Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Treinos no Clube Carioca de Canoagem - Depoimento


4:30am acordo. O despertador já perdera sua função. Ligo a cafeteira enquanto preparo um pãozinho e alguma fruta. Pego o primeiro metrô por volta das 5:05am para chegar em Botafogo às 5:27am. Caminhada até a praia da Urca. O treino começa às 6:00am. Eu desejo muito estar ali. Ali todos recebem o "bom dia verdadeiro" Quando ouço esta saudação deles, sinto o poder dos sorrisos abertos transformando a minha percepção das coisas. Ali os garis têm nome e são reverenciados por todos. Afinal, pela generosidade deles, o local está limpo para que os outros usufruam. Não não, o local não fez-se limpo por si, como nosso "automático" imagina. Existem incontáveis lugares no mundo, mas meu desejo é estar ali, somente ali. Preparamos os caiaques cuidadosamente. Com mais cuidado ainda, recebo ajuda e orientações do professor e dos remadores mais experientes. Eles estão felizes por me receber. Eles desejam que eu esteja ali. Já no mar, pergunto: Em qual direção? Tá vendo o Sol? Esta é a nossa direção!
Abraço!!!
João Victor Guedes

Treinos todas terças e quintas de 6 às 8 da manhã.

Foto: Kate

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