Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Clean UP The World

No dia 18 de setembro, sábado, será realizado pelo oitavo ano consecutivo o Clean Up The World 2010 com a participação de mais de 8.000 voluntários que irão retirar cerca de 40 toneladas de lixo que estão contaminando a natureza e matando os animais marinhos.
O Tema deste ano será: Ano Internacional da Biodiversidade, segundo a ONU / UNEP / CLEAN UP THE WORLD.

Ainda bem que podemos contar com a ajuda dos amigos. Foi o Vini que nos alertou sobre esse evento pelo fórum do CCC.
Valeu, Vini!


Atividades: Saída de barco para mergulho de limpeza do fundo do mar; coleta de lixo nas areias das praias, palestras para avaliação e qualificação do lixo; oficina de reciclagem para crianças.

Vejam mais nesse link que a Raffa mandou:

Pontos de encontro no Rio de Janeiro: 

Praia de Copacabana:
Leme - Próximo à Pedra do Leme, onde os voluntários caminharão em direção ao JW Marriott Hotel RJ, na Rua Santa Clara (Grupos da Ipiranga e Nova Rio);
Colônia dos Pescadores / Posto 06 - A coleta será também em direção à Rua Santa Clara (Grupo Greenpeace e Grupo da Secretaria de Meio Ambiente - Prefeitura RJ, Alunos e Professores da Academia Maxi Forma);
Rua Rodolfo Dantas - Grupo do Metrô Rio, em direção à rua Santa Clara;
Rua Xavier da Silveira – em frente ao Hotel Othon, caminhando até a rua Santa Clara (Grupo Othon).

Praia Vermelha:
Na Praia Vermelha com os Mergulhadores do Piratas do Mergulho.

Praia de Botafogo:
Encontro ao lado da Estação de Tratamento da Cedae.

Praia de Ipanema:
Pedra do Arpoador - Posto 07, onde os voluntários caminharão rumo à rua Garcia D´Avila (Grupos Greenpeace, Instituto Sea Sheperd, Supervídeo);
Em frente ao Hotel Fasano, caminhando até a rua Garcia D´Avila.

Praia do Leblon:
Na Ponta da Praia do Leblon (Cedae), até o Jardim De Alah (Grupo Hotel Marina).

Praia de São Conrado:
Em frente ao Pouso de Asa Delta coletando em direção à Escadaria, com pilotos de asa delta, parapentes e surfistas.

Praia da Barra da Tijuca:
Quebra-mar caminhando até ao Quiosque do Pepê - Grupo da ONG Lagoa Viva, Voluntários da Shell, Cea Marapendi, e demais Escolas locais;
Em frente ao Hotel Sheraton Barra – Grupo Hotel Sheraton Barra;
Os funcionários da FETRANSPOR se encontrarão em frente ao condomínio Alpha Barra (Av. Ayrton Senna com Av. Sernambetiba);
Em frente ao Condomínio Novo Mundo, com o pessoal da Reviverde.

Praia do Recreio:
Encontro no Posto 12, na Praça Tim Maia, com o Grupo do Colégio Palas-Recreio; UCB (Universidade Castelo Branco); UFRJ Surf; FESERJ (Federação de Surfe do Rio de Janeiro) e a AMOR (Associação de Moradores do Recreio).

Praia de Grumari:
Encontro na Praia de Grumari, com a ASAG (Associação de Surfistas do Grumari).

Praia de Sepetiba:
Encontro no "Coreto", com a coordenadora Magali Jordão; com moradores locais e Grupos da Guarda Municipal e Odebrecht.

Ilha de Paquetá:
Encontro na Praia da Moreninha, com a Guarda Municipal.

Atenção:
No dia 16/09/2010, quinta-feira, às 16 horas, será realizado um curso de acordo com as Normas de Cuidados com os Voluntários – segundo a ONU / UNEP. O curso vai acontecer no Instituto Ecológico Aqualung na Rua do Russel, 300 / 401. Glória, Rio de Janeiro, RJ.
Favor Confirmar Presença!
Obs: Neste dia serão entregues todos os demais materiais deste Evento.

Para mais informações entrar em contato com Anna Turano
Jornalista RJ22761JP
Organização Clean Up The World RJ / Brasil
Projeto Limpeza Na Praia / Instituto Ecológico Aqualung - IEA
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Nextels: 55 21 7848-3084 // 7830-6842
Cel.: 55 21 9522-1051.
Telefax: 55 21 2225-7387
Endereço: Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
CEP: 22210-010.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Desafio da Cotunduba - Aviso de Prova


O Clube Carioca de Canoagem, dando seguimento ao seu calendário de eventos, terá grande prazer em receber você e sua equipe de Canoagem para a Regata da Cotunduba – 2° Desafio de Canoagem Oceânica, a ser realizada no sábado, 02 de outubro de 2010.

Chegar à Ilha da Cotunduba é um dos primeiros desafios em mar aberto da maioria dos remadores cariocas. Está localizada na entrada da baía de Guanabara, a 800 metros do costão do Leme e a cerca de 2 km da praia. Próxima o bastante para ser alcançada rapidamente em uma remada e distante o suficiente para que ainda se mantenha deserta e selvagem. Uma linda ilha que dá boas vindas aos navegantes que chegam ao Rio e que agora, servirá como Norte em nossa regata.

Área de Proteção Ambiental, a ilha de Cotunduba - palavra em Tupi para abundância de árvores de vela, que servem para mastros - faz parte do bairro do Leme e o canal formado entre a ilha e o continente é o mais profundo de acesso à baía de Guanabara, com até 23 metros de profundidade. Ilha de pequena dimensão tem seu ponto culminante a 60 metros de altura.

A Regata da Ilha de Cotunduba é uma forma de chamar a atenção para a necessidade de preservação dos nossos mares e ilhas, através da utilização e divulgação desse nosso belíssimo e emblemático marco natural além de congregar remadores de todo Brasil através da prática da canoagem oceânica.

Local e Data:
Dia 02/10/2010, sábado, às 9:00 hs na Praia da Urca, junto ao antigo Cassino.

Isenção de responsabilidade:
Os competidores participam do evento a seu próprio risco e responsabilidade. Os organizadores, instituições, entidades e indivíduos envolvidos com a realização do evento não aceitarão qualquer responsabilidade por perdas e danos materiais, físicos ou morte, que possam ocorrer a pessoas ou propriedades relacionadas diretamente com a prova, tanto em terra quanto no mar, como conseqüência da participação no evento.

Equipamentos obrigatórios:
O uso de colete de flutuação será obrigatório para todas as classes de embarcação, sendo que os caiaquistas também deverão usar coberta contra respingos (saia). Os organizadores da prova não fornecerão nenhum material de canoagem.

Inscrições:

As fichas de inscrição deverão ser enviadas até o dia 28 de setembro para desafiocotunduba@gmail.com  juntamente com o comprovante de depósito. O termo de responsabilidade deverá ser assinado e entregue no dia da prova. A taxa de inscrição é de R$ 25,00. Aqueles que desejarem uma camisa do desafio, adicionem R$ 15,00, depositando então R$ 40,00. Indiquem na ficha de inscrição o tamanho da camisa. A taxa de inscrição deverá ser depositada em conta bancária, cujos dados serão informados ulteriormente sob demanda dos interessados. Depois do dia 28, a taxa de inscrição é de R$ 35,00 reais. No dia do desafio as inscrições se encerram às 8:00 hs.

Percurso:
O percurso será realizado saindo da Praia da Urca, atravessando o canal entre o Cara de Cão e o Forte da Laje em direção a Ilha de Cotunduba, que deverá ser contornada por bombordo (sentido anti-horário), para em seguida retornar à Praia da Urca. O percurso total é de aproximadamente 11.6 km.

Classes das Embarcações:
Caiaque oceânico (simples e duplos): comp. mín. de 4,61m e larg. mín. de 45 cm
Caiaque turismo (simples): comp. mín. de 4m, máx. de 4,60 e largura mínima de 50 cm
Canoa havaiana (simples e duplas): sem restrições

Categorias e Premiações:
Sênior individual masculino (até 34 anos) – 1º, 2º e 3º lugares
Sênior individual feminino (até 34 anos) – 1º, 2º e 3º lugares
Máster individual masculina (acima de 34 anos) – 1º, 2º e 3º lugares
Máster individual feminina (acima de 34 anos) – 1º, 2º e 3º lugares
Open dupla masculina – 1º, 2º e 3º lugares
Open dupla feminina – 1º, 2º e 3º lugares
Open dupla mista – 1º, 2º e 3º lugares

Programação e Procedimento de largada:
7h00 – início da secretaria e retirada dos numerais
8h00 – fim das inscrições e da retirada dos numerais
8h15 – briefing
8h30 – entrada dos competidores na água
8h40 – apitada de atenção: competidores se dirigindo para a área de largada
8h50 – apitada de preparação: competidores posicionados na área de largada
9h00 – tiro de largada
11h00 – premiação
11h30 – confraternização

OBS 1: caso haja muitos inscritos, as largadas poderão ser por categoria.
OBS 2: em caso de mau tempo, será proposto um percurso alternativo em águas abrigadas. Se mesmo o percurso alternativo não puder ser realizado, a prova será adiada para o sábado seguinte.
OBS 3: Não serão aceitas inscrições de menores.
OBS 4: As categorias serão formadas se houver no mínimo 2 competidores da mesma categoria.

Sábado de remada tranquila com o povo da linha d´água



Dia de sol esquentanto as areias da PU e o o Tonho de cabeça quente por conta do cadeado do caiaque que não queria abrir. Já ia desistindo mas o céu todo azul e a promessa de um dia luminoso nos convenceram a encontrar uma solução.
Um pouco de azeite de oliva extra virgem fornecido pelo Emerson do Belmonte deveria dar um jeito de destravar a fechadura. Doce ilusão. O cadeado não se fez de salada, continuou emperrado mesmo depois de regado com fino azeite português. Então tivemos que partir pra ignorância. A serra que fica na cabine não se chama Ignorância mas deu cabo da corrente em alguns poucos movimentos de vai-e-vem.
Com o caiaque livre começamos os preparativos  enquanto Gustavo e Ana vinham chegando. Flávia também já estava lá dando um jeitinho no box. Na água uma canoa com seis remadores vinha chegando enquanto um biguá se banhava distraido.


Partimos para o Forte Laje e logo na saída avistamos a canoa do Marcão, um caiaque simples e um duplo. Entrava um ventinho fraco na enseada e mais pra frente, já no canal, o mar se agitava com as ondas que mesmo não sendo muito grandes avisavam pra ter cautela. Demos a volta no forte Laje passando um pouco afastados para evitar as ondas espumosas.
A maré estava baixíssima expondo as rochas sob a muralha. Aproveitava o balanço e ia desenferrujando a cintura depois de dias sem remar. Gustavo que vinha com a Ana num duplo passou bem pelo trecho apesar de estar acostumado ao mar mais tranquilo da Baía de Sepetiba.


Durante nosso trajeto não vi muito lixo e reparei que a água estava bem limpa até, num tom de verde mais comum no mar aberto.
Voltamos na direção da PU para encontrar  Bruno, Marquinhos e Fernanda que deviam estar chegando. As ondas empurravam o caiaque para dentro me obrigando a forçar nas varreduras do lado direito para manter a direção. Há dias sem remar até me deu uma dorzinha no ombro, mas logo passa.


Chegando na PU, Eu, Tonho e Flávia logo desembarcamos. Gustavo e Ana ficaram mais um tempo remando alí perto da mureta aproveitando o sol.
Alí na areia, na sombra da amendoeira, estava a turma da Comlurb e o guardião do G-mar sentado numa canoa. Bruno chegou logo e começou sua labuta pra colocar dois duplos na água. Solta corrente, coloca as tampas nos compartimentos, veste  saia, põe colete, amarra, desamarra...


Depois de colocar seu caiaque no novo lar, Gustavo me ajudou levando o caiaque Bacalhau para PV onde vai ficar um tempo para ser consertado.
Dia de remada curta para não forçar demais os músculos preguiçosos. Dia de encontrar o povo flutuante e comungar da luz e do prazer de estarmos juntos.

Lei nº 12.229 de 13 de abril de 2010 - Dispõe sobre a criação do Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras

O Vice-Presidente da República, no exercício do cargo de Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:


Art. 1º Fica criado o Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras, situado no Oceano Atlântico, ao largo da Praia de Ipanema, no Estado do Rio de Janeiro, com a finalidade de preservar:

I - remanescentes do ecossistema insular do domínio da Mata Atlântica;
II - belezas cênicas;
III - refúgio e área de nidificação de aves marinhas migratórias.

Parágrafo único. Compõem o Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras:

I - as ilhas Cagarras, Palmas e Comprida e a ilhota Filhote da Cagarra, bem como a área marinha num raio de 10m (dez metros) ao redor das ilhas e da ilhota;
II - a ilha Redonda e a ilhota Filhote da Redonda, bem como a área marinha num raio de 10m (dez metros) ao redor da ilha e da ilhota;
III - a ilha Rasa, bem como a área marinha num raio de 200m (duzentos metros) ao seu redor. (vetado)

Art. 2º No Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras, ficam proibidos:

I - qualquer atividade que possa pôr em risco a integridade dos ecossistemas e a harmonia da paisagem;
II - qualquer atividade em desacordo com o plano de manejo da unidade;
III - competições esportivas, bem como quaisquer atividades que possam perturbar a fauna aquática e as aves marinhas que habitam essas ilhas e seu entorno;
IV - a utilização de barracas ou qualquer tipo de acampamento, sem prévia autorização do órgão gestor da unidade;
V - o porte ou a utilização de explosivos, granadas, armas de fogo e outros equipamentos capazes de abater animais;
VI - a pesca com a utilização de redes, armadilhas e outras artes de pesca predatórias.

Art. 3º O órgão gestor do Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras coordenará, ouvidos os órgãos estaduais e municipais competentes, bem como os representantes da comunidade local, a elaboração do plano de manejo da unidade, o qual contemplará, entre outras, diretrizes para:

I - a conservação dos ecossistemas naturais;
II - o desenvolvimento ordenado do ecoturismo, do mergulho e da pesca;
III - a promoção de atividades científicas e educativas destinadas ao uso sustentável dos ecossistemas;
IV - o ordenamento de atividades no entorno da unidade.

Art. 4º O Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras disporá de um Conselho Consultivo, presidido pelo órgão responsável por sua administração e constituído por representantes de órgãos públicos, de organizações da sociedade civil e por proprietários de terras localizadas em seu interior. (vetado)

Parágrafo único. Com vistas em assegurar a adequada implantação do Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras, o órgão gestor pode, observada a legislação em vigor, firmar convênios, acordos ou termos de cooperação com instituições públicas ou privadas.

Art. 5º Aplicam-se ao infrator do disposto nesta Lei as sanções penais e administrativas previstas na Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, sem prejuízo da obrigação de reparação dos danos causados.

OBS: Crimes Contra o Meio Ambiente - L-009.605-1998
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Brasília, 13 de abril de 2010; 189º da Independência e 122º da República.

JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Enzo Martins Peri
Izabella Mônica Vieira Teixeira

Fonte: DOU de 14.4.2010

Lula sanciona projeto de lei que cria Monumento Natural das Ilhas Cagarras

Publicada em 19/04/2010 no Globo.com

Por Tulio Brandão

O Arquipélago das Cagarras deixou de ser apenas a mais bela vista do banhista carioca. O presidente Lula sancionou, sexta-feira, o projeto de lei do deputado federal Fernando Gabeira que cria o Monumento Natural das Ilhas Cagarras, unidade de conservação de proteção integral. A partir de agora, está proibida a extração de qualquer recurso natural num raio de dez metros de Cagarras, Palmas, Comprida e Filhote de Cagarras - assim como das ilhas Redonda e Filhote de Redonda, que não fazem parte do arquipélago. Será definida ainda a zona de amortecimento do monumento natural, onde também haverá restrições.

A luta pela conservação das Cagarras é antiga. Estavam em curso, ao mesmo tempo, um projeto no Executivo, sendo tocado pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e o do Gabeira, no Legislativo. A proposta do deputado foi sancionada com dois vetos - a exclusão da Ilha Rasa, que já é ocupada pela Marinha, e a correção do texto que fazia menção equivocada a indenizações a proprietários, uma vez que as ilhas são da União. Para Gabeira, a proteção das Cagarras é o início de uma nova relação da população com o mar:

- A ideia é usar o arquipélago com uma visão turística e pedagógica, estimulando o surgimento de empresas que explorem o turismo de mergulho, como em Fernando de Noronha. Há também uma proposta alemã de oferecer um barco de ecoturismo movido a energia solar.

O monumento natural ainda pode ganhar outra atração para o mergulho turístico, além da vida marinha. O ICMBio e a prefeitura do Rio estão discutindo a possibilidade de afundar um navio na área do arquipélago.

- Isso incrementaria as atividades de ecoturismo e até a extração de mexilhão. O custo de preparar o navio para afundar sem risco ambiental é de R$ 1,5 milhão. A Riotur desenvolveu o projeto e estamos estudando de que forma iremos viabilizá-lo - explicou o analista ambiental do ICMBio Rogério Rocco, que está à frente da gestão do novo monumento natural.

A sanção do projeto de lei pegou de surpresa o ICMBio, que vinha desenhando o formato da unidade com a participação de setores da sociedade. O projeto de lei aprovado cria obstáculos especialmente para a caça submarina e a extração de mexilhões, práticas tradicionais nas ilhas.

- Chegamos a propor o veto à inclusão da área marinha, mas a lei foi definida assim. Não há mais o que discutir. Vamos encontrar alternativas para o grupo afetado dentro dos limites do plano de manejo - explicou Rocco.

A intenção do ICMBio é administrar o Monumento das Cagarras em gestão compartilhada com a prefeitura, nos mesmos moldes do Parque Nacional da Tijuca. O órgão federal negocia ainda a adoção da unidade por uma grande empresa, que bancaria os custos de um barco, equipamentos e equipe por um período de três anos.

34ª Regata a Remo da Escola Naval reúne atletas de cinco países na Lagoa Rodrigo de Freitas


 
Competição teve participações de 600 atletas e de 90 embarcações

Considerada a maior Regata em número de barcos e de participantes do País, a 34ª Regata a Remo da Escola Naval agitou as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas neste domingo, 12 de setembro, atraindo, além de militares, grande número de amantes do esporte e de famílias que buscavam um programa diferente.

A competição, uma das nove que integra o Circuito Poder Marítimo, contou com a presença de 600 esportistas e 90 embarcações. Ao todo, foram disputadas 17 provas de remo olímpico e escaller em percursos que variaram de 500 a 1000 m.

As presenças das delegações do Chile, Colômbia, Estados Unidos e Namíbia e das equipes das organizações militares CIAA, CIAGA e Corpo de Fuzileiros Navais deu o tom amigável à competição, que também levou o duelo dos gramados para as águas, na acirrada disputa entre tradicionais clubes cariocas, Vasco, Botafogo e Flamengo. Ao final do dia, os três clubes haviam conquistado três vitórias cada um.

Aberto ao público, o evento recebeu a exposições dos Mergulhadores de Combate e dos Comandos Anfíbios e diversas atividades de recreação infantil.

No próximo dia 10 de outubro, um domingo, será disputada a 65ª edição da Regata da Escola Naval nas águas da Baía de Guanabara. O evento, o maior da América Latina, deverá reunir 800 barcos.

domingo, 12 de setembro de 2010

7 de setembro na Ilha Grande

O feriado chuvoso cobriu a Ilha Grande de sombras, mas nem por isso deixei de aproveitar os dias de folga. Folga mesmo. Passei quatro dias descansando no Hotel Paraíso do Sol, na Enseada das Palmas, vendo pela janela a chuva cair cantando sua doce melodia. Comer, dormir, caminhar até Lopes Mendes... Remar? Claro que sim, afinal é só colocar o caiaque na água e se deixar levar.



Com uma turma simpática de jovens hóspedes do hotel, aproveitando que ainda tenho os caiaques surfinho usados na primeira circunavegação feita em 2001 guardados lá, e que a maré permitia passar do mar para o rio sem desembarcar, parti para explorar mais uma vez o manguezal que dá nome à Praia dos Mangues.



Apesar das mutucas fizemos um passeio  muito maneiro no labirinto de raízes. É impresionante a variedade de aves que podemos ver nesse ambiente. O difícil é fotografar esses bichos furtivos pois quando nos aproximávamos voavam pro meio do mato. Também me diverti vendo os inexperientes canoistas se embolando nas estreitas passagens com medo de capotar e ter que enfrentar os terríveis caranguejos azuis e suas patolas gigantes. A cada curva um tronco caído, um bambú, uma pedra obrigavam os remadores a fazer um desvio ou retroceder para encontrar uma outra passagem.




A maré que enchia o rio nos conduziu até onde as pedras do córrego bloqueiam a passagem. Dalí em diante só a pé. Então voltamos pelo mesmo caminho seguindo o trajeto sinuoso, tentando não encalhar nos bancos de areia, até encontrar as ondas do mar invadindo o brejo. Depois de passar pela arrebentação segui costeando até quase a ponta da Praia das Palmas e voltei.


Por mais que tentasse só comer e dormir, foi impossível, diante de um mar e de um rio daqueles, resistir à tentação de flutuar naquelas águas, ainda mais quando temos a companhia de pessoas tão agradáveis e animadas.


Enquanto isso, Marquinhos, Bruno, Lariana, Tonho, Volney e sua namorada curtiam a travessia entre Conceição de Jacareí e Lagoa Azul. Na sexta estavam na PU planejando a viagem com uma carta aberta sobre o capô do carro.


Bom demais saber que as trilhas do mar estão sendo percorridas por tanta gente amiga, gente que mesmo distante umas das outras comungam dos mesmos prazeres, da mesma energia, do mesmo cuidado com as trilhas do mar e suas beiradas.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Esperança de vida na Baía de Guanabara: APA de Guapimirim

Os mangezais do fundo da baía estão se regenerando graças ao trabalho realizado na área da APA de Guapimirim. Para os canoistas é uma excelente notícia e instiga a conhecer a região. Vejam a entrevista do repórter Diego  Barreto, da TV O Dia, com o chefe da Estação Ecológica da Guanabara, Maurício Muniz.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Estádio de Remo da Lagoa recebe XXXIV Regata a Remo da Escola Naval

Por Isabela Pimentel

Domingo, dia 12/09, às 8h

No próximo dia 12 de setembro, a Lagoa Rodrigo de Freitas será cenário da 34ª Regata a Remo Escola Naval, considerada a maior competição da modalidade no Rio de Janeiro.

Cerca de 500 remadores participarão da regata. Ao todo, serão 17 provas, remo escaler e remo olímpico, que contarão com as participações de representantes das marinhas dos Estados Unidos, Chile e Uruguai e de clubes como o Vasco, Botafogo, Flamengo e Guanabara, entre outros.

Aberto ao público, o evento contará também com exposições dos Mergulhadores de Combate e dos Comandos Anfíbios, além de recreação infantil.

O remo escaler terá provas em seis categorias: Sub 24, Aspirante, Misto, Veterano, Feminino e Senior. A maioria dos competidores é de organizações militares como a Escola Naval, Colégio Naval, Fuzileiros Navais, Esquadra, Aviação, Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, Centro de Instrução Almirante Wandenkolk e Diretoria de Hidrografia e Navegação. Mas, as provas contam também com os representantes dos grandes clubes do Rio de Janeiro. A regata é uma das nove que integram o Circuito Poder Marítimo.

O remo olímpico está dividido em seis categorias: Aspirante, Aspirante Feminino, Master, Junior A, Junior B e Feminino. As provas contam com as participações dos atletas dos grandes clubes do Rio de Janeiro além de norte-americanos, chilenos e uruguaios.


XXXIV Regata a Remo Escola Naval
Domingo, 12/09 , a partir de 8h
Estádio de Remo da Lagoa - Avenida Borges de Medeiros 1524

Curso de Canoagem Oceânica com Christian Fuchs no Rio de Janeiro

Nos das 28 e 29 de agosto aconteceu nas areias e nas águas da Praia da Urca o tão esperado curso de canoagem oceânica promovido pelo CCC em parceria com a Aroeira Outdoor.

Ministrado pelos professores Fuchs e Coquinho, ambos experientes instrutores formados pela Associação Americana de Canoagem e membros da equipe da Aroeira, o curso teve 15 participantes inscritos e contou com o apoio da Angela, Letícia, Raffa e Tonho que cuidaram para que não faltasse nada para a rapaziada na tenda de alimentação e hidratação. 

Depois de um papo inicial onde cada um colocou suas expectativas e motivaçõs com relação ao curso, seguiu-se uma palestra sobre materiais e equipamentos de canoagem. Usando uma linguagem simples e objetiva, Fuchs mostrou os diversos tipos de caiaque, chamando a atenção sobre as diferenças entre os variados tipos de cascos, considerando comprimento, largura, desenho da linha de quilha e shapes de proas e popas.
Também falou dos modelos de remo. Todos os tipos de pás estavam representadas  ilustrando com perfeição a explicação rica em detahes sobre suas características e funções. Foram apresentados também os flutuadores de remo (paddles floats), cabos de resgate e coletes de flutuação. Antes do intervalo para o almoço ainda vimos e praticamos as técnicas de remada para frente, para trás e as varreduras. Na parte da tarde foram demostradas as técnicas de deslocamento lateral, leme de popa, capotagens e reentradas sem e com auxilio de flutuadores de remo.

Tudo aconteceu num clima descontraido e bem humorado, no qual as informações eram permeadas de brincadeiras e gozações fraternas. O ambiente família foi marcado pela presença dos acompanhantes de alguns participantes, que deram uma força na organização e tiraram muitas fotos.
Como se não bastasse, ainda fomos contagiados pela alegria das crianças que se divertiam brincando na areia, correndo de um lado pro outro, banhando no mar.



O tempo também ajudou. As nuvens cobrindo o céu  filtraram o sol forte espantando banhistas e poupando a pele dos canoistas que passaram o dia todo na praia. Os trabalhos foram encerrados com um lanche e um último papo na maior descontração. 
À noite, Eu, Bruno, Marquinhos, Luiz Crisóstomo, Edu, Fuchs, Lu, Coquinho e Satyro nos encontramos no Art Hostel no Flamengo, cuja sala de tv foi gentilmente franqueada pelo Eduardo, proprietário da casa. Não vimos tudo porque a noite já ia avançada, estávamos todos cansados e ainda teríamos um dia todo de treino pela frente.

O segundo dia também foi intenso. O sol logo cedo já queimava as areias da PU prometendo não dar trégua durante o dia. A água amanheceu clara, mas com muitas algas que iam se depositando na beira da praia. O domingo de sol atraiu muita gente para a Urca, mas não chegou a atrapalhar a movimentação dos barcos na areia nem no mar.

Depois do papo inicial trabalhamos as manobras avançadas de apoio baixo, alto em oito, e as técnicas de resgate em T, em X, com flutuador. Quase ia esquecendo: também vimos um pouco de cartas náuticas. À tarde praticamos manobras de curva com apoio, adernação, leme de proa, deslocamentos laterais, puxadas laterais, resgates de proa e rolamentos.

O ambiente foi como na véspera. Imperava o clima de camaradagem com cada um cuidando de ajudar os colegas no desenvolvimento das técnicas. No final do dia, depois do encerramento das aulas, os participantes sairam para um passeio pela boca da barra onde puderam colocar em prática o aprendizado do fim de semana.

No retorno fizemos um lanche e tiramos as dúvidas remanescentes. O sol já tinha se escondido atrás das montanhas da cidade quando Eu, Flávia, Bruno, Marquinhos e Edu fomos embora, satisfeitos com o maravilhoso fim de semana e desejando repetir a dose o mais breve possível.

Pra encerrar, quero deixar registrado meus agradecimentos a todos os membros do CCC que contribuiram para a realização do curso, e parabenizar os dedicados participantes e o nosso competente professor. Um agradecimento especial para Flávia, Letícia, Angela, Bruno, Marquinhos, Raffa, Tonho Caranga e Marcão.
Em 10 anos de canoagem, foi a primeira vez que presenciei um evento desse tipo na nossa cidade e fiquei muito satisfeito de ver tanta gente engajada. Espero que possamos continuar treinando juntos, aperfeiçoando técnicas, aprofundando conhecimentos e estreitando nossos laços de camaradagem.

E não faltarão oportunidades, nem pretextos.  Teremos a regata da Escola Naval e a regata de 10 km do CCC ainda esse semestre. Quem tiver interesse em participar é só entrar em contato.
Outra coisa é que em breve organizaremos uma oficina de fabricação de sacos estanques e um mini curso de navegação com carta e bússola. Enfim, tem muita coisa pra acontecer até o fim do ano.


É isso aí galera. Parabéns! Valeu!
Um abraço a todos.
Vamos ao mar!

Para se iniciar ao Kayak de Mar no Rio de Janeiro, escreva para

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Para entender o futuro do corpo e da saúde na contemporaneidade

Não poderia deixar de divulgar esse programa com a participação do nosso amigo canoista, filósofo e psicanalista André Martins.

Bom divertimento a todos!


Caros,

É com muito prazer que informamos a exibição dos seguintes programas inéditos para o Café Filosófico do mês de Setembro e Outubro na TV CULTURA (canal 16 da Net) às 22 h.

Para entender o futuro do corpo e da saúde na contemporaneidade

Série de curadoria de André Martins

Nesta série, filósofos e psicanalistas procurarão questionar que corpo e que saúde queremos. Trata-se de colocar em perspectiva nossa concepção de saúde na contemporaneidade à luz de alguns autores – como Nietzsche, Spinoza, Foucault, Deleuze, Winnicott, Daniel Stern, Angel Vianna – que frisaram a relevância do papel do corpo como expressão de vitalidade e singularidade.

SETEMBRO

domingo 19/09, 22h - Corpo e Intensidade - Hélia Borges

O corpo vem sendo tema de pesquisas e intervenções cada vez mais elaboradas, produzindo um ideal de prazer ilimitado, fazendo com que o homem tenha cada dia mais dificuldade em lidar com os limites da própria vida. É sobre o corpo em sua qualidade sensível que incidem as formas de dominação, resultando em um processo de anestesiamento de seu campo intensivo. Pensaremos a possibilidade de desajuste das codificações corporais instituídas, viabilizando a capacidade de reinventar-se, necessária à afirmação da vida. (Hélia Borges)

domingo 26/09, 22h - Corpo e Cultura: A Grande Saúde - Nahman Armony e Carlos Martins

A concepção de saúde está ligada ao modo pelo qual eram vistas, em cada período da história, as relações entre corpo, psique e mente. Na pós-modernidade, Winnicott, com sua concepção de psicossoma, concebe a saúde basicamente como a capacidade de criar e de fruir a vida. A isso podemos acrescentar a afirmação da diferença e dos limites pessoais – que se contrapõem aos já datados mandatos de ideais de saúde. (Nahman Armony)

Tomando algumas de nossas práticas corporais como sintomas de nossa cultura, não poderíamos interrogar o seu grau de saúde e vitalidade? Neste sentido, o que haveria de positivo em alguns dos traços emblemáticos de nossa cultura que nos caberia sobretudo afirmar e não somente reduzir à mera alienação? Como pensar uma Grande Saúde como expressão de vitalidade cultural e singularidade de um estilo de vida? (Carlos José Martins)

OUTUBRO

domingo 03/10, 22h - Corpo e Saúde na contemporaneidade - André Martins

Há duas imagens do corpo na contemporaneidade. Por um lado, um corpo ideal, que serve como modelo e valor padronizado, oprimindo democraticamente todos nós, sem diferenciação de classe, gênero ou raça, na forma de um imperativo da felicidade, da saúde, da beleza e da juventude. Seus efeitos? Bulimia, anorexia, botox, fast-food, reality shows, banalização dos psicofármacos, altos índices de ansiedade e depressão, obesidade e doenças degenerativas ditas “de civilização”. Por outro lado, há também uma busca de saúde, beleza e jovialidade não ideais nem a qualquer preço, mas no sentido de uma valorização do corpo em sua potência própria e singular, como um corpo pensante e sensível, na forma de uma aceitação de que somos parte da natureza, de que dependemos do ambiente que nos cerca. Seus efeitos? Uma maior valorização do condicionamento físico, da alimentação saudável, do cuidado com o planeta, e da ecologia do homem inserido na natureza. Em que sintonia queremos viver? Optaremos pela falta, isto é, pela busca irrefreada de uma suposta abundância? Ou pela potencialização do que somos e podemos ser, desenvolvendo-nos criativamente? (André Martins)


André Martins é filósofo e psicanalista, professor Associado da UFRJ, vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFRJ, Doutor em Filosofia pela Université de Nice, Doutor em Teoria Psicanalítica pela UFRJ, com Pós-Doutorado Sênior em filosofia pela Université de Provence; professor visitante das Universidades de Reims e Amiens; membro do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro e do Espace Analytique de Paris; coordenador do Grupo de Pesquisas Spinoza e Nietzsche (SpiN-UFRJ); membro do Grupo de Pesquisas História, saúde e sociedade (Faculdade de Medicina da UFRJ); membro do Groupe International de Recherches sur Nietzsche (GIRN); e membro colaborador do Groupe de Recherches Spinozistes (GRS); autor de Pulsão de morte? Por uma clínica psicanalítica da potência (Ed.UFRJ, 2009) e organizador de O mais potente dos afetos. Spinoza e Nietzsche (Martins Fontes, 2009).

Hélia Borges, psicanalista, é Doutora em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ, professora da Faculdade Angel Vianna, onde leciona no curso de Pós-Graduação em Terapia através do Movimento, Corpo e Subjetivação.

Nahman Armony, psiquiatra e psicanalista, é Doutor em Comunicação pela UFRJ, membro da Sociedade Psicanalítica Iracy Doyle e do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro, e autor de Borderline: uma outra normalidade (Revinter, 2010. 2ª ed. aumentada).

Carlos José Martins é doutor em filosofia pela UFRJ, professor do Departamento de Educação Física da UNESP, onde é membro do Programa de Pós-Graduação Multidisciplinar em Desenvolvimento Humano e Tecnologias, e também professor participante do Programa Pós-Graduação em Educação da Unicamp.


Forte abraço!
Bárbara Fontana
Produtora Cultural CPFL Cultura

Criado o Conselho Consultivo do Monumento Natural das Ilhas Cagarras

Nessa quata-feira foi realizada no Clube dos Marimbás a Primeira Oficina para criação do Conselho Consultivo do Monumento Natural das Ilhas Cagarras com a presença de diversas entidades representativas do poder público e da sociedade.
Os trabalhos foram inaugurados pelo Vice-Presidente da RioTur, José Carlos de Sá,  depois do que foi feita uma introdução pelo Coordenador Regional do ICMbio, Marcelo Pessanha que por sua vez indicou Sylvia Chada para  a coordenação do encontro.

Marcelo do ICMbio

Após apresentação dos participantes e das entidades, a coordenadora conduziu o nivelamento sobre o MONA Cagarras mostrando uma linha do tempo dos eventos ocorridos desde 1989, destacando que o Monumento Natural surge oficialmente após completar a maioridade. Em seguida falou sobre estruturação e funcionamento do Conselho Consultivo nas Unidades de Conservação.

Sylvia do ICMbio

Na parte da tarde, após o almoço, as entidades presentes foram organizadas em setores a fim de facilitar a definição do número de cadeiras do conselho e sua distribuição.
Os grupos e as cadeiras destinadas a cada um ficaram definidos da seguinte forma: o Poder Público ficou com nove cadeiras; a Academia ficou com cinco; as entidades ligadas ao esporte, o grupo turismo e lazer, do qual faz parte o Clube Carioca de canoagem, ocupará mais cinco cadeiras; as ONGs, dentre elas o Instituto Aqualie representado por nossa amiga Liliane Lodi, terão duas cadeiras e o setor da pesca profissional terão sete assentos.
Rodrigo (CCC), Fernando (Museu Nacional) e Marcelo Afonso (CCC)
  
Foi salientado que nas etapas seguintes de formação do Conselho poderá ocorrer partilha e até redução no número de assentos sem prejuizo da paridade de representação.
A próxima reunião do Grupo de Trabalho foi marcada para o dia 14 de outubro, mas  antes disso as entidades deverão produzir um ofício com os nomes das instituições e providenciar os documentos necessário à validação.
Após essa reunião os passos seguintes incluem a  instrução do processo, publicação de portaria,  reunião de posse da chefia da unidade e de posse do conselho, elaboração do regimento interno e elaboração do plano de ação do conselho.

Quanto a contribuição do Clube Carioca de Canoagem, Eu e Marcelo Afonso, propusemos ações de monitoramento, turismo sustentável, educação ambiental, divulgação e ordenamento da atividade canoística na região.

O encontro foi muito positivo e se desenrolou em clima pacífico e respeitoso. Se as etapas seguintes acontecerem da mesma forma, e considerando a qualidade dos participantes, teremos em breve um conselho que tende a ser um exemplo para os outros.

Grupo de Trabalho


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Christian Fuchs no Rio de Janeiro

Alô remadores do Rio de Janeiro!!!
O Clube Carioca de Canoagem, em parceria com a Aroeira Outdoor, estará promovendo o 2º Curso de Canoagem Oceânica com Christian Fuchs* em águas cariocas nos dias 27 e 28 de agosto na Praia da Urca.
O curso abrange o “Essentials of kayak touring” e “Basic Strokes and Rescue” – Nível 2 e 3 e “Kayak Rolling”, nível 3/4 da ACA** - American Canoe Association.
A ACA é a maior associação de canoagem do mundo, sem fins lucrativos, com mais de 130 anos, que forma mais de 800.000 alunos por ano através de mais de 4500 instrutores, com uma metodologia baseada no “aprender fazendo” e principalmente se divertindo.
Data: 27 e 28 de agosto
Local: Praia da Urca
Duração: 2 dias – das 9:00 as 17:00, com pausa de almoço das 12 às 13
Programa: O nível 2 e 3 será feito no sábado e metade do domingo. A Clínica de Rolamento acontecerá na segunda metade do domingo, dia 28.
- Design de caiaques e suas implicações (estabilidade x velocidade...)
- Equipamentos ( coletes salva-vidas com apito, sinalização, saia, cabo de reboque, bomba, caneca e esponja, primeiros socorros, sacos estanque, remo reserva,...)
- Meteorologia: ventos e entrada de tempestade e seus sinais e riscos. Como prever
- Cartas náuticas e tábua de marés. Como utilizá-las no planejamento da sua remada
- Resgates: saída molhada, resgate cowboy, resgate com flutuador, resgate em T, resgate de nadador
- Técnicas de remada frente e ré, varredura, leme de popa e proa
- Apoios alto e baixo
- Deslocamentos laterais Clínica de rolamento
- Prática passo a passo de vários tipos de rolamento (C to C, varredura e técnicas groenlandesas)
Inclui: Certificado ACA de participação no curso.
Almoço, bebidas e equipamentos não estão inclusos, mas o CCC disponibilizará um gazebo com água, frutas e lanches leves, enquanto a Aroeira trará alguns caiaques e equipamentos para disponibilizar.
Importante: Trazer uma máscara de mergulho para a clínica de rolamento.
Valor: R$290 para não sócios do CCC (ou 2 x R$150); R$190 para sócios do CCC. (ou 2 x R$100)
A vaga será reservada mediante depósito.
Conta para depósito:
Spantik Agencia de viagens e turismo ltda
Itaú - 341
Ag 6922
Cc 08854-4
Cnpj 05.239.716/0001-60
Para saber mais sobre a Aroeira, ACA e Christian Fuchs acesse o site http://www.aroeiraoutdoor.com.br/

Participe! Não perca essa oportunidade!!!

Veja como foi a edição 2010 do curso.


*Christian Fuchs
christian.fuchs@aroeiraoutdoor.com.br
Remador de travessias há 12 anos, é idealizador da Aroeira Outdoor, que há 6 anos oferece viagens em caiaque oceânico e cursos com certificação da ACA, pioneiros na América do Sul.
É instrutor da ACA nível 4 (Open Water) e participou da formação dos primeiros instrutores da ACA na Argentina, em Bariloche e Peninsula Valdez.
Já fez diversas expedições, como Rio – SP, Salvador - Alcobaça, Recife – Fortaleza, Salvador – Recife e diversas menores como Ilha Grande (7 x), Ilhabela (4 x), Cananéia a Ilha do Mel (5 x).

Mais informações sobre os cursos da Aroeira
http://www.aroeiraoutdoor.com.br/cursos/intro.htm
http://www.aroeiraoutdoor.com.br/cursos/rescue.htm
Mais sobre a ACA
http://www.americancanoe.org/site/c.lvIZIkNZJuE/b.4511319/k.A4B4/Coastal_Kayaking.htm

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Despertando o canoista que existe em cada um


Uma das coisas mais interessantes que acontecem quando vários canoistas se encontram numa praia é a curiosidade que despertam nas pessoas, principalmente nas crianças, que ficam encantadas com o colorido dos caiaques e com a alegre agitação dos remadores. É verdade que parecemos um pouco juvenis quando nos reunimos para remar e talvez seja isso que crie tamanha identificação nas crianças. Imagina, poder sair navegando de verdade num barquinho que parece um brinquedo!


Um evento como o curso que o CCC promoveu na PU esse fim de semana revela isso de forma clara. Toda hora tinha um guri subindo ou entrando num caiaque, pegando um remo, se enfiando num colete. Não dava nem pra ficar de bobeira senão era capaz de uma delas pegar um barco e sair remando. 

Muitas pessoas param para fazer perguntas, procurando saber um pouco mais sobre os caiaques e sobre a atividade em si. A capacidadae de despertar a curiosidade é um dos motivos pelos quais devemos procurar sempre realizar esses encontros, pois é a partir de momentos privilegiados como esses que formaremos uma legião cada vez maior de adeptos.

Segura, senão o moleque vai embora.



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Águas coloridas e encontros inesperados


Adivinhem quem encontrei na Cotunduba na sexta-feira passada?
Passei na PV para levar o caiaque até PU por causa do curso com o Fuchs no sábado. Não queria fazer isso no dia pra não ter que chegar muito cedo.


Manhã clara, sol quase escaldante, céu azul, mar flat, ventinho a toa. Chegando na praia, logo dei falta do cabo horn duplo e do anaico que ficam parados alí sem sair muito pro banho. Quem será que está no mar? Pedro, Eduardo...? Se são eles, devem estar na Cotunduba. Então toca pra Cotunduba.


A água marrom no canal não dava nenhuma dica do que seria na ilha. Antes de passar pelas pedras que protegem a enseada fiquei adimirando a transparência da água. Como é que pode? Águas próximas mas com colorações tão diferentes... Com certeza as águas vindas da baia com a vazante passavam direto sem entrar na enseada da Cotunduba.


De longe avistei umas figuras escalando as pedras. Um deles era realmente o Edu Pastusiak. Uma pequena remada hesitante e opa! Meti o caiaque de bico na pedra. Bateu fraquinho, nem quebrou. Então passei pelas pedras, desci, coloquei o caiaque na laje que a maré baixa deixava exposta aquela hora e fui de encontro ao grupo. Estavam lá, além do Eduardo, o Leandro Iron Man e o Marcelo.


Que maneiro! Não via esses caras há um tempão. O Marcelo eu não conhecia. O Eduardo é um velho companheiro de remadas; fundamos juntos o Clube Carioca de Canoagem. O Iron também é das antigas. Os dois estavam na primeira travessia para as Ilhas Maricás em 2005. Também estavam numa tentativa de chegar à Ilha Grande que ficou duas noites parada na Ilha do Tatu em Sepetiba por causa do mau tempo e que terminou quase em catastrofe na praia de Guaratiba. Enfim, lembranças lembradas num dia de sol na Cotunduba de águas trasparentes. Coisa de louco. Um daqueles momentos nostálgicos em um aquário natural.



Dalí segui para a PU. Sentia o vento batendo sem muita convicção na minha escápula direita. Passei pela ponta do Pão de Açúcar, depois pelo Cara de Cão. Estavam sossegados franqueando uma remada sem sustos e solavancos. Apesar de passar com frequência por essas bandas, é sempre uma grande alegria observar o Forte São José e o Forte da Laje guardando a entrada da baía.



Em compensação, na virada do Cara de Cão o ar foi tomado por um cheiro de carniça insuportável. Devia ter um bicho morto por perto, mas não fiquei muito tempo pra saber de onde vinha, não. Em seguida o cheiro de carne podre foi substituido por cheiro de óleo. Impressionante! Quando não tem lixo, tem cheiro ruim.  No caminho avistei um navio passando pelo canal e um barco de pesca fundeado.



Já dentro da enseada de Botafogo bateu um terral bem forte prejudicando um pouco o seguimento, mas nada que impedisse o avanço do caiaque. Sei que desembarquei nas areias da PU contente pelo encontro com velhos amigos e, apesar dos odores, contente também com a relativa limpeza das águas na enseada, pois teríamos um ambiente mais saudável para treinar as manobras que nos seriam mostradas pelo Fuchs. Depois conto como foi.


Resolução CONTRAN 349/2010 - Conclusão

Esse fim de semana foi intenso. Ontem terminou o curso de canoagem que o CCC promoveu com o Fuchs no sábado e no domingo lá na PU. Mas não vou falar sobre isso agora, quem quiser se adiantar pode dar uma olhada no beiradas. Antes vou concluir o assunto sobre as resoluções do CONTRAN para transportes de caiaques e canoas em automóveis.

Experimentei, só pra testar, renovar uma AET pelo site do DNIT e apareceu mesmo que a resolução 577/81 foi revogada. Nosso amigo Gustavo escreveu pra lá dizendo que queria transportar um caiaque ultrapassando um pouco o comprimento do carro, e querendo confirmar a revogação da resolução 577/81 pela 349/2010, porque quando ele tenta emitir a autorização aparece:  "Não é necessário emitir AET para este tipo de transporte". O caiaque dele é um Expedition da Opium com 5,70 metros de comprimento.

A resposta da Larissa de Souza Corrêa, Engenheira do Setor de Autorização Especial de Trânsito - AET, da Coordenação de Operações Rodoviárias, informa que a  resolução n.º 577/81 realmente foi revogada pela resolução n.º 349/2010, e que segundo a nova resolução não é mais necessário ter uma AET para este tipo de transporte, desde que não  ultrapasse os limites definidos, isto é: o caiaque não pode exceder a largura máxima do veículo; não pode haver excesso dianteiro; a altura máxima não pode passar de 50 cm e o balanço traseiro não pode ser maior que 60% do valor da distância entre os dois eixos do veículo.

O que ela disse está na resolução, ou seja: de agora em diante não precisa mais de AET, mas não pode sobrar nada, nada na dianteira. Se não me engano não dá pra transportar um cabo horn duplo ou uma kaiarca sem ultrapassar o limite dianteiro e sem que ultrapasse o balanço traseiro. Por favor, confirmem.

A conclusão disso tudo é que  ficou mais fácil e desburocratizado carregar um caiaque no carro quando os limites forem respeitados. Porém, ficou impossível fazer o mesmo com um caiaque muito grande. Em geral os modelos oceânicos tendem a extrapolar o comprimento de um carro de passeio pequeno, e como não há mais a possibilidade de fazer uma AET para esses casos, o jeito será usar uma carreta apropriada.

Pra mim ficou melhor, pois meu caiaque, modelo Amazônia da Opium, com 4,30 metros, cabe direitinho dentro da norma. Ainda não verifiquei o que acontece com barcos maiores, por isso peço aos amigos que, se puderem, digam como ficou pra cada um. Estou pensando no caso do Bruno que tem uma kaiarka, mas também no caso dos que remam canoas OC1 e OC2. Por favor, mandem notícias, e não esqueçam de informar sobre os modelos dos carros e dos barcos pra gente ter uma noção.

Obrigado.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Transporte de caiaques em estradas federais: Resolução CONTRAN n° 349 de 2010

Fiquei sabendo pelo Gustavo que ao tentar emitir, através do site do DNIT, uma AET para transportar seu caiaque sobre o teto do carro apareceu uma mensagem dizendo que "Não é necessário emitir AET para este tipo de transporte". Não tinha conhecimento dessa novidade, fui dar uma pesquisada e descobri que de fato a resolução CONTRAN 577/81 foi substituida pela resolução n° 349 de 17 de maio de 2010, modificando alguns aspectos da antiga norma.
Ainda não fiz uma leitura atenciosa da nova resolução, não sei o que mudou para quem precisa transportar um caiaque oceânico ou canoa num carro de passeio.
No que se refere ao transporte de bicicletas, houve uma melhora substancial na clareza do texto, mas quando o assunto é caiaque, penso que permaneceram uma série de pontos passíveis de interpretações, tanto da parte do condutor quanto do agente da PRF.
Sem querer fazer uma interpretação da norma, vou me ater ao texto, fazendo apenas algum comentário sobre um artigo ou outro. O texto foi tirado dessa fonte.

RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 349, DE 17 DE MAIO DE 2010
Dispõe sobre o transporte eventual de cargas ou de bicicletas nos veículos classificados nas espécies automóvel, caminhonete, camioneta e utilitário.

Comentário: como todos sabemos, caiaque não é bicicleta, então, pela norma, caiaque e canoa são simplesmente  cargas. Isso significa que os canoistas não constituem uma massa crítica capaz de fazer reconhecer a necessidade de uma norma específica.
  
O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO CONTRAN, usando da competência que lhe confere o inciso I do artigo 12 da Lei nº 9503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, e conforme o Decreto nº 4711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito, Considerando as disposições sobre o transporte de cargas nos veículos contemplados por esta Resolução, contidas na Convenção de Viena sobre o Trânsito Viário, promulgada pelo Decreto nº 86714, de 10 de dezembro de 1981; Considerando o disposto no artigo 109 da Lei nº 9503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro - CTB; Considerando a necessidade de disciplinar o transporte eventual de cargas em automóveis, caminhonetes e utilitários de modo a garantir a segurança do veículo e trânsito; Considerando a conveniência de atualizar as normas que tratam do transporte de bicicletas nos veículos particulares. Considerando as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta ao meio ambiente, à mobilidade e à economia de combustível;

RESOLVE:

Capitulo I

Disposições Gerais

Art. 1º Estabelecer critérios para o transporte eventual de cargas e de bicicletas nos veículos classificados na espécie automóvel, caminhonete, camioneta e utilitário.

Art. 2º O transporte de cargas e de bicicletas deve respeitar o peso máximo especificado para o veículo.

Art. 3º - A carga ou a bicicleta deverá estar acondicionada e afixada de modo que:

I- não coloque em perigo as pessoas nem cause danos a propriedades públicas ou privadas, e em especial, não se arraste pela via nem caia sobre esta;

II- não atrapalhe a visibilidade a frente do condutor nem comprometa a estabilidade ou condução do veículo;

III- não provoque ruído nem poeira;

IV- não oculte as luzes, incluídas as luzes de freio e os indicadores de direção e os dispositivos refletores; ressalvada, entretanto, a ocultação da lanterna de freio elevada (categoria S3);

Comentário: a ressalva do item IV se refere as luzes de freio que ficam no alto do parabrisa traseiro.

V- não exceda a largura máxima do veículo;

Comentário: é pra levar em conta a carroçaria.

VI- não ultrapasse as dimensões autorizadas para veículos estabelecidas na Resolução CONTRAN n° 210, de 13 de novembro de 2006 , que estabelece os limites de pesos e dimensões para veículos que transitam por vias terrestres e dá outras providências, ou Resolução posterior que venha sucedê-la.

Comentário: os itens V e VI parecem não ter modificado nada em relação à antiga norma. 

VII- todos os acessórios, tais como cabos, correntes, lonas, grades ou redes que sirvam para acondicionar, proteger e fixar a carga deverão estar devidamente ancorados e atender aos requisitos desta Resolução.

VIII- não se sobressaiam ou se projetem além do veículo pela frente.

Comentário: acho que ficamos na mesma, só que agora não tem AET para ultrapassar o limite dianteiro. Isso é mau.

Art. 4º Será obrigatório o uso de segunda placa traseira de identificação nos veículos na hipótese do transporte eventual de carga ou de bicicleta resultar no encobrimento, total ou parcial, da placa traseira.

§1° A segunda placa de identificação será aposta em local visível, ao lado direito da traseira do veículo, podendo ser instalada no pára-choque ou na carroceria, admitida a utilização de suportes adaptadores.

§2° A segunda placa de identificação será lacrada na parte estrutural do veículo em que estiver instalada (pára-choque ou carroceria).

Capítulo II

Regras aplicáveis ao transporte eventual de cargas

Art. 5º Permite-se o transporte de cargas acondicionadas em bagageiros ou presas a suportes apropriados devidamente afixados na parte superior externa da carroçaria.

§1° O fabricante do bagageiro ou do suporte deve informar as condições de fixação da carga na parte superior externa da carroçaria e sua fixação deve respeitar as condições e restrições estabelecidas pelo fabricante do veículo

§2° As cargas, já considerada a altura do bagageiro ou do suporte, deverá ter altura máxima de cinqüenta centímetros e suas dimensões, não devem ultrapassar o comprimento da carroçaria e a largura da parte superior da carroçaria. (Veja a figura 1 na fonte)

Y≤ 50 cm, onde Y = altura máxima;

X ≤ Z, onde Z = comprimento da carroçaria e X = comprimento da carga.

Comentário: tá igual.

Art. 6º Nos veículos de que trata esta Resolução, será admitido o transporte eventual de carga indivisível, respeitados os seguintes preceitos:

I- As cargas que sobressaiam ou se projetem além do veículo para trás, deverão estar bem visíveis e sinalizadas. No período noturno, esta sinalização deverá ser feita por meio de uma luz vermelha e um dispositivo refletor de cor vermelha.

Comentário: agora tá na lei: é preciso colocar uma luz vermelha e um olho de gato, também vermelho, na extremidade traseira quando o transporte for feito à noite. 

II- O balanço traseiro não deve exceder 60% do valor da distância entre os dois eixos do veículo. (Veja a figura 2 na fonte)

Comentário: entendo que agora pode haver um excedente na traseira sem necessidade de uma AET, desde que respeitados os limites impostos pelos itens I e II. Porém continua proibido o excedente na dianteira (veja art. 3° item VIII).

B ≤ 0,6 x A, onde B = Balanço traseiro e A = distância entre os dois eixos. (Veja a figura 2 na fonte)

Art. 7º Será admitida a circulação do veículo com compartimento de carga aberto apenas durante o transporte de carga indivisível que ultrapasse o comprimento da caçamba ou do compartimento de carga.

Capítulo III

Regras aplicáveis ao transporte de bicicletas na parte externa dos veículos

Art. 8º A bicicleta poderá ser transportada na parte posterior externa ou sobre o teto, desde que fixada em dispositivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque.

§ 1º O transporte de bicicletas na caçamba de caminhonetes deverá respeitar o disposto no Capítulo II desta Resolução.

§ 2º Na hipótese da bicicleta ser transportada sobre o teto não se aplica a altura especificada no parágrafo 2º do Artigo 5°.

Art. 9º O dispositivo para transporte de bicicletas para aplicação na parte externa dos veículos deverá ser fornecido com instruções precisas sobre:

I- Forma de instalação, permanente ou temporária, do dispositivo no veículo,

II- Modo de fixação da bicicleta ao dispositivo de transporte;

III- Quantidade máxima de bicicletas transportados, com segurança;

IV- Cuidados de segurança durante o transporte de forma a preservar a segurança do trânsito, do veículo, dos passageiros e de terceiros.

Capítulo IV

Disposições Finais

Art. 10° Para efeito desta Resolução, a bicicleta é considerada como carga indivisível.

Art. 11° O não atendimento ao disposto nesta Resolução acarretará na aplicação das penalidades previstas nos artigos 230, IV, 231, II, IV e V e 248 do CTB, conforme infração a ser apurada.

Art. 12° Esta Resolução entra em vigor noventa dias após a data de sua publicação, ficam revogadas as Resoluções nº 577/81 e 549/79 e demais disposições em contrário.

Comentário: entrou em vigor dia 17 de agosto de 2010.

Resolução CONTRAN 3492010 - conclusão
Como transportar caiaques e canoas em estradas federais
Veja também