Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

domingo, 26 de setembro de 2010

Limpeza das praias: Clean Up no mar

Sexta-feira dia 24 foi dia de muito vento. Mesmo na enseada de Botafogo, saindo da Praia da Urca, dava pra sentir sua força empurrando Jurupi silenciosamente na direção da Ponta de São João, onde Flávia e Helio já deviam ter chegado. Uma delícia remar quase sem esforço vendo a proa cortar a água, mesmo que algumas vezes sentisse certa instabilidade provocada pelas ondulações de popa.

Remei da Urca até a Praia de fora, depois encontrei Bruno, Marquinhos, Lariana e Pedro boiando diante do Forte São José em dois caiaques duplos. Contornamos o Forte da Laje e retornamos para a Praia da Urca sacolejando no mar encrespado que balançava os caiaques sem parar. A proa subia e depois caía num estrondo levantando borrifos de água quase cristalina. Água cristalina na entrada da baía? Sim, a água estava limpa.

Tamanha limpeza e o forte vento SW que antecedeu a entrada da frente fria me fizeram pensar que no dia seguinte nossa faxina seria frustrada. Esqueci que uma frente fria vem acompanhada de chuva, e que chuva é sinônimo de praias sujas.

Três quartos do nosso planeta são cobertos por oceanos, e a parte continental que sobra é cortada por numerosos rios que drenam enorme quantidade de nutrientes para o mar. Uma coisa linda esse tal ciclo da água: o mar alimenta as nuvens, a chuva alimenta os rios, os rios alimentam o mar. Mas os rios do planeta não carreiam só nutrientes. Suas águas também conduzem uma quantidade absurda de lixo. Resíduos do nosso consumo desenfreado atestam nosso enorme progresso, nossa riqueza, nossos tão desejados desenvolvimento e crescimento econômico.

Mas que espécie de pujança é essa que inunda nosso litoral de tanta porcaria? Todo produto que consumimos vem embalado e reembalado. E pra onde vão todas essas embalagens? Pro mar. Vão dar na praia.

O que fazer? A Comlurb afirma que a coleta de lixo cobre quase 100% da cidade, inclusive com coleta seletiva. Se a Comlurb recolhe o lixo, então de onde vem tanta sujeira? Acertou que disse da minha, da sua, da nossa casa! É...não dá pra tapar o sol com a peneira minha gente. Essa porcariada toda é minha, é sua, é nossa! Então já que a imundice é nossa que tal se a gente fosse limpar um pouquinho nossa praia?

Foi o que fizemos no sábado. Nos encontramos na Praia da Urca pra uma remada até a Praia do Morcego em Niteroi, logo depois da Ponta da Jurujuba. Nosso amigo Caranguejo preparou um super capuccino pra animar a galera, e como todo pretexto é bom pra remar, sobretudo se for acompanhado de bolo, biscoitos, pão, mortadela, bananas e maçãs, reunimos 14 canoistas amigos e amigos dos amigos.

Não encontramos o vento que soprava na vespera. O mar estava liso e o céu um pouco encoberto por algumas nuvens que foram esgarçando, deixando passar um pouco de sol. A maré vazante jogava pra fora sem força suficiente para desviar o rumo e um pequeno abatimento pra bombordo bastava pra endireitar o curso.

  
Com uma hora de remada desembarcamos na prainha e imediatamente começamos a catar o lixo miudo que se escondia entre a vegetação rasteira. Tonho foi preparar o capuccino e em poucos minutos estava chamando. - O café está na mesa senhoras e senhores, venham comer! Os mais famintos logo cercaram a toalha colocada sobre uma ponte de cimento, enquanto outros acabavam de encher os primeiros sacos com tampinhas de garrafa e fragmentos de isopor. Depois todos se reuniram em animada conversa sobre a paradoxal realidade das nossas beiradas, misto de beleza e sujeira.

Enquanto rolava o papo, passaram duas OC6 do clube Mauna Loa de Charitas, nossos amigos do lado de cá do brejão, da grande poça que separa o Rio de Niteroi. Gritamos convidando-os para desembarcarem na volta do treino. Quando retornaram já tinhamos enchido algo em torno de 30 sacos de lixo. Tiramos fotos, trocamos algumas palavras e depois fomos embora rebocando o caiaque caçamba levado só pra carregar o lixo recolhido. Duas OC2 também pintaram por lá de forma que num dado momento tinham 30 canoistas reunidos na praia.
No caminho de volta, antes da ponta da Jurujuba passamos por um amontoado de lixo flutuante. Já não tinha espaço no caiaque, mesmo assim ainda recolhemos uns 4 sacos de detritos fedidos antes de seguir pra Urca, onde chegamos por volta das 11 horas.

Com os barcos safos, reunimos os sacos em frente a dois conteineres da Comlurb e nos colocamos em fila Eu, Letícia, Malu, Bruno, Marquinhos, Tonho, Alê, Iuri, Gustavo, Ana, Flávia, Edu e Maurício para uma foto. Só faltou o Will que ficou em Charitas. Em seguida cada um foi arrumar suas tralhas para partir.

Pouco a pouco a praia ficou vazia de canoistas só restando as caçambas de lixo. Uma rodada de várias voltas de chopp gelado encerrou o evento de limpeza. Mesmo sabendo que nosso gesto jamais seria suficiente pra resolver o problema estávamos contentes e satisfeitos. Mais uma vez conseguimos estar em paz entre amigos e voltar pra casa em segurança, com o sentimento de dever cumprido.
Que venham outros Clean Up, estaremos sempre dispostos a dizer: presente! E que presente!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

De carro na contra-mão do dia mundial sem carro.

Minha bicicleta amanheceu com o pneu murcho só me deixando a alternativa de ir de carro para a praia. Taí uma coisa que me deixa constrangido: em pleno dia mundial sem carro, tirar o carro da garagem só pra fazer um deslocamento de aproximadamente 5 Km. Aliás, segundo uma pesquisa que li há um tempo, a média dos deslocamentos de carro no Rio não passa disso mesmo. E o pior, levando uma pessoa e meia numa velocidade média de 40Km/h. Um absurdo! Queimar litros de gasolina pra andar tão pouco, numa velocidade ridícula, deslocando mais aço e plástico do que gente... Tudo bem, no meu caso isso não é regra, é exceção.
Visto que o Candido não apareceu, resolvi ir pra Urca, onde está meu caiaque individual, em vez de ir para a Praia Vermelha. Além disso, na PV as vagas são disputadíssimas, e pela hora teria dificuldade para estacionar.

A bola de fogo do sol já estava inteira sobre os morros de Niterói quando passei pelo aterro. Precisava me apressar se não quisesse perder a companhia dos canoistas da Urca. Felizmente, Bruno e Marquinhos ainda estavam tirando as tralhas do carro quando cheguei. O Gustavo também estava na praia pensando em sair sozinho no seu duplo, então decidi ir com ele em vez de sair de individual. Pouco depois chegou o Pedro, aluno do Bruno. Uma OC6 também já estava na beira d'água quase pronta pra zarpar com 6 remadores do Urca Va'a, tendo o Paulo Cordeiro no leme. Bela manhã repleta de remadores felizes e bem dispostos.

Parti com o Gustavo em direção à Praia Vermelha enquanto Bruno, Marquinos e Pedro acabavam de se aprontar para seguir na mesma direção em duas caiarcas duplas. O mar estava tranquilo e sem lixo na superfície. Faz um tempo que não vejo a imundice habitual. Digo que não vejo, porque todos sabemos que as águas do litoral do Rio estão super poluídas por esgoto. É desolador pensar que os emissários da Barra, de Ipanema e de Icaraí despejam todo dia milhares de litros de esgoto no mar sem nenhum tratamento. Não quero desanimar ninguém, mas a verdade é que remamos num caldo de merda. O que os olhos não veem o coração não sente...

Na passagem pela Ponta de São João as ondas se debruçavam sobre as rochas num vai-e-vem contínuo. Água mole em pedra dura, tanto bate até que...jura. Juras de amor eterno do mar pelas pedras, das pedras pelo mar. A maré de pouca amplitude não ajudava nem atrapalhava o seguimento. Remamos sem dificuldade, curtindo o remelexo das ondas até o desembarque na PV para regular os finca-pés. Esse trajeto de mais ou menos 5 Km foi feito em 33 minutos, já contabilizadas as curtas pausas para fotos. No cavalete da PV dei falta da Abaeté. - Hum... Letícia deve estar remando pelas beiradas do Posto 6 com mais alguém. 

Entramos novamente no mar tomando cuidado com as ondas que quebravam sem muita força, mas que diziam pra tomar cuidado, afinal qualquer distração pode se transformar num acidente por alí. Cruzamos com as duas caiarcas  perto da laje e seguimos pra boca da barra. Roçamos o costão do Pão de Açúcar e logo adiante vimos duas OC1 paradas em frente ao Forte São José. Quando nos aproximamos reconhecemos Iuri e Alê que já retornavam pra PU. Caraca, como tem gente na linha d'agua hoje!

Eu e Gustavo ainda tentamos sem êxito surfar as pequenas ondulações perto da Coruja. Em alguns minutos estávamos na praia e logo iniciamos os preparativos para ir embora encarar mais um dia de trabalho. Nisso chegou o Tonho que apesar do atraso não desistiu de remar. A ultima imagem que vi foi do Ulmo na beira quase pronto pra passear.

Antes de irmos embora confirmamos o encontro de sábado. A ideia é tomar um capuccino e dar uma limpada na prainha da Ponta de Jurujuba, afinal será dia de Clean Up e não podemos deixar de dar uma força. O Rio agradece.

Ah! Antes que eu me esqueça: se você é um daqueles que gosta de andar de bicicleta por lazer ou como meio de transporte, entre nesse site http://www.ta.org.br/. Está cheio de dicas para ciclistas, cadeirantes, skatistas, patinadores e demais usuários de veículos a propulsão humana. 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Remada na chuva no dia do Clean Up

O sol da sexta parecia querer contestar a previsão de chuva para sábado, mas infelizmente a chuva caiu, tímida mas caiu. 
Da ciclovia em Botafogo a paisagem estava esmaecida, e eu arrependido por não ter pego a capa de chuva. Perto do quadrado a água parada não denunciava o que o vento fazia com o mar lá fora.



Tonho já estava na Urca tocando sua viola dentro do carro quando cheguei. Provavelmente o evento de limpeza seria adiado, mas quem liga?  Resolvemos começar a catação alí em volta da base mesmo.
Enquanto os outros não chegavam, duas OC6 acopladas em catamarã retornavam do treino com 12 remadores, e quem chegou também foi um Bem-Te-Vi que ficou posando para fotos em cima da ama da Maia. Enchemos um saco com uma quantidade enorme de guimbas de cigarro e uma porção de lixo miudo.
  


Depois chegaram Vini, Flávia, Tufi, Raffa, Bruno, Marquinhos e Tufi. Bruno vinha com a notícia definitiva do adiamento do evento. Pra não perder a viagem decidimos procurar o Leão Marinho que o Bruno disse ter avistado na véspera lá na Pedra do Anel. Leão Marinho em águas cariocas? Será possível?


Às 10 horas 2 caiaques duplos e 4 simples partiam em direção da boca da barra. A água estava clara e sem lixo na superfície. Passando o Cara de Cão o mar agitado não chegava a assustar mas recomendava cautela.


Eu e Tonho seguimos sem dificuldade apesar do vento SW. Remamos perto da costeira brincando com as ondas sem nos arriscar. Na nossa frente estavam Bruno e Marquinhos na outra caiarca mariscando nas pedras, mais atrás vinham Flávia, Vini, Tufi e Raffa. 



  

Paramos ao lado da pedra do Anel e nem sinal do Leão Marinho. Uma garça pousada sobre a pedra parecia achar estranho nossa presença.

Por incrível que pareça não tinha lixo flutuando, só aquela espuma nojenta, comum quando o mar está mexido, mesmo assim o Tonho não hesitou em mergulhar.

Ficamos boiando, roendo a merenda que o Tonho levou e conversando. Mas o Bruno tinha um casamento, então não demoramos muito por alí.


  
A volta foi feita contornando a parte de fora da Cotunduba no meio do mar agitado. Apesar do céu nublado e da chuva fina, em algumas passagens a água tinha um lindo tom de verde. Os caiaques fizeram o trajeto de volta rapidamente empurrados pelo vento.


  
Pouco antes das 13 horas já estávamos com os pés roçando as areias da PU. Para um dia que parecia perdido, até que nos divertimos bastante.


Não catamos lixo no mar, não vimos o tal do Leão Marinho, mas no final das contas valeu a remada. É como sempre digo: qualquer pretexto é bom para encontrar os amigos e percorrer as trilhas do mar.
Agora resta esperar que o tempo fique firme para podermos fazer a faxina no sábado que vem.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

65ª Regata Escola Naval - XXI Meia-Maratona de Canoagem



Será realizada no dia 10 de outubro a XXI Meia-Maratona de Canoagem como parte da programação da 65ª Regata Escola Naval.
O evento deverá atrair cerca de cinco mil visitantes que poderão curtir uma extensa programação com várias atrações, como exposição de grande variedade de material militar da Marinha, incluindo equipamentos de mergulho, helicópteros, mísseis, carros de combate e barracas de um hospital de campanha. São montadas tendas de exposição de organizações militares da Marinha e de empresas parceiras do evento. Destaque também para as apresentações da Banda de Música, do “Pelotão Elétrico” dos Fuzileiros Navais e a exposição de carros antigos. São programadas, ainda, várias atividades esportivas e recreativas para a garotada, como escalada “indoor”, lutas marciais, adestramento de cães e gincanas.


Vale a pena conferir! Será a sexta ou sétima vez que participo.
As inscrições poderão ser feitas pelo http://www.gven.org.br/, mas confesso que não encontrei o caminho. Estou aguardando uma resposta ao e-mail que enviei para nossos amigos do GVEN.


Programação:

8h30 – Largada da Meia-Maratona de Canoagem
11h – 1ª Largada Regata de veleiros radio controlados (RG-65)
13h00 – Largada da 65ª Regata Escola Naval- Baía de Guanabara
14h15 – 2ª Largada da Regata de veleiros radio controlados (IOM – International One Meter)

De um e-mail enviado pela Isabela Pimentel para o Clube Carioca de Canoagem.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Clean Up The World - Adesão do CCC

Um grupo de canoistas voluntários irá se reunir no Sábado, dia 18, às 9 horas, na Praia da Urca, para fazer a faxina da costeira entre a Praia da Urca e a Ponta de São João (Cara de Cão).
A coordenação do grupo será feita pelo Bruno.
Apareçam!!! Participem!!!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Clean UP The World

No dia 18 de setembro, sábado, será realizado pelo oitavo ano consecutivo o Clean Up The World 2010 com a participação de mais de 8.000 voluntários que irão retirar cerca de 40 toneladas de lixo que estão contaminando a natureza e matando os animais marinhos.
O Tema deste ano será: Ano Internacional da Biodiversidade, segundo a ONU / UNEP / CLEAN UP THE WORLD.

Ainda bem que podemos contar com a ajuda dos amigos. Foi o Vini que nos alertou sobre esse evento pelo fórum do CCC.
Valeu, Vini!


Atividades: Saída de barco para mergulho de limpeza do fundo do mar; coleta de lixo nas areias das praias, palestras para avaliação e qualificação do lixo; oficina de reciclagem para crianças.

Vejam mais nesse link que a Raffa mandou:

Pontos de encontro no Rio de Janeiro: 

Praia de Copacabana:
Leme - Próximo à Pedra do Leme, onde os voluntários caminharão em direção ao JW Marriott Hotel RJ, na Rua Santa Clara (Grupos da Ipiranga e Nova Rio);
Colônia dos Pescadores / Posto 06 - A coleta será também em direção à Rua Santa Clara (Grupo Greenpeace e Grupo da Secretaria de Meio Ambiente - Prefeitura RJ, Alunos e Professores da Academia Maxi Forma);
Rua Rodolfo Dantas - Grupo do Metrô Rio, em direção à rua Santa Clara;
Rua Xavier da Silveira – em frente ao Hotel Othon, caminhando até a rua Santa Clara (Grupo Othon).

Praia Vermelha:
Na Praia Vermelha com os Mergulhadores do Piratas do Mergulho.

Praia de Botafogo:
Encontro ao lado da Estação de Tratamento da Cedae.

Praia de Ipanema:
Pedra do Arpoador - Posto 07, onde os voluntários caminharão rumo à rua Garcia D´Avila (Grupos Greenpeace, Instituto Sea Sheperd, Supervídeo);
Em frente ao Hotel Fasano, caminhando até a rua Garcia D´Avila.

Praia do Leblon:
Na Ponta da Praia do Leblon (Cedae), até o Jardim De Alah (Grupo Hotel Marina).

Praia de São Conrado:
Em frente ao Pouso de Asa Delta coletando em direção à Escadaria, com pilotos de asa delta, parapentes e surfistas.

Praia da Barra da Tijuca:
Quebra-mar caminhando até ao Quiosque do Pepê - Grupo da ONG Lagoa Viva, Voluntários da Shell, Cea Marapendi, e demais Escolas locais;
Em frente ao Hotel Sheraton Barra – Grupo Hotel Sheraton Barra;
Os funcionários da FETRANSPOR se encontrarão em frente ao condomínio Alpha Barra (Av. Ayrton Senna com Av. Sernambetiba);
Em frente ao Condomínio Novo Mundo, com o pessoal da Reviverde.

Praia do Recreio:
Encontro no Posto 12, na Praça Tim Maia, com o Grupo do Colégio Palas-Recreio; UCB (Universidade Castelo Branco); UFRJ Surf; FESERJ (Federação de Surfe do Rio de Janeiro) e a AMOR (Associação de Moradores do Recreio).

Praia de Grumari:
Encontro na Praia de Grumari, com a ASAG (Associação de Surfistas do Grumari).

Praia de Sepetiba:
Encontro no "Coreto", com a coordenadora Magali Jordão; com moradores locais e Grupos da Guarda Municipal e Odebrecht.

Ilha de Paquetá:
Encontro na Praia da Moreninha, com a Guarda Municipal.

Atenção:
No dia 16/09/2010, quinta-feira, às 16 horas, será realizado um curso de acordo com as Normas de Cuidados com os Voluntários – segundo a ONU / UNEP. O curso vai acontecer no Instituto Ecológico Aqualung na Rua do Russel, 300 / 401. Glória, Rio de Janeiro, RJ.
Favor Confirmar Presença!
Obs: Neste dia serão entregues todos os demais materiais deste Evento.

Para mais informações entrar em contato com Anna Turano
Jornalista RJ22761JP
Organização Clean Up The World RJ / Brasil
Projeto Limpeza Na Praia / Instituto Ecológico Aqualung - IEA
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Nextels: 55 21 7848-3084 // 7830-6842
Cel.: 55 21 9522-1051.
Telefax: 55 21 2225-7387
Endereço: Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
CEP: 22210-010.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Desafio da Cotunduba - Aviso de Prova


O Clube Carioca de Canoagem, dando seguimento ao seu calendário de eventos, terá grande prazer em receber você e sua equipe de Canoagem para a Regata da Cotunduba – 2° Desafio de Canoagem Oceânica, a ser realizada no sábado, 02 de outubro de 2010.

Chegar à Ilha da Cotunduba é um dos primeiros desafios em mar aberto da maioria dos remadores cariocas. Está localizada na entrada da baía de Guanabara, a 800 metros do costão do Leme e a cerca de 2 km da praia. Próxima o bastante para ser alcançada rapidamente em uma remada e distante o suficiente para que ainda se mantenha deserta e selvagem. Uma linda ilha que dá boas vindas aos navegantes que chegam ao Rio e que agora, servirá como Norte em nossa regata.

Área de Proteção Ambiental, a ilha de Cotunduba - palavra em Tupi para abundância de árvores de vela, que servem para mastros - faz parte do bairro do Leme e o canal formado entre a ilha e o continente é o mais profundo de acesso à baía de Guanabara, com até 23 metros de profundidade. Ilha de pequena dimensão tem seu ponto culminante a 60 metros de altura.

A Regata da Ilha de Cotunduba é uma forma de chamar a atenção para a necessidade de preservação dos nossos mares e ilhas, através da utilização e divulgação desse nosso belíssimo e emblemático marco natural além de congregar remadores de todo Brasil através da prática da canoagem oceânica.

Local e Data:
Dia 02/10/2010, sábado, às 9:00 hs na Praia da Urca, junto ao antigo Cassino.

Isenção de responsabilidade:
Os competidores participam do evento a seu próprio risco e responsabilidade. Os organizadores, instituições, entidades e indivíduos envolvidos com a realização do evento não aceitarão qualquer responsabilidade por perdas e danos materiais, físicos ou morte, que possam ocorrer a pessoas ou propriedades relacionadas diretamente com a prova, tanto em terra quanto no mar, como conseqüência da participação no evento.

Equipamentos obrigatórios:
O uso de colete de flutuação será obrigatório para todas as classes de embarcação, sendo que os caiaquistas também deverão usar coberta contra respingos (saia). Os organizadores da prova não fornecerão nenhum material de canoagem.

Inscrições:

As fichas de inscrição deverão ser enviadas até o dia 28 de setembro para desafiocotunduba@gmail.com  juntamente com o comprovante de depósito. O termo de responsabilidade deverá ser assinado e entregue no dia da prova. A taxa de inscrição é de R$ 25,00. Aqueles que desejarem uma camisa do desafio, adicionem R$ 15,00, depositando então R$ 40,00. Indiquem na ficha de inscrição o tamanho da camisa. A taxa de inscrição deverá ser depositada em conta bancária, cujos dados serão informados ulteriormente sob demanda dos interessados. Depois do dia 28, a taxa de inscrição é de R$ 35,00 reais. No dia do desafio as inscrições se encerram às 8:00 hs.

Percurso:
O percurso será realizado saindo da Praia da Urca, atravessando o canal entre o Cara de Cão e o Forte da Laje em direção a Ilha de Cotunduba, que deverá ser contornada por bombordo (sentido anti-horário), para em seguida retornar à Praia da Urca. O percurso total é de aproximadamente 11.6 km.

Classes das Embarcações:
Caiaque oceânico (simples e duplos): comp. mín. de 4,61m e larg. mín. de 45 cm
Caiaque turismo (simples): comp. mín. de 4m, máx. de 4,60 e largura mínima de 50 cm
Canoa havaiana (simples e duplas): sem restrições

Categorias e Premiações:
Sênior individual masculino (até 34 anos) – 1º, 2º e 3º lugares
Sênior individual feminino (até 34 anos) – 1º, 2º e 3º lugares
Máster individual masculina (acima de 34 anos) – 1º, 2º e 3º lugares
Máster individual feminina (acima de 34 anos) – 1º, 2º e 3º lugares
Open dupla masculina – 1º, 2º e 3º lugares
Open dupla feminina – 1º, 2º e 3º lugares
Open dupla mista – 1º, 2º e 3º lugares

Programação e Procedimento de largada:
7h00 – início da secretaria e retirada dos numerais
8h00 – fim das inscrições e da retirada dos numerais
8h15 – briefing
8h30 – entrada dos competidores na água
8h40 – apitada de atenção: competidores se dirigindo para a área de largada
8h50 – apitada de preparação: competidores posicionados na área de largada
9h00 – tiro de largada
11h00 – premiação
11h30 – confraternização

OBS 1: caso haja muitos inscritos, as largadas poderão ser por categoria.
OBS 2: em caso de mau tempo, será proposto um percurso alternativo em águas abrigadas. Se mesmo o percurso alternativo não puder ser realizado, a prova será adiada para o sábado seguinte.
OBS 3: Não serão aceitas inscrições de menores.
OBS 4: As categorias serão formadas se houver no mínimo 2 competidores da mesma categoria.

Sábado de remada tranquila com o povo da linha d´água



Dia de sol esquentanto as areias da PU e o o Tonho de cabeça quente por conta do cadeado do caiaque que não queria abrir. Já ia desistindo mas o céu todo azul e a promessa de um dia luminoso nos convenceram a encontrar uma solução.
Um pouco de azeite de oliva extra virgem fornecido pelo Emerson do Belmonte deveria dar um jeito de destravar a fechadura. Doce ilusão. O cadeado não se fez de salada, continuou emperrado mesmo depois de regado com fino azeite português. Então tivemos que partir pra ignorância. A serra que fica na cabine não se chama Ignorância mas deu cabo da corrente em alguns poucos movimentos de vai-e-vem.
Com o caiaque livre começamos os preparativos  enquanto Gustavo e Ana vinham chegando. Flávia também já estava lá dando um jeitinho no box. Na água uma canoa com seis remadores vinha chegando enquanto um biguá se banhava distraido.


Partimos para o Forte Laje e logo na saída avistamos a canoa do Marcão, um caiaque simples e um duplo. Entrava um ventinho fraco na enseada e mais pra frente, já no canal, o mar se agitava com as ondas que mesmo não sendo muito grandes avisavam pra ter cautela. Demos a volta no forte Laje passando um pouco afastados para evitar as ondas espumosas.
A maré estava baixíssima expondo as rochas sob a muralha. Aproveitava o balanço e ia desenferrujando a cintura depois de dias sem remar. Gustavo que vinha com a Ana num duplo passou bem pelo trecho apesar de estar acostumado ao mar mais tranquilo da Baía de Sepetiba.


Durante nosso trajeto não vi muito lixo e reparei que a água estava bem limpa até, num tom de verde mais comum no mar aberto.
Voltamos na direção da PU para encontrar  Bruno, Marquinhos e Fernanda que deviam estar chegando. As ondas empurravam o caiaque para dentro me obrigando a forçar nas varreduras do lado direito para manter a direção. Há dias sem remar até me deu uma dorzinha no ombro, mas logo passa.


Chegando na PU, Eu, Tonho e Flávia logo desembarcamos. Gustavo e Ana ficaram mais um tempo remando alí perto da mureta aproveitando o sol.
Alí na areia, na sombra da amendoeira, estava a turma da Comlurb e o guardião do G-mar sentado numa canoa. Bruno chegou logo e começou sua labuta pra colocar dois duplos na água. Solta corrente, coloca as tampas nos compartimentos, veste  saia, põe colete, amarra, desamarra...


Depois de colocar seu caiaque no novo lar, Gustavo me ajudou levando o caiaque Bacalhau para PV onde vai ficar um tempo para ser consertado.
Dia de remada curta para não forçar demais os músculos preguiçosos. Dia de encontrar o povo flutuante e comungar da luz e do prazer de estarmos juntos.

Lei nº 12.229 de 13 de abril de 2010 - Dispõe sobre a criação do Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras

O Vice-Presidente da República, no exercício do cargo de Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:


Art. 1º Fica criado o Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras, situado no Oceano Atlântico, ao largo da Praia de Ipanema, no Estado do Rio de Janeiro, com a finalidade de preservar:

I - remanescentes do ecossistema insular do domínio da Mata Atlântica;
II - belezas cênicas;
III - refúgio e área de nidificação de aves marinhas migratórias.

Parágrafo único. Compõem o Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras:

I - as ilhas Cagarras, Palmas e Comprida e a ilhota Filhote da Cagarra, bem como a área marinha num raio de 10m (dez metros) ao redor das ilhas e da ilhota;
II - a ilha Redonda e a ilhota Filhote da Redonda, bem como a área marinha num raio de 10m (dez metros) ao redor da ilha e da ilhota;
III - a ilha Rasa, bem como a área marinha num raio de 200m (duzentos metros) ao seu redor. (vetado)

Art. 2º No Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras, ficam proibidos:

I - qualquer atividade que possa pôr em risco a integridade dos ecossistemas e a harmonia da paisagem;
II - qualquer atividade em desacordo com o plano de manejo da unidade;
III - competições esportivas, bem como quaisquer atividades que possam perturbar a fauna aquática e as aves marinhas que habitam essas ilhas e seu entorno;
IV - a utilização de barracas ou qualquer tipo de acampamento, sem prévia autorização do órgão gestor da unidade;
V - o porte ou a utilização de explosivos, granadas, armas de fogo e outros equipamentos capazes de abater animais;
VI - a pesca com a utilização de redes, armadilhas e outras artes de pesca predatórias.

Art. 3º O órgão gestor do Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras coordenará, ouvidos os órgãos estaduais e municipais competentes, bem como os representantes da comunidade local, a elaboração do plano de manejo da unidade, o qual contemplará, entre outras, diretrizes para:

I - a conservação dos ecossistemas naturais;
II - o desenvolvimento ordenado do ecoturismo, do mergulho e da pesca;
III - a promoção de atividades científicas e educativas destinadas ao uso sustentável dos ecossistemas;
IV - o ordenamento de atividades no entorno da unidade.

Art. 4º O Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras disporá de um Conselho Consultivo, presidido pelo órgão responsável por sua administração e constituído por representantes de órgãos públicos, de organizações da sociedade civil e por proprietários de terras localizadas em seu interior. (vetado)

Parágrafo único. Com vistas em assegurar a adequada implantação do Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras, o órgão gestor pode, observada a legislação em vigor, firmar convênios, acordos ou termos de cooperação com instituições públicas ou privadas.

Art. 5º Aplicam-se ao infrator do disposto nesta Lei as sanções penais e administrativas previstas na Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, sem prejuízo da obrigação de reparação dos danos causados.

OBS: Crimes Contra o Meio Ambiente - L-009.605-1998
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Brasília, 13 de abril de 2010; 189º da Independência e 122º da República.

JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Enzo Martins Peri
Izabella Mônica Vieira Teixeira

Fonte: DOU de 14.4.2010

Lula sanciona projeto de lei que cria Monumento Natural das Ilhas Cagarras

Publicada em 19/04/2010 no Globo.com

Por Tulio Brandão

O Arquipélago das Cagarras deixou de ser apenas a mais bela vista do banhista carioca. O presidente Lula sancionou, sexta-feira, o projeto de lei do deputado federal Fernando Gabeira que cria o Monumento Natural das Ilhas Cagarras, unidade de conservação de proteção integral. A partir de agora, está proibida a extração de qualquer recurso natural num raio de dez metros de Cagarras, Palmas, Comprida e Filhote de Cagarras - assim como das ilhas Redonda e Filhote de Redonda, que não fazem parte do arquipélago. Será definida ainda a zona de amortecimento do monumento natural, onde também haverá restrições.

A luta pela conservação das Cagarras é antiga. Estavam em curso, ao mesmo tempo, um projeto no Executivo, sendo tocado pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e o do Gabeira, no Legislativo. A proposta do deputado foi sancionada com dois vetos - a exclusão da Ilha Rasa, que já é ocupada pela Marinha, e a correção do texto que fazia menção equivocada a indenizações a proprietários, uma vez que as ilhas são da União. Para Gabeira, a proteção das Cagarras é o início de uma nova relação da população com o mar:

- A ideia é usar o arquipélago com uma visão turística e pedagógica, estimulando o surgimento de empresas que explorem o turismo de mergulho, como em Fernando de Noronha. Há também uma proposta alemã de oferecer um barco de ecoturismo movido a energia solar.

O monumento natural ainda pode ganhar outra atração para o mergulho turístico, além da vida marinha. O ICMBio e a prefeitura do Rio estão discutindo a possibilidade de afundar um navio na área do arquipélago.

- Isso incrementaria as atividades de ecoturismo e até a extração de mexilhão. O custo de preparar o navio para afundar sem risco ambiental é de R$ 1,5 milhão. A Riotur desenvolveu o projeto e estamos estudando de que forma iremos viabilizá-lo - explicou o analista ambiental do ICMBio Rogério Rocco, que está à frente da gestão do novo monumento natural.

A sanção do projeto de lei pegou de surpresa o ICMBio, que vinha desenhando o formato da unidade com a participação de setores da sociedade. O projeto de lei aprovado cria obstáculos especialmente para a caça submarina e a extração de mexilhões, práticas tradicionais nas ilhas.

- Chegamos a propor o veto à inclusão da área marinha, mas a lei foi definida assim. Não há mais o que discutir. Vamos encontrar alternativas para o grupo afetado dentro dos limites do plano de manejo - explicou Rocco.

A intenção do ICMBio é administrar o Monumento das Cagarras em gestão compartilhada com a prefeitura, nos mesmos moldes do Parque Nacional da Tijuca. O órgão federal negocia ainda a adoção da unidade por uma grande empresa, que bancaria os custos de um barco, equipamentos e equipe por um período de três anos.

34ª Regata a Remo da Escola Naval reúne atletas de cinco países na Lagoa Rodrigo de Freitas


 
Competição teve participações de 600 atletas e de 90 embarcações

Considerada a maior Regata em número de barcos e de participantes do País, a 34ª Regata a Remo da Escola Naval agitou as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas neste domingo, 12 de setembro, atraindo, além de militares, grande número de amantes do esporte e de famílias que buscavam um programa diferente.

A competição, uma das nove que integra o Circuito Poder Marítimo, contou com a presença de 600 esportistas e 90 embarcações. Ao todo, foram disputadas 17 provas de remo olímpico e escaller em percursos que variaram de 500 a 1000 m.

As presenças das delegações do Chile, Colômbia, Estados Unidos e Namíbia e das equipes das organizações militares CIAA, CIAGA e Corpo de Fuzileiros Navais deu o tom amigável à competição, que também levou o duelo dos gramados para as águas, na acirrada disputa entre tradicionais clubes cariocas, Vasco, Botafogo e Flamengo. Ao final do dia, os três clubes haviam conquistado três vitórias cada um.

Aberto ao público, o evento recebeu a exposições dos Mergulhadores de Combate e dos Comandos Anfíbios e diversas atividades de recreação infantil.

No próximo dia 10 de outubro, um domingo, será disputada a 65ª edição da Regata da Escola Naval nas águas da Baía de Guanabara. O evento, o maior da América Latina, deverá reunir 800 barcos.

domingo, 12 de setembro de 2010

7 de setembro na Ilha Grande

O feriado chuvoso cobriu a Ilha Grande de sombras, mas nem por isso deixei de aproveitar os dias de folga. Folga mesmo. Passei quatro dias descansando no Hotel Paraíso do Sol, na Enseada das Palmas, vendo pela janela a chuva cair cantando sua doce melodia. Comer, dormir, caminhar até Lopes Mendes... Remar? Claro que sim, afinal é só colocar o caiaque na água e se deixar levar.



Com uma turma simpática de jovens hóspedes do hotel, aproveitando que ainda tenho os caiaques surfinho usados na primeira circunavegação feita em 2001 guardados lá, e que a maré permitia passar do mar para o rio sem desembarcar, parti para explorar mais uma vez o manguezal que dá nome à Praia dos Mangues.



Apesar das mutucas fizemos um passeio  muito maneiro no labirinto de raízes. É impresionante a variedade de aves que podemos ver nesse ambiente. O difícil é fotografar esses bichos furtivos pois quando nos aproximávamos voavam pro meio do mato. Também me diverti vendo os inexperientes canoistas se embolando nas estreitas passagens com medo de capotar e ter que enfrentar os terríveis caranguejos azuis e suas patolas gigantes. A cada curva um tronco caído, um bambú, uma pedra obrigavam os remadores a fazer um desvio ou retroceder para encontrar uma outra passagem.




A maré que enchia o rio nos conduziu até onde as pedras do córrego bloqueiam a passagem. Dalí em diante só a pé. Então voltamos pelo mesmo caminho seguindo o trajeto sinuoso, tentando não encalhar nos bancos de areia, até encontrar as ondas do mar invadindo o brejo. Depois de passar pela arrebentação segui costeando até quase a ponta da Praia das Palmas e voltei.


Por mais que tentasse só comer e dormir, foi impossível, diante de um mar e de um rio daqueles, resistir à tentação de flutuar naquelas águas, ainda mais quando temos a companhia de pessoas tão agradáveis e animadas.


Enquanto isso, Marquinhos, Bruno, Lariana, Tonho, Volney e sua namorada curtiam a travessia entre Conceição de Jacareí e Lagoa Azul. Na sexta estavam na PU planejando a viagem com uma carta aberta sobre o capô do carro.


Bom demais saber que as trilhas do mar estão sendo percorridas por tanta gente amiga, gente que mesmo distante umas das outras comungam dos mesmos prazeres, da mesma energia, do mesmo cuidado com as trilhas do mar e suas beiradas.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Esperança de vida na Baía de Guanabara: APA de Guapimirim

Os mangezais do fundo da baía estão se regenerando graças ao trabalho realizado na área da APA de Guapimirim. Para os canoistas é uma excelente notícia e instiga a conhecer a região. Vejam a entrevista do repórter Diego  Barreto, da TV O Dia, com o chefe da Estação Ecológica da Guanabara, Maurício Muniz.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Estádio de Remo da Lagoa recebe XXXIV Regata a Remo da Escola Naval

Por Isabela Pimentel

Domingo, dia 12/09, às 8h

No próximo dia 12 de setembro, a Lagoa Rodrigo de Freitas será cenário da 34ª Regata a Remo Escola Naval, considerada a maior competição da modalidade no Rio de Janeiro.

Cerca de 500 remadores participarão da regata. Ao todo, serão 17 provas, remo escaler e remo olímpico, que contarão com as participações de representantes das marinhas dos Estados Unidos, Chile e Uruguai e de clubes como o Vasco, Botafogo, Flamengo e Guanabara, entre outros.

Aberto ao público, o evento contará também com exposições dos Mergulhadores de Combate e dos Comandos Anfíbios, além de recreação infantil.

O remo escaler terá provas em seis categorias: Sub 24, Aspirante, Misto, Veterano, Feminino e Senior. A maioria dos competidores é de organizações militares como a Escola Naval, Colégio Naval, Fuzileiros Navais, Esquadra, Aviação, Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, Centro de Instrução Almirante Wandenkolk e Diretoria de Hidrografia e Navegação. Mas, as provas contam também com os representantes dos grandes clubes do Rio de Janeiro. A regata é uma das nove que integram o Circuito Poder Marítimo.

O remo olímpico está dividido em seis categorias: Aspirante, Aspirante Feminino, Master, Junior A, Junior B e Feminino. As provas contam com as participações dos atletas dos grandes clubes do Rio de Janeiro além de norte-americanos, chilenos e uruguaios.


XXXIV Regata a Remo Escola Naval
Domingo, 12/09 , a partir de 8h
Estádio de Remo da Lagoa - Avenida Borges de Medeiros 1524