!
Devido à realização da etapa de Angra dos Reis do Campeaonato Brasileiro de Canoagem Oceânica no sábado dia 12, o encontro com Fábio Paiva e equipe de alaskeiros em águas cariocas foi transferido para sábado dia 19 de junho.segunda-feira, 7 de junho de 2010
Fortalezas abandonadas
As trilhas e escadarias de pedra cobertas por mato, os cadeados enferrujados que já não abrem mais e o desgaste aparente das construções dão a dimensão do abandono. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o conjunto paisagístico da Ilha da Boa Viagem, em Niterói, guarda um dos fortes, hoje em ruínas, erguidos no século XVII para a defesa da Baía de Guanabara. Prestes a completar 300 anos, a Fortaleza da Laje, na entrada da Baía, está abandonada desde 1957, quando foi desativada. Esses e outros fortes, patrimônios culturais que contam um pouco da História do Rio, estão desaparecendo. Para se ter uma ideia, das 58 fortalezas erguidas entre os séculos XVI e XX para proteger a região litorânea da cidade, apenas nove sobreviveram intactas. Onze estão em ruínas e 38 foram varridas do mapa pela ação do tempo.
sábado, 5 de junho de 2010
Você viu esses golfinhos?
Dia Mundial do Meio Ambiente. Vou aproveitar e lembrar aos amigos canoístas que o Projeto Golfinhos Flíper formou uma rede de colaboradores com o objetivo de reunir informações sobre esses animais.
PROJETO GOLFINHO FLÍPER - REDE DE COLABORADORES O golfinho-flíper (Tursiops truncatus) é comum nas águas costeiras do Rio de Janeiro. No entanto, informações precisas sobre esta espécie continuam pouco conhecidas.
Corpo: robusto
Tamanho: Adulto: 2,7 a 3,4m Peso: 280-340 kg
Coloração: Tons de cinza variados com o ventre claro (branco ou rosado). Capa dorsal cinza-escura que vai até atrás da nadadeira dorsal, mas na maioria das vezes, é pouco definida. Às vezes é possível ver uma linha ou faixa mais clara iniciando na capa em direção ao dorso. A lateral do corpo é cinza clara e as nadadeiras dorsal, peitoral e caudal geralmente são cinza escuras. Nos adultos, o corpo costuma ter marcas, arranhões, cicatrizes e manchas.
Nadadeira dorsal: Alongada, moderadamente alta e falcada (forma de foice), com uma base ampla, localizada no centro do dorso. Bordos podem apresentar cortes e entalhes, comuns nos adultos.
Bico: Curto e largo
Tamanho de grupo: Até 20 indivíduos, mas podendo chegar até 50 indivíduos ou mais, constituídos por várias classes de idade (adultos, juvenis e filhotes).
Comportamento: Constantemente realiza saltos e batidas de cauda e cabeça na superfície da água. Pode ser avistado “surfando” em ondas. Curioso, costuma aproximar-se de embarcações podendo vir a nadar na proa. Associa-se com outras espécies de golfinhos e baleias.
Tempo de mergulho: 3 a 4 minutos
Por ter hábitos costeiros, o golfinho-flíper encontra-se sujeito a sérias ameaças tais como as capturas acidentais em aparelhos de pesca, a crescente degradação do ambiente costeiro, a poluição, o intenso tráfego de embarcações e a exploração excessiva de recursos marinhos importantes em sua dieta.
Se você viu este golfinho, por favor, preencha a ficha de avistagem ! http://www.cagarras.com.br/golfinhos_fliper.php
Sua colaboração é valiosa !
Com a obtenção de informações precisas, medidas de conservação efetivas poderão ser adotadas !
Realização
Parceria
Crédito texto: Projeto Golfinhos Fliper. Fotos: Liliane Lodi.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Fazendo água
Tempo bom, céu azul, friozinho. Remar? Nada disso! Preciso dar uma atenção ao caiaque pois, na semana passada, remando no mar agitado de outono, reparei que o compartimento de proa estava fazendo água, provavelmente entrando pela tampa que não se ajusta muito bem. Daqui pra frente o mar deve ficar cada vez mais nervoso, então tenho que ver logo isso pra não ficar em má situação um dia desses.
É isso: serviço feito, encontro com os amigos e... Fotos!
Olhar longe no horizonte, pés plantados na areia. Não vi remadores quando cheguei, também pudera, já era meio tarde, tipo oito e tal. Faltavam duas oc6 no cavalete e Janaína também não estava lá. Voltariam mais tarde.
Pra vedar a tampa do compartimento poderia passar um anel de borracha em cima da fenda entre a tampa e o aro da boca do compartimento, mas não quero ter que me lembrar de mais uma coisa pra carregar. Então lancei mão de um sistema, que funcionou bem num outro caiaque meu, usando silicone. Vou descrever porque pode ser útil para outras pessoas, cujos caiaques apresentem o mesmo problema.
De material só precisa de um tubo de silicone e um pedaço de filme plástico, desses de embalar alimentos.
Limpe bem a superfície onde o silicone será aplicado e depois passe o silicone em toda volta da face interna da tampa.
Em seguida, cubra com um pedaço de filme plástico para não deixar o silicone colar no aro.
Isso feito, coloque a tampa no lugar fazendo um pouco de pressão e espere secar.
Pronto! Com o silicone sêco, retire o plástico com cuidado e teste o encaixe.
O que eu fiz parece bom. Agora só falta colocar à prova num dia de mar grande e verificar se ainda vai entrar água.
Enquanto fazia o conserto, vi passar pela praia uma procissão de canoístas: Nicolas, Letícia, Teté, Aline, Andréia, Tarcísio, Pedro, Mássimo, Claudia, pra citar só alguns. Vi também o céu alternar do azul pro nublado, daí para a chuva, de novo o azul, mais uma vez cinzento, chuva, sol...É isso: serviço feito, encontro com os amigos e... Fotos!
Tarcísio encarando as ondas na beira
Daniel remendando a rede
Sincronia até pra amarrar canoa
Pedro e Itália
Essa é nossa praia! Chova ou faça sol, ou faça tudo ao mesmo tempo, sempre veremos o povo da linha d'água, das beiradas, remando, pescando, cuidando, curtindo o que a vida tem de bom.
Oxalá!
sábado, 29 de maio de 2010
Começou a semana mundial do meio ambiente com um evento de limpeza na Praia de Botafogo promovido pelo Instituto Aqualung e pelo Clean Up The World.
O CCC foi convidado pelos amigos do CRG, Márcia Olivia e Marco Tavares, para reforçar as fileiras canoísticas, na esperança de dar maior visibilidade ao projeto Baía Limpa e, quem sabe um dia, resgatar suas águas, tornando próprias ao banho as praias de Botafogo, Urca, Flamengo, Eva, Adão e tantas outras das beiradas do Rio e de Niteroi. Taí um excelente pretexto para remar nesse dia friorento.
O CCC foi convidado pelos amigos do CRG, Márcia Olivia e Marco Tavares, para reforçar as fileiras canoísticas, na esperança de dar maior visibilidade ao projeto Baía Limpa e, quem sabe um dia, resgatar suas águas, tornando próprias ao banho as praias de Botafogo, Urca, Flamengo, Eva, Adão e tantas outras das beiradas do Rio e de Niteroi. Taí um excelente pretexto para remar nesse dia friorento.
Meu ânimo não era dos melhores. O dia amanheceu estranho. Quer dizer, não sei. Levantei as 6 e vi o céu meio fosco, coberto por um véu leitoso. Entrevi algo de azul lá no fundo, mas era um azul tão pálido que não dava pra saber.
Fiz dois sanduiches e enchi a garrafa d’água; reuni saia, tampas, boinas; vesti uma camiseta de manga longa por baixo da camisa do clube e coloquei uma muda de roupa seca na mochila.
Estava fria a manhã. Não foi assim durante a semana passada. O outono traça seu caminho em direção ao inverno, tenho que me acostumar.
E fazia mais frio na rua, ainda mais com o vento zunindo nas orelhas e o ar gelado batendo no corpo durante a pedalada até o aterro.
Fiz dois sanduiches e enchi a garrafa d’água; reuni saia, tampas, boinas; vesti uma camiseta de manga longa por baixo da camisa do clube e coloquei uma muda de roupa seca na mochila.
Estava fria a manhã. Não foi assim durante a semana passada. O outono traça seu caminho em direção ao inverno, tenho que me acostumar.
E fazia mais frio na rua, ainda mais com o vento zunindo nas orelhas e o ar gelado batendo no corpo durante a pedalada até o aterro.
Parei na Praia de Botafogo pra ver o movimento. O Pão de Açúcar parecia um vulcão soltando fumaça pelas ventas. As águas da enseada estavam imóveis. Na areia, um casal de quero-queros passeava despreocupado, mas quando tentava me aproximar, os bichos saiam andando alternando as patas. Foi uma visão animadora, suficiente para aplacar o torpor da alma ainda adormecida.
Chegando na PV, passei os olhos procurando algum canoísta e... Opa! Ainda tinham duas canoas na areia! Mas não deu nem tempo de ver quem ia embarcado. Quando desci a calçada a segunda canoa já estava sendo empurrada na direção das ondas.
Chegando na PV, passei os olhos procurando algum canoísta e... Opa! Ainda tinham duas canoas na areia! Mas não deu nem tempo de ver quem ia embarcado. Quando desci a calçada a segunda canoa já estava sendo empurrada na direção das ondas.
Tudo bem, vamos à ação. Abre cadeado do caiaque, abre o do remo. Tira as tralhas da mochila, bota o caiaque na areia, arruma tudo e... Braços pra que te quero! O mar parece ter aplainado um pouco e quase não há vento.
Saída tranqüila. Na virada do Pão de Açúcar avisto um navio envolto em brumas como um fantasma. O nevoeiro cobre a paisagem escondendo o relêvo de Niterói. Agora sinto o vento vindo de NE. A corrente puxa pra fora da barra sem muita convicção. As ondas sobem pelo costão em rendas esgarçadas que se desfazem em nada. Um cheiro de óleo empesteia o ambiente e, então, percebo manchas viscosas desenhando pequenos arco-íris na superfície da água.
Uma lancha pára de repente e um marujo pula no mar poluído. Entendo que há um problema e remo na direção da embarcação à deriva para ver se precisam de ajuda. Um cabo enrolou no hélice de tal forma que está difícil desprender. Um bom exemplo de como o lixo no mar pode prejudicar quem vive na linha d'água. Sem poder fazer nada, sigo meu caminho observando bandos de gaivotas passarem rumo ao alto mar.
O sol já tenta dissipar o cinza claro do céu que contrasta com o cinza escuro do mar. Ainda não tem força bastante para romper de vez o nevoeiro, mas já é o suficiente para aquecer o corpo.
Passo pelo Cara de Cão sem ondas e logo depois me deparo com um tapete de detritos perto da Coruja. Arrá! Já sei onde vou catar meu lixo. O cheiro de óleo persiste. Na Praia de Dentro, outro aglomerado de lixo. Vai faltar espaço no caiaque.
Na PU olho a carcaça do Bom Tempo devorada pelas vagas do tempo. Ali na beira, dois caiaques. Que surpresa! Que boa surpresa! Haroldo e Daniel se preparam para sair. Vamos juntos até o CRG.
Os barcos não flutuam; se atolam nas águas podres, mal cheirosas, corrosivas, densas de tanta porcaria dissolvida. Não há movimento, tudo parece morto, exceto pelas nossas vozes que nos arremessam uns de encontro aos outros em animado entendimento, mitigando a morbidez do ambiente.
No Guanabara um grupo está quase pronto pra se lançar ao mar. Desembarco pra uma conversa rápida enquanto Haroldo e Daniel seguem em frente para aproveitar o dia de remada. Algum tempo depois parto pra coletar um pouco de lixo.
Remando direto para a Pedra da Coruja, espero encontrar aquele carpete de sujeira flutuante visto uma hora atrás, e no caminho encontro o Daniel voltando do Laje. Ele faz meia volta e continuamos juntos até a Praia de Dentro para catar o lixo estagnado perto de uma rampa. Entre os detritos uma espessa camada de óleo tem aspecto coagulado.
Remando direto para a Pedra da Coruja, espero encontrar aquele carpete de sujeira flutuante visto uma hora atrás, e no caminho encontro o Daniel voltando do Laje. Ele faz meia volta e continuamos juntos até a Praia de Dentro para catar o lixo estagnado perto de uma rampa. Entre os detritos uma espessa camada de óleo tem aspecto coagulado.
Não dá pra botar a mão na água. Os remos já estão ensebados. Então, catamos lixo na praia mesmo, enchendo três sacos em poucos minutos. No caminho de volta pra Urca encontramos o pessoal do CRG e o Tonho Caranguejo.
Depois de deixar o Daniel na praia e trocar uma ideia com a Alê e o Iuri que estavam por alí, Eu e Tonho fomos para a Praia de Botafogo, onde voluntários recolheriam os sacos de lixo.
Depois de deixar o Daniel na praia e trocar uma ideia com a Alê e o Iuri que estavam por alí, Eu e Tonho fomos para a Praia de Botafogo, onde voluntários recolheriam os sacos de lixo.
Prosseguimos para a porta da baía. Não sei quando atinei pro sol incendiando tudo a minha volta. Remo ouvindo o Caranguejo falar dos efeitos positivos que a canoagem produziu nele, sobre o reencantamento do mundo, sobre as façanhas que pretende realizar. Desmembrando a realidade à luz das boas palavras do Caranga, vejo andorinhas pousadas sobre claves de sol; vejo garças, biguás e tartarugas.
Pouco antes de dobrar o Cara de Cão, Tonho volta para a Urca. Eu prossigo pra PV com as ondas impelindo serenamente o caiaque pela água verde só um pouco saliente. Mas ao me aproximar do costão do Pão de Açúcar noto o mar atormentado, chapiscado de marolas pontudas e esbranquiçadas. As vagas vêm quebrando pela aleta direita invadindo o convés. Ora o caiaque desliza, ora finca a proa querendo rodar como um compasso. Seguro o remo com força dando bofetões na água pra manter o equilíbrio.
A adrenalina sobe diante do espetáculo do mar levantando cortinas de água e espuma. Mas dura pouco o desassossego e logo me encontro entregue à relativa mansidão da enseada, longe daquele trecho virado do avesso.
A adrenalina sobe diante do espetáculo do mar levantando cortinas de água e espuma. Mas dura pouco o desassossego e logo me encontro entregue à relativa mansidão da enseada, longe daquele trecho virado do avesso.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Não fui ao mar, mas naveguei no computador e fiz excelente pescaria. Encontrei a matéria sobre canoagem e meio ambiente que foi publicada na edição n°6 da revista Visão Ambiental. Uma entrevista virtual feita pela jornalista Arielli Secco com representantes de dois clubes de canoagem, sendo um deles o CCC.
A blogueira mais rápida do oeste colocou um comentário no
"Remando pela Natureza
Esse é o título da matéria que saiu na revista Visão Ambiental em sua 6ª Edição. Legal perceber que os esforços dos remadores em limpar as beiradas têm repercursão na mídia.
Lá na página 28 está a matéria mostrando uma parcela da ajuda que o Clube Carioca de Canoagem lança pelas beiradas.
A ajuda pode até ser esporádica em ação propriamente dita mas é constante ao menos na fiscalização e na conscientização da população.
Vale a pena dar uma conferida no conteúdo da revista, é o cidadão cuidando das beiradas.
Boa leitura!"
Valeu Letícia!!!!
Abaixo, algumas fotos de canoistas cariocas fazendo sua parte.
Faísca, Fumaça e Caranguejo com a chinelada
Rodrigo catando lixo na Prainha do Forte em Niteroi
Raffa e Gabi
Lelê: Gari dos Sete Mares
Alê, Tarcísio e Pedro plantando mudas na Cotunduba
Thierry e Rodrigo remando na vala negra em Nova Iguaçu
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Fazia tempo que eu não entrava num mar tão grande e tão caótico ao mesmo tempo. Além do mar agitado, o vento também incomodava bastante levantando borrifos nos olhos.
Dentro da Enseada da PV já dava pra prever o que seria encontrado na passagem pelo costão do Leme. Ondas grandes escondiam o horizonte e as ilhas apoiadas sobre ele.
Estava escuro e tudo sumia de vista atrás das ondas como num passe de mágica. Remei até o pontão do Leme passando bem longe da costeira, dando de cara com vagas que varriam o convés a todo momento. Definitivamente, não é um bom dia pra arriscar remar até o posto 6. Também não é um bom dia para fotos. Se ao menos o horizonte parasse na horizontal...
O jeito foi ficar na enseada mesmo, só treinando equilibrio e testando o sistema nervoso junto com as meninas da oc6.
Apesar da frustração de não ter ido mais longe, foi divertido ficar brincando com as ondas e, no final de tudo, trocar uma ideia e um abraço gostoso com amigas queridas.
terça-feira, 25 de maio de 2010
A beleza da paisagem vista da PV e as ondas impressionantes na laje do posto 6 dispensam textos.
Hoje as nuvens não eram tantas e só contribuiram para colorir o céu do jeito que Krishna gosta. Os tubos no shore break deixariam Faísca e Fumaça cheios de comichão para pegar as pranchas.
Em imagens, alguns motivos para ter remado hoje.
Sem comentários.
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