Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sessão de treino de kayak em Paris

Agora em setembro, tive o imenso prazer de participar de dois treinos com o pessoal do Jeune Kayak Parisien na Piscine de la Plaine em Paris.  
Apesar de só ter mandado uma mensagem que iria aparecer por lá, fui muito bem recebido e acolhido pelos veteranos do JKP, e pelos novatos que estavam começando naquele dia mesmo.  C'est la rentrée!
Quinta, dia 11













Terça, 23










Sinceros agradecimentos a todos: Nicolas, Fredo, Armel, Philipe, Lionel, Frèderic, Mathilde, Baptiste, Sarah, Marilene, Jonathan,...
Espero poder recebê-los um dia no Rio para uma remada aos pés do Pão de Açúcar, e retribuir a cortesia.
Merci JKP!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Por que não usar a escala de longitudes para medir distâncias numa carta náutica na projeção de Mercator?


Devido às características próprias da representação dos meridianos e paralelos numa carta na projeção de Mercator.

Meridianos são círculos que dão a volta na terra no diâmetro máximo, de polo a polo, onde se cruzam. A latitude é o arco de círculo sobre um meridiano contado à partir do equador o que dá uma latitude norte ou sul.
Paralelos são círculos que cruzam os meridianos em ângulo reto. Como diz o nome, paralelos não se cruzam e, dentre eles, só o equador descreve um círculo máximo, os outros vão diminuindo conforme se aproximam dos polos. A longitude é um arco de círculo contado sobre o equador no sentido oeste ou este.
Uma projeção da superfície da terra num plano não tem como respeitar fielmente todas as características do terreno que está sendo representado na carta. Algumas projeções deformam as áreas, noutras os ângulos se alteram, em outras, ainda, são as formas que modificam. 
As cartas são conformes quando reproduzem o mais fielmente a forma do terreno. A projeção de Mercator é um exemplo.
As cartas serão equivalentes quando representarem a equivalência de áreas. A projeção de Peters é equivalente, por isso dá real dimensão dos continentes.
Nas cartas equidistantes é a relação de distância entre pontos que é respeitada, como na projeção de Robinson, por exemplo. 
Na projeção de Mercator, a propriedade de representar a forma da superfície da terra mais fielmente possível foi preservada, a carta é conforme. O que a projeção de Mercator faz é manter a forma do terreno e os ângulos, o que é interessante pra quem navega, pois a costa não fica deformada e dá pra traçar rumos facilmente. 
Na projeção de Mercator, a carta é feita projetando a imagem da superfície da terra num cilindro que dá a volta no globo  seguindo o equador.

Os meridianos aparecem como paralelos entre si, quando na realidade não são, de maneira que a escala de longitude não pode dar conta da relação de distância, pois a distância entre dois meridianos tomada no equador não corresponde a distância entre dois meridianos tomada sobre um outro paralelo.

Já os paralelos não aparecem equidistantes dos seus vizinhos, a distância entre paralelos vai aumentando em direção aos polos por causa do fenômeno de latitudes crescidas. Isto quer dizer que a escala de latitudes acompanha a deformação na relação de distância entre pontos, e por isso é usada para medir distâncias em milhas náuticas.

Com contribuição de Rafael Machado

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Kayak Oceânico: Cartas Piloto

Como antecipar as condições de navegação quando se pretende fazer uma travessia em caiaques oceânicos? Simples: consultando a Carta Piloto.
As Cartas Piloto são alguns dos vários documentos de auxilio à navegação publicados pelo DHN. Elas apresentam informações valiosas para o navegante planejar e executar seu percurso. O atlas de Cartas Piloto contém 12 cartas, uma para cada mês do ano, na projeção de Mercator e na escala de 1:10.000.000. As informações principais dizem respeito ao vento e correntes marinhas, mas também apresenta dados sobre a declinação magnética, temperaturas do ar e da água, nevoeiros, visibilidade. 
O Atlas pode ser comprado pelo cartasnauticasbrasil.com.br, ou acessado diretamente no site do DHN
Pela Carta Piloto, podemos verificar, por exemplo, quais seriam as condições encontradas por nossos amigos que fizeram a travessia Búzios-Cabo Frio agora em agosto.
Veja a Carta Piloto de agosto aqui. Localize a região de Búzios e dê um zoom. 
Uma rosa dos ventos em azul, mostra a direção dos ventos em porcentagens (quando não indicada, basta comparar o comprimento da seta com a escala percentual dos ventos que aparece nas instruções no alto e à esquerda da carta). As penas das setas indicam a força na escala de Beaufort. Podemos observar que em agosto, na área de Cabo Frio, a porcentagem de ventos de nordeste (NE) é de 32%, com força 4 na escala de Beaufort.
As correntes são indicadas por setas verdes. A direção da seta dá a direção predominante da corrente, e os números revelam a velocidade média da corrente na superfície. Observando a carta de agosto, vemos que na região de Búzios/Cabo Frio, a corrente vem também de nordeste, mais exatamente de este-nordeste (ENE), faz uma curva e corre na direção oeste-sudoeste (WSW) com velocidade média de 0,7 nós. 
A temperatura da água na superfície é dada pelas  linhas vermelhas (encarnadas) representando as isotermas. Já a  temperatura do ar é dada pelas linhas encarnadas tracejadas. Na área onde a galera estava remando a temperatura média da água e do vento fica em torno de 22°C, em agosto.
Enfim, as cartas Piloto são ferramentas indispensáveis para planejar uma travessia em caiaques oceânicos. Para saber mais consulte a página 337 das publicações de auxilio à navegação do DHN, de onde tirei as informações desta postagem.
Vale a pena conferir.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Trip de kayak oceânico em Búzios

No último fim de semana, remadores do Clube Carioca de Canoagem estiveram em Búzios para uma daquelas remadas cheias de aventuras e diversão. 
A proposta partiu do Rafael Machado e do Roberto Milita e foi logo encampada pela Carla, Jorginho, Flávio, Marquinhos, Gustavo, Ana e Zé Carlos. 
A organização do Rafael foi espetacular, nada foi deixado ao acaso. Cuidou das reservas na pousada, distribuição de carros e caiaques, autorizações de trânsito em estradas (AET), itens de segurança, verificando até mesmo a Carta Piloto. Show de bola!
Quer remar também? Associe-se ao Clube Carioca de Canoagem e descubra o caiaque oceânico.

Seguem as fotos do Jorge Marques-Jorginho e Milena.


Roteiro planejado:


O Jorginho estava explicando que, "na verdade, o percurso do primeiro dia ficou diferente do roteiro planejado (Manguinhos-Geribá) devido às condições do mar. Decidimos inverter, começamos em Geribá e terminamos em Manguinhos. Nossas duas grandes preocupações eram que o mar em Geribá estava com ondas e iria dificultar o desembarque na chegada, e que não queríamos encarar a parte mais desabrigada depois de remar de Manguinhos até João Fernandes. Preferimos encarar as ondas no lançamento e remar o trecho mais exposto (Geribá-João Fernandes) descansados e desfrutarde uma remada tranquila de João Fernandes à Manguinhos"

Na Urca


1° dia: de Geribá a Manguinhos
 
João Fernandes
Azeda

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Site oficial da Federação de Canoagem do Estado do Rio de Janeiro - FECAERJ

Amigos, 


É com grande satisfação que comunicamos que o site da Federação de Canoagem do Estado do Rio de Janeiro ficou pronto, saiu do forno hoje 19:30h, 
falta apenas alimentar com mais notícias, eventos e imagens. E para isto contamos com a participação de todos vocês, quem quiser colaborar com o site, enviar matérias, notícias e imagens para a Federação.
Qualquer sugestão e ou crítica são bem vindos.
Abraços.
Gerhard

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Remada de aniversário da Carla

Um dos maiores prazeres da canoagem está no encontro com os amigos.
Foi o que aconteceu nesse domingo, quando 15 remadores do Clube Carioca de Canoagem saíram da Urca pra comemorar o aniversário da Carla na praia do Morcego.
Também me deixou feliz ver a linha d'água cheia de remadores de outros clubes. Estavam por lá a galera do Niteroi Hoe, da Guarderya e o Manoel com seu Epic V8 estalando de novo.
Pra quem remava praticamente sozinho nos anos 2000, é muito estimulante ver tanta gente desfrutando o esporte e a paisagem do Rio de Janeiro.
Parabéns, Carlinha!
Abraço.
Rodrigo










Caiaque no Rio Botas - Nova Iguaçu

Não lembro mais quando foi. Faz tempo, eu e Thierry descemos o Rio Botas até um CIEP pra fazer uma palestra para alunos e professores, chamando a atenção sobre a necessidade de resgatar a memória da baixada, salientando a  importância da sua história e dos patrimônios cultural e ambiental.
Obrigado Bianca Siqueira por mandar o vídeo e nos proporcionar tão boas lembranças. 
Abraços.
Rodrigo

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pragmatismo inteligente

Artigo de alerta

Por Marcelo Szpilman 

Será que as famosas “águas de março”, que nesse ano não rolaram, se tornarão também apenas lembranças românticas como as boas chuvas diárias, com hora marcada, nos verões das serras cariocas? São Paulo há muito perdeu o título de “Terra da Garoa” e hoje enfrenta grave crise hídrica. Chuvas torrenciais, fora de época, desabando e castigando cidades em todos os cantos do Planeta. Na Europa, nesse verão, surtos de calor insuportável teimam em tropicalizar a França e a Espanha. Ou seja, indiscutivelmente, as mudanças climáticas já são uma realidade para todos nós.

E enquanto os cientistas não decidem se o aquecimento global é motivado pelo cíclico e natural aquecimento do Planeta ou pelos séculos de emissões de gases poluentes na atmosfera, até porque o mais provável é que a causa seja uma soma dos dois fatores, sofremos ou vemos os outros sofrerem com as mudanças climáticas que esmurram nossas portas.

Ainda assim, não podemos e não devemos ser radicais nessas questões. O pragmatismo inteligente e consciente pode ser uma arma muito mais eficaz nas questões ambientais de hoje.

Pode não ser muito, ou não o suficiente, mas felizmente há pessoas, organizações e entidades trabalhando, de forma positiva e sensata, para salvar e conservar ecossistemas (e animais), para produzir energias e processos mais limpos e para incentivar o consumo consciente, a redução do desperdício, a reciclagem e o reuso. Ou para simplesmente educar.

Junte-se a eles e acredite: podemos fazer algo em favor da Preservação da Natureza. Não fique parado. Envolva-se em 2014.

*****

No Clube Carioca de Canoagem, o compartilhamento de caiaques permite rentabilizar a energia, a mão de obra e os materiais usados na fabricação do barco. É uma forma de agregar valor pelo uso e socializar o bem. Aos benefícios econômicos e sociais, soma-se o ambiental, na medida que menos recursos são empregados para satisfazer a necessidade e o desejo de quem usa de fato. O que queremos não é o caiaque, mas remar. Da mesma forma que o importante não é ter uma máquina de lavar e sim a roupa limpa, não é questão de possuir um carro, mas o acesso ao serviço de  deslocamento que ele proporciona.

Veja mais sobre compartilhamento

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Fazendo um remo groenlandês

Como fazer um remo groenlandês sem muito esforço.
Partindo de um projeto de Didier Plouhinec, publicado na revista Canoe Kayak Magazine de novembro/dezembro de 1991 (p. 65), Eu, Paulo Fucci e Flávio Violante construímos um remo groenlandês barato e relativamente fácil de fazer. 
No lugar da tábua de compensado naval e das baguetes de pinho, utilizamos uma tábua de pinho de 0,7 cm de espessura com 10 cm de largura por 220 cm de comprimento e duas meias-canas de 3 cm de largura por 200 cm de comprimento.
O resto do projeto foi mais ou menos respeitado. As pás com 78 cm e a haste com 64 cm.
Primeiro, traçamos o desenho do remo na tábua de pinho. Riscamos o local onde seriam coladas as baguetes. Na extremidades das pás usamos uma tampa de pote de herbalife com diâmetro de 10 cm e na base das pás, um rolo de esparadrapo com 6 cm de diâmetro.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Treino de rolamento


Flávia e Rodrigo rolando.

Valeu pelos vídeos Zé Carlos!



Iniciação à Canoagem: Kayak Oceânico

Fotos da última iniciação ao kayak de mar.
As aulas são feitas na Praia da Urca, sábados e domingos, de 8 ao meio-dia.
O conteúdo abrange as técnicas básicas de remada, varreduras, leme de popa, saída molhada, reentrada, esgotamento, resgates e reboques. O essencial para remar em águas abrigadas com segurança.
Pra saber mais escreva para clubecariocadecanoagem@gmail.com