Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pragmatismo inteligente

Artigo de alerta

Por Marcelo Szpilman 

Será que as famosas “águas de março”, que nesse ano não rolaram, se tornarão também apenas lembranças românticas como as boas chuvas diárias, com hora marcada, nos verões das serras cariocas? São Paulo há muito perdeu o título de “Terra da Garoa” e hoje enfrenta grave crise hídrica. Chuvas torrenciais, fora de época, desabando e castigando cidades em todos os cantos do Planeta. Na Europa, nesse verão, surtos de calor insuportável teimam em tropicalizar a França e a Espanha. Ou seja, indiscutivelmente, as mudanças climáticas já são uma realidade para todos nós.

E enquanto os cientistas não decidem se o aquecimento global é motivado pelo cíclico e natural aquecimento do Planeta ou pelos séculos de emissões de gases poluentes na atmosfera, até porque o mais provável é que a causa seja uma soma dos dois fatores, sofremos ou vemos os outros sofrerem com as mudanças climáticas que esmurram nossas portas.

Ainda assim, não podemos e não devemos ser radicais nessas questões. O pragmatismo inteligente e consciente pode ser uma arma muito mais eficaz nas questões ambientais de hoje.

Pode não ser muito, ou não o suficiente, mas felizmente há pessoas, organizações e entidades trabalhando, de forma positiva e sensata, para salvar e conservar ecossistemas (e animais), para produzir energias e processos mais limpos e para incentivar o consumo consciente, a redução do desperdício, a reciclagem e o reuso. Ou para simplesmente educar.

Junte-se a eles e acredite: podemos fazer algo em favor da Preservação da Natureza. Não fique parado. Envolva-se em 2014.

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No Clube Carioca de Canoagem, o compartilhamento de caiaques permite rentabilizar a energia, a mão de obra e os materiais usados na fabricação do barco. É uma forma de agregar valor pelo uso e socializar o bem. Aos benefícios econômicos e sociais, soma-se o ambiental, na medida que menos recursos são empregados para satisfazer a necessidade e o desejo de quem usa de fato. O que queremos não é o caiaque, mas remar. Da mesma forma que o importante não é ter uma máquina de lavar e sim a roupa limpa, não é questão de possuir um carro, mas o acesso ao serviço de  deslocamento que ele proporciona.

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