Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

sexta-feira, 23 de março de 2012

REDUZA

Pouco se fala de redução de consumo pois não interessa ao mercado, que busca sempre aumentar a produção e as vendas com o argumento do crescimento econômico e do combate ao desemprego. A reciclagem, um dos Rs da política dos 3 Rs, em compensação, é muito difundida pela simples razão que gera uma economia absurda em recursos para a industria. Não é pecado reciclar, nem gerar economia de recursos, mas a solução para a questão dos resíduos (lixo) passa necessariamente pela redução do consumo.
Reduza!

Ontem foi o dia mundial da água. Essa também tá na pindaíba por conta do mau uso e do desperdício, mas também pudera, tudo precisa de água para ser produzido! Mais uma razão para diminuir o consumo, principalmente dos artigos que demandam mais água para serem fabricados.
Reduza!

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