Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Regata Ratier 2011

Acontece nesse sábado, dia 7 de maio, na Praia da Urca, a II Regata Ratier de Canoagem Oceânica.
Abertura da secretaria às 7. Largada às 9.
Não Percam!!!


Apoio:







terça-feira, 3 de maio de 2011

Vencedores da Taça Comodoro

De Comunicação Canoagem imprensa@cbca.org.br



Aconteceu neste fim de semana na Praia da Urca, no Rio de Janeiro, a 7ª edição da prova de Va´a da Taça Comodoro 2011, que este ano também foi palco da prova Va’a Hoe Brasil 2011 – 1ª edição da Etapa Sul-americana do Circuito Mundial de V1 longa distância e pela primeira vez também contou com provas de caiaque oceânico individual e surfski.


O destaque desta edição foi o domínio dos atletas paulistas no V6 Masculino e Feminino, principais provas do evento. No Masculino a Equipe Samu, de São Paulo, ficou em primeiro lugar com o tempo de 01:04.18, cerca de um minutos antes da equipe carioca Rio Va´a – Iate Clube do Rio de Janeiro, segunda colocado com o tempo de 01:05.19. Em terceiro lugar ficou a equipe Hui Wa´a Cabo Frio, de Cabo Frio, com 01:07.42. O recorde da prova permanece com a equipe Rio Va´a, do Rio de Janeiro, com o tempo de 01:03.45 na Taça Comodoro de 2008.



Já no V6 Feminino a equipe campeã foi Kimi Lokini, de Santos/SP, com o tempo de 01:19.48. A segunda colocação ficou com a Praia Vermelha Va´a 1, do Rio de Janeiro, com 01:23.27; e em terceiro a equipe do Clube Náutico de Cabo Frio com 01:24.47. O recorde na prova é da equipe de Cabo Frio que marcou 01:19.48 na Taça Comodoro de 2009.

Na prova de V1R com leme Masculina Open, o vencedor foi Luiz Guida (São Paulo, SP) que completo o percurso de 27km em 02:39.40 e na prova V1 sem leme Masculina Open o vendedor foi Sergio Prieto (São Paulo, SP) com tempo de 02:50.05.



Na prova V1R com leme Feminina Open a vendedora foi Dayone Rossi (Cabo Frio, RJ) com tempo de 01:11.53 no percurso de 10 km. Na prova de Surfski Masculino o vencedor foi Marcelo Magnanini (Santos, SP) com 01:24.07 (percurso de 13 km).

O vencedor da prova V1 Paraolímpico Longa Distância (percurso de 13 km) foi José Agmarino Coelho (Curitiba, PR) – 01:53.01 e o vencedor da prova de V1 Paraolímpico Curta Distância (500 m) foi Luciano Meirelles (Rio de Janeiro).



A Taça Comodoro 2011 também contou com provas de V1R com leme, V1 sem leme, Caiaque Oceânico, Surfski e V1 Paraolímpico; para masculino e feminino; máster, open e junior.

A prova Va’a Hoe Brasil - Taça Comodoro ICRJ 2011 é regulamentada pela Federação Internacional de Va’a (FIV), pela Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa - Comitê de Va’a) e pela Federação de Canoagem do Estado do Rio de Janeiro (FECAERJ), com promoção do Rio Va’a Clube e o Iate Clube do Rio de Janeiro – Escola de Desportos Náuticos (EDN).




Vencedores da Taça Comodoro 2011

Distância 27,20 km
V1R com leme Masculina Open – Luiz Guida – 02:39.40
V1R com leme Masculina Master – Carlos ‘Chinês’ – 02:47.50
V1 sem leme Masculina Open – Sergio Prieto – 02:50.05
V1 sem leme Masculina Master – Paulo Pinheiro Guimarães – 03:31.10

Distância 10,20 km
V1R com leme Feminina Open – Dayone Rossi – 01:11.53
V1R com leme Feminina Master – Maria Paula Alves – 01:13.40
V1R com leme Masculina Junior – Andre Cerreti – 01:11.52

Distância 13,25 km
V6 Masculina Open – Equipe Samu/SP – 01:04.18
Recorde: Rio Va´a – 2008 – 01:03.45
V6 Feminina Open – Equipe Kimi Lokini, Santos/SP – 01:19.48
Recorde: Clube Náutico Cabo Frio – 2009 – 01:19.08
Caiaque Masculino – Ronaldo Chiarelli – 01:44.18
Caiaque Feminino – Rayssa Correia – 01:58.09
Surfski Masculino – Marcelo Magnanini – 01:24.07
V1 Paraolímpico Longa Distância – José Agmarino Coelho – 01:53.01

Distância 500m
V1 Paraolímpico Curta Distância – Luciano Meirelles – 03:00.01





Confira todas as informações e resultados completos do evento no link:
http://www.cbca.org.br/newcbca/evento/index/eventos_id/364

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Lancha de Patrulha Ambiental


A Coordenação Regional 8 do ICMbio vai receber, dentro de um mês, uma lancha para apoio e fiscalização das atividades nas Unidades de Conservação Marinhas, entre elas o MONA Cagarras.
É uma excelente notícia, principalmente agora que o Conselho Consultivo prepara a primeira intervenção no arquipélago desde a criação do Monumento Natural. Dia 14 de maio serão instaladas placas de informação e advertência na Ilha Comprida e na Ilha das Palmas e, ao mesmo tempo, um mutirão vai retirar o lixo acumulado tanto na parte terrestre quanto na submersa. Para essa atividade, as entidades componentes do conselho e seus parceiros estão disponibilizando o material necessário, inclusive barcos, mas para as próximas ações já poderão contar com a lancha patrulha.

terça-feira, 26 de abril de 2011

São José do Ribamar - MA

Estive em São Luis no fim de semana dos dias 16 e 17 de abril para dar um curso de Técnicas de Manipulação Vertebral e aproveitei pra ficar mais dois dias e conhecer um pouco a cidade. Na verdade não deu pra conhecer quase nada por causa da chuva, mas fui até São José do Ribamar pra estudar a possibilidade de fazer um dia, quem sabe, uma viagem ao redor da Ilha de São Luis. A correnteza é forte, muito forte devido a amplitude de maré, mas com um bom planejamento dá pra fazer.
Vamos nessa?








Fauna Brasileira Ameaçada

Acabo de receber através do fórum do MONA Cagarras  o "Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais" produzido pelo ICMBio. Um bonito trabalho que mostra a importância de lutarmos pela preservação dos biomas brasileiros.
Agradeço ao Luis (http://www.cagarras.com.br/) por compartilhar o e-mail da Vania Soares Alves do Departamento de Zoologia da faculdade de Biologia da UFRJ.

Aproveitem para ver também o vídeo encaminhado pelo Daniel (daniel101279@yahoo.com.br), falando sobre os riscos que correremos com a aprovação no novo Código Florestal Brasileiro. O novo código, tal como está, abrirá brechas na legislação que permitirão um aumento do desflorestamento com consequências ambientais graves, inclusive no ambiente marinho. O endereço é: http://www.youtube.com/watch?v=p_3tXpu1-IM

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Remadinha de Páscoa

O telejornal da noite de sábado já tinha anunciado a chegada de uma frente fria no Rio. O vento levantava folhas e areia na Praia Vermelha parecendo confirmar a previsão. Quem saiu cedo voltava dizendo que lá fora tava um pouco rude, que o vento tinha encrespado o mar formando muitos carneirinhos. 
Na praia, Andréia e Aline preparavam uma canoa dupla; Carlinha montava  sua OC1 surf, Joaquina. Pedro também se apresentou com seu surfski, e logo estávamos remando em direção ao posto 6 com o vento de SW batendo de frente. Apesar de segurar um pouco o avanço, não oferecia perigo. Na verdade garantiu a diversão. Na ida a brincadeira era subir e descer as ondulações, na volta era surfar tentando não se ejetar do banco.
Quando chegamos no posto 6, uma nuvem cinza se aproximava trazendo uma chuvinha fina. Mas ainda era cedo; o pé d'água só despencou mesmo à noite. Ao lado da muralha do forte a água estava clara e lisa como uma piscina. Além de nós, alguns standapistas também aproveitavam a manhã.
Passei semanas sem remar por essas bandas e confesso que estava com saudades. Depois de boa conversa e vários mergulhos, retornamos pra PV numa das remadas mais divertidas dos últimos tempos. As ondulações de popa proporcionaram um surf contínuo empurrando os barcos rapidamente em direção à ponta do Leme. Era um deslizar seguido de outro ao som dos gritos da Carlinha. Caí algumas vezes tentando domar o caiaque e finalmente desembarcamos na PV sem sobressaltos. E ainda deu tempo de beber uma cervejinha antes de pedalar de volta pra casa.










segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sábado de paz nas águas da BG

A ideia era sair não muito cedo com Leo, Érika e Ricardo, os mais novos remadores das beiradas, pra um passeio até o Forte da Laje. Começamos os preparativos às 8:30 e logo tivemos o privilégio da companhia eletrizande do Wagner que contagiou a todos com sua animação.
Uma canoa do UCC saiu cheia de crianças, tendo o Tio Paulo no leme. Fiquei vendo a farra da gurizada entrando na canoa, imaginando a aventura que fariam e as estórias que teriam pra contar.

O tempo parecia que ia ficar no lusco fusco, mas não demorou pro sol botar seus raiozinhos de fora. O trajeto foi feito morosamente. Pra quem está começando não é facil condicionar os braços ao esforço da remada, mas tudo é uma questão de tempo e de prática.

Na travessia do canal entre o Cara de Cão e a laje do forte a corrente puxava pra fora e as ondas ofereciam boa diversão. Levamos uns 30 minutos para chegar,  amarramos os caiaques na corda pendurada na ponte e subimos pela escada da murada.

Lá do topo, a vista de toda entrada da baía, com as praias de Adão e Eva, a Fortaleza de Santa Cruz, o Forte São José e, lá longe, a ponte, o MAC de Niterói... Ficamos de conversa fiada até 11:30 e, na volta, antes de passar pela Praia de Dentro pra contemplar a Fortaleza e os barquinhos coloridos fundeados na enseada perto do Bar Urca, encontramos Marquinhos levando uma nova canoista na proa da kaiarca, acompanhado de perto pelo Nadaver e Renata, sorridentes na canoa nova, linda de azul e amarelo.




Mais adiante, Marcão na Te Mahana e o Átila num 4.3 da Itaipú também tinham vindo passar o dia nas águas da baía.



As águas da BG continuam turvas, espumosas e cheias de lixo flutuante, mas no seu dorso gentil encontramos muitos amigos com quem conversar e partilhar esses momentos únicos de paz e contemplação.