Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Estavam todos lá

Na Praia Vermelha e na Urca. A chuva da noite e da madruga não espantou a rapaziada remadora. A prova do Rio Va'a do próximo fim de semana deve ser responsável pelo quorum impressionante.
Na PV vi  de cara  a Letícia de braços abertos fazendo coro com o sorriso. Sairam três canoas de 6 do PVV,  uma do Carioca Va'a e uma do Rio Va'a. No caminho para a Urca ainda passei por duas canoas do Rio Va'a, uma delas com o Massimo no leme e várias feras metendo o braço. Já dentro da enseada de Botafogo encontrei Bruno, Marquinhos e Claudia começando um passeio até Santa Cruz.
O mar cinza, sujo de plásticos e pedaços de pau. O Céu só cinza. Mas estava gostoso de remar. Na ida as ondulações ajudavam no avanço de Jurupi; na volta não atrapalharam. Fora os rolos, a superficie estava lisa, deixando-se marcar pela passagem dos barcos. Água morna e um pouco mal cheirosa por causa do caldo podre que escorreu da cidade lavada pela chuva.
Quando voltei as canoas já estavam nos seus berços, felizes e sorridentes por mais uma manhã de mar. Sorridentes também estavam as pessoas pelo mesmo motivo. Hora de bater um papo, de falar da viagem pra Ilha Grande em janeiro. Andreia, Léo e Pedro estão animados e começam a planejar a logística até Jacareí. Bom saber que está tudo se encaminhando bem e que teremos tanta gente boa pra começar o ano com a pá direita. 

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