Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Balizamento Náutico - Sinais Laterais

Ainda que não seja obrigatório ao canoista ter habilitação para conduzir seu caiaque ou canoa, é desejável, para sua própria segurança, conhecer e identificar os auxílios à navegação.
Os auxílios à navegação são estruturas utilizadas para sinalização náutica. Servem para indicar o caminho mais seguro para uma embarcação, revelar perigos ocultos ou mostrar vias preferenciais. Os tipos mais comuns são as bóias (balizas flutuantes) e as balizas fixas.
Bóias são dispositivos flutuantes, luminosos ou cegos, colocados onde seja necessário orientar o navegante fornecendo uma indicação particular sobre a área navegada. As bóias também podem ser dotadas de algum sinal sonoro quando instaladas em local sujeito a baixa visibilidade.
Bóias e balizas apresentam algumas características que permitem diferenciar umas das outras. Essas características são: marca de tope; forma; ritmo e apresentação da luz (quando há).
Desde 1980 existe um acordo entre nações pertencentes à Associação Internacional de Balizamento Marítimo (IALA na sigla em inglês) que estabeleceu o atual Sistema de Balizamento. Nesse acordo foram definidos cinco tipos de sinais de balizamento:
Sinais Laterais;
Sinais Cardinais;
Sinais de Perigo Isolado;
Sinais de Águas Seguras e
Sinais Especiais.
Desses sinais, os únicos não unificados completamente foram os Sinais Laterais. Para estes foi preciso estabelecer uma região "B", abrangendo as Américas e o Japão, e uma região "A", abrangendo o resto do mundo.
Na região "B", na qual o Brasil está incluído, para quem chega do mar os sinais encarnados devem ser deixados por boreste do barco, e os verdes por bombordo. Nos países da região "A" se dá o inverso. É importante ressaltar que a diferença entre os sinais laterais das duas regiões está somente na cor, ou seja: na região "B" o sinal de Bombordo é cilíndrico e verde e o Sinal Lateral de Boreste é cônico e encarnado, enquanto na região "A" o Sinal Lateral Bombordo é cilíndrico e encarnado e o Sinal Lateral de Boreste é cônico e verde. 
Os sinais laterais são utilizados para indicar um caminho seguro principalmente perto da costa, dentro de portos, marinas, canais ou vias estreitas. 
Na Enseada de Botafogo podemos ver esses sinais delimitando as vias de acesso ao Quadrado da Urca, Iate Clube, Clube Guanabara e G-Mar.
É bom deixar claro que uma embarcação a vela ou motor deve transitar dentro da via delimitada pelos Sinais Laterais, mas o canoista, tanto quanto possível, deve manter-se fora dela e quando for nercessário atravessá-la, buscará o trajeto mais perpendicular possível.
Os Sinais Laterais apresentam variantes para identificar um canal preferencial quando existe uma bifurcação. O Sinal de Bombordo modificado tem uma faixa encarnada na horizontal e indica um Canal Preferencial a Boreste, e o Sinal de Boreste modificado é cortado por uma faixa verde e indica um Canal Preferencial a Bombordo.
O canoista, como o ciclista aliás, vai procurar a via de trafégo menos pesado, assim, ao avistar um sinal de canal preferencial na entrada de um porto, tentará ficar fora dele.
Fontes:
"Navegar é Fácil" de G.L.M. de Barros
"Mestre Amador" de J.R.C. Felipe
Veja também

2 comentários:

  1. Gosto realmente da forma como o teu blog me ensina a navegar! Um beijo

    ResponderExcluir
  2. É isso Rodrigo. Conhecimento é tudo.

    Também estou estudando pra tirar carta de Arraz amador.

    Abs.

    Mauro

    ResponderExcluir