Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Caiaques, Canoas e RIPEAM

O que fazer quando estamos remando e vem uma traineira ou lancha bem de frente na nossa direção? A resposta é fácil: sai da frente. Sai pra onde? Pra esquerda, direita, norte, sul, leste ou oeste? Pra onde der, somos muito vulneráveis, se bater ferra tudo.
Mas se tiver escolha, vire francamente pra direita/boreste (BE).
A regra 14 do RIPEAM - Regras Internacionais Para Evitar Abalroamento no Mar diz que "quando duas embarcações à propulsão mecânica estiverem se aproximando em rumos diretamente opostos, ou quase diretamente opostos, em condições que envolvam riscos de abalroamento, cada uma deverá guinar para boreste, de forma que a passagem se dê por bombordo uma da outra".
Não fala em embarcação a propulsão humana, caiaques e canoas ainda não são considerados barcos "de verdade",  mas fica claro nosso interesse em respeitar a norma visto que o piloto do barco a motor terá o mesmo reflexo de guinar para BE.
Para nós, canoistas de mar, as regras servem pra dar uma ideia de qual deverá ser a reação dos condutores dos outros barcos, é um código de conduta e comunicação. Uma manobra franca e positiva pra BE indica claramente nossa intenção de agir conforme a boa marinharia, sem hesitação.  


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