faca na tentativa de transformar nossa suja e fedorenta cidade num lugar melhor pra se viver. 
Ah! Só pra não deixar de notificar: o esgoto continua sendo jogado purinho na enseada de Botafogo. Alí perto da Igreja N.S do Brasil, a catinga é de doer.

Um comentário:

  1. Valeu, Rodrigo!

    Esse sábado foi fantástico mesmo. Muito aprendizado e ainda ajudando um pouquinho.

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