Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Caiaques do Alaska: fotos e ilustrações antigas

O caiaque era um barco esquimó típico do mar,  fabricado sob medida e usado exclusivamente por homens para a pesca e caça de pequenos animais. A estrutura era feita com madeira ou ossos e o revestimento com peles costuradas com tripas e impermeabilizadas com gordura.

O desenho original dos caiaques sofreu muitas adaptações, mas os modelos atuais, sobretudo os oceânicos, mantiveram as características principais dos antigos caiaques esquimós.















domingo, 18 de julho de 2010

XXXI Ragata do Colégio Naval


Em comemoração do seu 59° aniversário, o Colégio Naval de Angra dos Reis estará prmovendo no dia 14 de agosto a tradicional Regata Colégio Naval de Vela e Canoagem, um dos maiores eventos marítimos da Baía da Ilha Grande.

O Aviso de prova e o programa do evento podem ser encontrados no site do Colégio Naval: http://www.cn.mar.mil.br/  e no site da CBCa: http://www.cbca.org.br/.

Uma excelente ocasião para encontrar remadores de todo o Brasil.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Visita aos fortes de Niteroi

Com fotos de Bruno Fitaroni


Domingo passado foi dia de remar pra Niteroi e visitar os fortes São Luiz e do Pico.
Pedalei até a padaria no final da Marquês de Abrantes sentindo gotas de uma chuva esparsa e silenciosa. Eram 6 da manhã, dava tempo de comer um sanduiche e tomar uma xícara de café com leite antes de seguir para a Praia Vermelha.


Na PV preparei meu caiaque com calma debaixo do céu nublado e chuvoso e parti para a Praia da Urca onde me encontraria com a galera.
O mar estava calmo, apenas algumas ondulações amistosas bolinaram o barco na passagem pelo Pão de Açúcar e pelo Cara de Cão. No céu cinzento passavam bandos de gaivotas voando enfileiradas como contas de um colar.
A rapaziada já boiava nas águas da Urca quando cheguei. Três caiaques duplos, um com Flávia e Edu, outro com Bruno e Marquinhos e ainda um outro com Tonho e Gustavo. Em caiaques individuais estavam Volnei e Tufi. Vini apareceria mais tarde na Praia do Forte. Alê e Iuri também já davam as primeiras remadas.
Partimos em direção à outra margem da baía remando no mar liso. Quase não ventava. Tudo estava perfeito, exceto pela presença de um monte de lixo boiando perto da pedra da coruja.


A travessia do canal foi feita acompanhando a corrente de vazante. Fizemos uma paradinha ao lado da muralha da Fortaleza de Santa Cruz, depois desembarcamos na  Praia do Forte. Subimos os caiaque para longe da linha da maré e colocamos o pé na estrada que vai serpenteando pelo morro coberto de verde. A cada curva éramos presenteados com panoramas deslumbrantes de Charitas e Jurujuba.




Em alguns minutos estávamos diante do pórtico monumental do forte, imponente, cheio de marcas do tempo, vigiado por duas pequenas guaritas debruçadas na muralha.



Passado o portão a impressão era que tínhamos entrado em outro mundo, outro tempo. Um caminho ladeado por dois pavilhões, dos quais restam as paredes de pedras vindas de Portugal no porão dos navios, nos levou até a outra muralha do conjunto. Lá do alto a vista das montanhas do Rio de Janeiro e da Baía de Guanabara é simplesmente extraordinária.





Está tudo muito bem conservado e limpo. O espaço dispõe de bancos, mesas, lixeiras e até uma capela com a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

 

Continuamos nosso passeio subindo pela estrada de pedra que leva até o forte do Pico. Ainda teríamos muitas surpresas como a  descoberta de um painel de azulejos com um poema de Fernando Pessoa e um busto do poeta português.



Desse ponto, olhando pra baixo na direção do Forte São Luiz, parecia que estávamos em Machu Picchu.
Passamos pelo portão e começamos a perambular pelo pátio. Alí se encontram os banheiros para os visitantes e um museu. Depois entramos nos "subterrâneos" e exploramos as galerias e corredores.

Enquanto percorríamos aquele labirinto observando os sistemas de deslocamento de munição dos paióis e o grupo gerador fomos surpreendidos pela presença de uma coruja que assustada nos vigiava completamente imóvel.




Finalmente chegamos ao topo do morro a 230m de altitude onde 4 obuseiros Krupp de fabricação alemã ficam alojados em crateras escavadas na rocha, cercadas por um muro de concreto.
Fizemos um lanche e depois de nos fartar com a paisagem do Rio e das praias voltamos pelo mesmo caminho pra pegar os barcos.





Com uma  autorização para desembarcar na praia do Imbuhy, partimos deslizando pela água verde e clara, atravessamos rebentação e fomos tomar cerveja e comer pastel na cantina.
Logo começaria o jogo da final da copa, então resolvemos voltar. Estávamos todos muito felizes pelo maravilhoso passeio, misto de remada e caminhada, entre amigos em harmoniosa convivência.


Quem quiser visitar esses fortes por terra, basta se dirigir à Alameda Marechal Pessoa Leal n° 265, no bairro de Jurujuba, município de Niterói. O acesso é permitido aos sábados, domingos e feriados, das 09:00 às 16:00 horas. Mas se a ideia for ir remando será preciso uma autorização.
É isso. Fica a dica de um passeio imperdível.
Para saber mais sobre os fortes visitados veja http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_S%C3%A3o_Lu%C3%ADs

Mais fotos.






quinta-feira, 15 de julho de 2010

Curso de Canoagem Oceânica no Rio de Janeiro


A Canoagem Oceânica é uma das disciplinas esportivas ao ar livre que mais tem crescido na cidade nos últimos anos e o Clube Carioca de Canoagem tem orgulho de ser um dos protagonistas nesse processo. 
Com base instalada na Praia da Urca desde 2006, o CCC já iniciou dezenas de canoistas através de uma formação progressiva, durante a qual o iniciante pode aprender a arte do Kayak de forma divertida e segura. 
Os cursos, com embasamento técnico-pedagógico estruturado, permitem que o praticante desenvolva suas habilidades rapidamente, evitando erros comuns que poderiam prejudicar a progressão. 
A formação é realizada em três níveis: iniciação, intermediário e avançado. 
Para obter mais informações sobre datas, horários e conteúdos, basta escrever para
Venha remar com o Clube Carioca de Canoagem e prepare-se para viver alguns dos melhores momentos da sua vida.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Da Praia Vermelha à Ilha Grande no dorso de uma albatroz

Tô um pouco atrasado nessa postagem, mas antes tarde do que nunca.
Nosso amigo Leo Silva fez, em 15 horas e meia, uma viagem incrível da Praia Vermelha até Ilha Grande remando sua canoa Albatroz. O relato está no http://asbeiradasdorio.blogspot.com/2010/07/com-sua-licenca-leonardo-silva-da-pv.html .


Eu não poderia deixar de divulgar aqui no trilhas porque essa aventura do Leo é fonte de admiração e inspiração para todos nós canoistas.


Dêem uma olhada.  Vale a pena
Obrigado Leo, obrigado Lê.

terça-feira, 13 de julho de 2010


Faleceu no sabado, dia 3 de julho, aos 69 anos de idade, Uwe Peter Kohnen, presidente da primeira associação de canoagem do Brasil.

Juntamente com Leopoldo Ávila, foi responsável pela introdução da canoagem no Brasil e pela oficialização do esporte através da fundação da Associação Carioca de Canoagem. Depois trabalhou com empenho para a realização das primeiras provas oficiais e pelo ingresso do Brasil na Federação Internacional de Canoagem.

Uwe também participou da fundação da Associação Brasileira de Canoagem, primeira entidade representativa do esporte em nível nacional e da qual foi o primeiro presidente.

Não o conheci pessoalmente, mas aprendi muito através do livro que ele escreveu: "Tudo sobre caiaques", emprestado pela Simone Duarte. Ela me emprestou também o "ABC da Canoagem" do Alan Byde, outro expoente do esporte que esteve em nosso país trazendo alguns caiaques.


Da leitura desses dois livros ficou marcado no meu espírito que para ser realmente uma experiência significativa, a prática da canoagem deveria ser ao mesmo tempo divertida e segura. Duas lições que nunca vou esquecer.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Seu Jorge disse que o caiaque estava pronto, que podia buscar no CRG. O amazônia foi parar no estaleiro depois de atropelado por uma oc6 semanas atrás. Estava consertado.
Saí de casa com o dia claro e pedalei até o CRG sentindo o calor da manhã. Encontrei o caiaque apoiado num cavalete esperando pra voltar ao mar. Seu Jorge fez um bom trabalho. Além de consertar a rachadura no convés e a trinca no costado perto da proa, ainda achou uma outra trinca, também no costado, a meia nau.


Desci a rampa lodosa tomando cuidado pra não escorregar. Tudo estava quieto. Não havia vento e o mar estava liso, liso. No céu as nuvens filtravam o sol quente apesar do inverno.
Aproveitei que tinha tempo e fui costeando as beiradas. Passei na PU, depois na Praia de Dentro. Parei para observar o sol descortinando o cais e a balautrada branca da praia. Uma pena que seja restrita a entrada. Perdem os amantes das beiradas por não poderem desembarcar a qualquer hora. Ao menos é possível agendar uma visita pra conhecer o local onde a cidade nasceu.



Segui para o Cara de Cão quase sem ondas pra lamber as algas verdes vistosas. Nunca deixo de parar para admirar a bela muralha do Forte São José, testemunha da passagem de tantos navegantes ao longo dos séculos, terceiro forte mais antigo do Brasil. Passei ao largo da Praia de Fora e continuei até o costão do Pão de Açúcar. Alí o mar estava mais mexido, mas pouca coisa. Um pescador solitário sobre as rochas  acenou com movimentos lentos da mão.



Contornei o costão remando em silêncio, deslizando sobre a água verde e clara, quase transparente. Durante todo  o trajeto não divisei lixo flutuando. Sorte nossa.
Segui em frente até o caiaque roçar nas areias da PV. Retirei as tampas dos compartimentos de carga e observei que não havia água acumulada. Que bom! Domingo vamos fazer uma visita às fortalezas de Niteroi e eu irei remando sem medo meu velho parceiro das trilhas do mar.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Segurança no mar

Esse início  de inverno trouxe, pelo menos por enquanto e por incrível que pareça, dias mais quentes e mar mais tranquilo do que vimos durante o outono. No entanto é bom ficar atento pra não deixar um passeio tranquilo se transformar numa roubada.
As atividades físicas realizadas ao ar livre em estreita relação com o meio ambiente, como a canoagem, podem ser muito divertidas e emocionantes, mas, ao mesmo tempo, oferecem alguns riscos, exigindo medidas de precaução passíveis de proporcionar um mínimo de garantia sem, contudo, tirar o atrativo do passeio.
O mais importante é cultivar um espírito de prudência e seguir algumas regras básicas de segurança, respeitando as particularidades do ambiente, da situação e dos canoístas envolvidos.
Não podemos esquecer que o objetivo essencial da canoagem recreativa é o lazer, por isso devemos considerar todos os fatores que possam representar perigo e comprometer a diversão. Devemos ter sempre consciência dos nossos limites e respeitar as condições impostas pela natureza para não correr riscos desnecessários.
Antes de sair de casa é recomendado:
  • estudar a carta náutica da área navegada;
  • comunicar a uma ou mais pessoas sobre o passeio, informando o local de partida, o destino, o itinerário e a hora de retorno;
  • consultar a previsão do tempo, os avisos de mau tempo, a tábua de marés e outras informações relativos à área do passeio;
  • certificar que estamos tecnicamente e fisicamente preparados para fazer o trajeto planejado;
  • assegurar que todos os participantes saibam o que fazer em caso de necessidade de salvamento e reboque;
  • verificar o estado do caiaque e demais equipamentos.
Durante o passeio:
  • remar sempre em grupo e não se distanciar muito dos colegas;
  • vigiar regularmente as condições do tempo, observando nuvens e correntes;
  • tomar cuidado com os ventos de terra, pois podem nos afastar da costa e dificultar o retorno;
  • procurar um lugar abrigado se o tempo piorar;
  • ter à mão um telefone celular com os números do G-mar;
  • avisar alguém em terra se ocorrerem eventuais mudanças de planos;
  • usar sempre o colete de flutuação e manter um apito amarrado a ele para ser usado em caso de necessidade de chamar atenção;
  • estar munido de sinalizadores pirotécnicos (facho manual e fumígeno);
  • manter sempre a vigilância sobre as outras embarcações, principalmente na entrada da baía; 
Essas são algumas medidas para evitar que um pequeno problema se transforme num problemão.

Boas remadas!