Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mar vazio num dia, cheio noutros

Não é por causa dos movimentos da maré. Tô falando das gentes que remam. Em geral, alí na PV, tem sempre a maior galerona remando, mas na sexta passada não tinha ninguém. Só fui ver gente flutuando lá na PU. Tava o Massimo, Jorge, Nicolas...
Essa foto é do brinquedo novo olhando o mar.


Essas outras são do sábado, dia 22.
Saí sozinho da PV, mas encontrei uma porção de gente remando pelos lados de Copacabana.
Olha a Lelê...




... e a rapaziada do Rio Va'a.


Definitivamente, sexta não é dia de encontrar muita gente no mar. Hoje fui da PV até o Forte da Laje, e de lá até a Coruja. Só vi uma canoa do Urca Va'a com Paulo no leme.
A água continua geladíssima!!!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Nerites, Itapuca e Guardiã: os Irmãos

Por Luiza Perin
Enquanto isso, em um singelo cavalete na Praia de Charitas, olhando para o mar, duas irmãs conversam:
- "Itapuca, você está com uma proa reflexiva olhando o mar hoje..."
- "Estou pensando no lado de lá..."
- "Lado de lá? O que significa 'lado de lá', Itapuca? Alôôô-oou... lembre que você precisa ensinar as coisas para sua irmã mais nova!"
- (risos) "Eu sei, Guardiã, eu sei... Fique tranquila que eu explico. No lado de lá, na outra margem dessa baía, tem um cavalete cheio de embarcações de verdadeiros amigos. E eu sinto falta deles. Por isso estou com esse olhar distante e essa proa pensativa..."
- "Ah!!! Eu os conheço! Eu os conheço, Itapuca!!! Sei do que voc~e está falando! Estive com muitos deles em um encontro no Forte Lage! Fiquei amarradinha no meio de toooodos eles enquanto os humanos faziam o piquenique desembarcados. Conversamos muuuito! Só tinha EU de azul, nesse dia. Todas as outras embarcações eram amarelas, brancas, laranja... fiquei LINDA no meio deles! Você tinha que ver a cara de alegria da Luiza!"
- "Hum... imagino... A Luiza só quer saber 'da caçulinha azul' agora... nunca mais me pegou pra dar uma voltinha... (ciúmes de irmã mais velha) Tenho ouvido muitas histórias de um tal de Ulmo, Guardiã. Gostaria muito de conhecê-lo. Parece que ele é um caiaque muito amigo da Elisa; tenho escutado a Luiza fazer uns comentários bacanas sobre as embarcações do lado de lá..."
- "Elisa? Quem é Elisa?"
- "Elisa é um caiaque que eu a-do-ro! Fomos batizadas juntas num rio desembocando em uma praia maravilhosa e deserta em Paraty. Junto com a Janaína e a Nani Pua".
- "Poxa, que legal... você já viveu tanta coisa, né, Itapuca?"
- "Sim... mas já vivi a dor da perda, também... quando Luiza vendeu nosso irmão mais velho, que vc não conheceu. Nerites é o caiaque mais imponente que já vi... Poderoso, forte, valente... um verdadeiro guerreiro do mar! Saudade apertada daquele amarelo danado de lindo!"
- "Jura?! Mas o que aconteceu com ele?"
- "A nossa humana é muito magrinha, Guardiã... a Luiza ficava tão pequenininha dentro do Nerites, hahaha! Era uma gracinha vê-la tentando carregá-lo para o mar! Neste aspecto, devo reconhecer, irmãzinha, que seus 15 quilinhos azuis são realmente perfeitos para os 50 quilinhos da nossa dona..."
- "Itapuca, vou combinar telepaticamente com nossa prima Kaila, que é super minha amiguinha e mora nesse cavalete onde estão seus maiores amigos e nosso irmão mais velho, um encontro marítimo, tá? Vai rolar fácil-fácil porque Luiza ama a Deborah, a humana da Kaila. Quem sabe assim você não conhece esse tal de Ulmo..."

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Aniversário do Marquinhos Faísca no Forte da Laje

Marquinos é um bom companheiro de remadas. Ele pode ser visto quase todo dia na PU com o Bruno e a turma do Kayak Carioca. Hoje foi dia de fazer uma homenagem ao nosso amigo lá no Forte da Laje e comemorar seu aniversário.
Às 7 horas um grupo de 8 remadores zarpou debaixo de um céu  partido: metade azul, outra metade coberta de nuvens escuras escondendo o Cristo Redentor. Dia de remar de leve, dia de cantar 'parabéns pra você'.


Os caiaques foram amarrados na corda pendurada na ponte. Subimos pela escada da muralha, desobstruída durante a semana pelo pessoal do ECCO e do CRG. Preparamos uma mesa com pasteizinhos, coca-cola e torta levados pelo Bruno, cantamos o parabéns e depois entramos na escuridão do forte para uma visita rápida.






Dia também de voar...
- É um pássaro? Um avião?
- Não. É a dupla Faísca e Fumaça em ação!


Dia de fotos com a máquina nova...


Depois da festa fui levar meu caiaquinho de plástico até a PV onde ficará durante o verão aos cuidados do Jorge. Esse percurso foi meio pauleira pois o barco é lento, e vento e ondas não estavam de brincadeira. Mas apesar do esforço cheguei bem, pronto pra encarar o calor e o trabalho. 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Estavam todos lá

Na Praia Vermelha e na Urca. A chuva da noite e da madruga não espantou a rapaziada remadora. A prova do Rio Va'a do próximo fim de semana deve ser responsável pelo quorum impressionante.
Na PV vi  de cara  a Letícia de braços abertos fazendo coro com o sorriso. Sairam três canoas de 6 do PVV,  uma do Carioca Va'a e uma do Rio Va'a. No caminho para a Urca ainda passei por duas canoas do Rio Va'a, uma delas com o Massimo no leme e várias feras metendo o braço. Já dentro da enseada de Botafogo encontrei Bruno, Marquinhos e Claudia começando um passeio até Santa Cruz.
O mar cinza, sujo de plásticos e pedaços de pau. O Céu só cinza. Mas estava gostoso de remar. Na ida as ondulações ajudavam no avanço de Jurupi; na volta não atrapalharam. Fora os rolos, a superficie estava lisa, deixando-se marcar pela passagem dos barcos. Água morna e um pouco mal cheirosa por causa do caldo podre que escorreu da cidade lavada pela chuva.
Quando voltei as canoas já estavam nos seus berços, felizes e sorridentes por mais uma manhã de mar. Sorridentes também estavam as pessoas pelo mesmo motivo. Hora de bater um papo, de falar da viagem pra Ilha Grande em janeiro. Andreia, Léo e Pedro estão animados e começam a planejar a logística até Jacareí. Bom saber que está tudo se encaminhando bem e que teremos tanta gente boa pra começar o ano com a pá direita. 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Teatro na sexta, preguiça no sábado, Cagarras no domingo. Que vida besta!

Depois de ver a peça "OTRO" (Espaço Sergio Porto) e de esticar na noite de sexta, sábado foi dia de descanso. Fiquei sabendo que o Edu foi para as Cagarras e que no caminho encontrou Suzana já voltando. Então, domingo foi minha vez.
Cheguei na PV tipo 8 horas e vi Alê, Iuri e Malu preparando suas canoas. Sairam logo depois da minha chegada remando bem devagar. Meu plano era seguir para Ipanema, só que não deu pra resistir e resolvi seguir o trio. Foram alcançados por Jurupi que completou o trajeto até as Cagarras em uma hora e vinte. Mar verde-marrom, com bastante lixo flutuando, mas com ondulações delicadas empurrando pro arquipélago.
Nós quatro ficamos de bobeira perto da Comprida até começar um NE tímido. Alguns banhos depois partimos de volta pra PV, dessa vez tendo que vencer a resistência do vento. Confesso que nem senti, pois no trajeto fui conversando com a Malu, conhecendo um pouco mais a pessoa por trás da remadora.
Um fim-de-semana perfeito: arte, sono, natureza e amigos. Quem dá mais? 


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Enfim Sol!

Não fosse pelo despertador nem teria saido da cama tão cedo tamanho o desânimo. Felizmente não enfiei de novo a cara no travesseiro.
Céu nublado fazendo o dia parecer hesitante como eu essa manhã. Pedalada rápida até a PV. Duas oc 6 já na areia, mais uma oc 1 sendo carregada pelo Pedro e Suzana. Vem o Pedro:
- Vamos sair de duplo?
- Pode ser.
- Não sei não... na verdade estou cansado.
- Cadê Lelê?
- Saiu cedo.
- Tô indo, então. 
Jurupi tá na beira. As canoas já deviam estar longe, só uma que tinha acabado de sair estava voltando pra praia não sei por que.
Mar ainda meio cinza, como o céu. Agitado, ondulado, mas sem violência. Ladrando sem morder.

Virando o Leme, lá atrás da Pedra da Gávea e do Dois Irmãos o céu vai querendo ficar azul. Do lado de cá o Sol vai forçando passagem lançando raios por entre nuvens esgarçadas. E vai abrindo... Iluminando tudo ao redor.

 
Lá pelo posto 5 passa a canoa das meninas do PVV com Letícia no leme. Quantos sorrisos e bons dias!

Adiante um pouco Suzana acaba de mergulhar da canoa.

- Que água boa!
- Vai pro 6?
- Não, vou voltar.
- Volto com você.

Daí foi deslizar vagarosamente pelas conversas que nascem dos encontros no silêncio do mar. Paredes têm ouvidos. O mar não tem paredes.
Mais uma foto aqui, outra alí... mais uma, mais duas oc 6 passando em disparada rumo à praia...

Desembarque rápido, caiaque na base e enfim abraços, beijos e apertos de mão. Num dia promentendo um banho de sol, já tava garantido o banho na energia dessa gente da linha d'água.
Posso agradecer? Então, obrigado!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Um belo amanhecer

Aloha amigos,
Hoje realmente valeu o amanhacer...acordamos cedo e partimos,eu e meu amigo Fitarone,pra mais um dia de treino...saindo do Leme as 05;45 da matina,testemunhei um belo nascer do Sol no Mar...ac cores variavam de azul claro ou turquesa,rosa ou salmão,cinza ou branco enfim,uma miscelânia de cores e já,bastante calor...chegando em frente a padaria e o boteco,(tem um pão com ovo danado de ruim como café matinal)visualizei outro bonito fenômeno da natureza:um belo arco-íris atrás do Cristo Redentor...como sempre espirítual a parada sabe?
Chegando na Praia da Urca vimos um bando enorme de Biguás pescando e se fartando com um grande cardume de peixinhos prateados...esses cormorões são bem engraçados...ao pousar na agua,eles espixam as patas e fazem as nadadeira de trem de pouso ou melhor,esqui de pouso,igual a um pequeno hidroavião...bem bacana e bem divertido ver os bichos pousando meio sem jeito e as vezes,catando cavaco...legal...
A remada foi igualmente engraçada...colocamos nossos queridos iniciantes para navegarem no leme...eita ferro!!como era a primeira vez dos malucos,nossos barcos ziguizaguiaram até a Fortaleza Santa-Cruz em niterói...mar calmo e derrepente..."caraca tonho!!tem um rodamoinho ali na frente?" o bacana do Alex com dois pirex na cara..."tem sim e vamos passar por dentro dele pra dar uma cascorada" disse eu...passamos sem problemas e de adrenalina virou endorfina..."valeu tonho!!passamos um sufuco não foi?"quem já foi pra Santa-Cruz sabe que colado na pedra da fortaleza,tem o maior reboliço...acho que tem um gênio maluco que mora ali...deixa pra lá...
Voltamos mais cedo como previsto e ficamos conversando e vendo os cormorões que ainda estavam no aeroporto internacional da P.U,realizando seu treino de como pousar sem virar uma vaca...legal amigos...uma remadinha daqui alí, pode proporcionar um dia bem bacana e feliz...bacana mesmo...quando se está feliz, a rotina do cotidiano é mais fácil de encarar...feliz após navegar então...é o máximo!!!

Grande abraço,
por Tonho Caranguejo

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Encontros e desencontros numa manhã chuvosa

Depois de muitos versos e rimas combinando um remadão até o Leblon, o sábado chegou nublado e chuvoso ameaçando fazer o passeio desandar. 
Amarrei a bike no poste às 7 horas e encontrei Janaína e Juréia na areia da PV já sendo preparadas. Jurupi descansava no seu suporte há mais de uma semana e devia estar ansioso para sair. Aos poucos também foram chegando os remadores do PVV e do Carioca Va'a que sem dar a mínima pra chuva começaram a montar três oc 6.

Por telefone Tonho e Edu confirmaram que estavam saindo da PU, então, Eu, Letícia e Carlinha seguimos para a ponta do Leme para esperá-los. Esperamos um pouco e como não apareciam seguimos para o Posto 6 remando lentamente para dar tempo de sermos alcançados. E daria tempo mesmo, pois a todo momento parávamos para fazer fotos.

O mar estava uma delícia. O fraco vento SW, apesar de levantar umas ondinhas, não chegou a atrapalhar a remada. Não sei por quê, mas mesmo com o vento contrário Jurupi andava solto e feliz no tapete verde. Nosso ritmo era de passeio de forma que no meio da travessia fomos ultrapassados pela primeira oc 6 que seguiu para o Arpoador. Logo depois, mais pra dentro da curva da praia, passaram as outras duas oc 6 com destino ao posto 6. Com mais alguns minutinhos chegamos na laje, onde fiquei parado ainda com a esperança de ver os amigos da PU.

Como as canoas começaram a voltar, e Edu e Tonho não chegaram, colocamos as proas na direção do Pão de Açucar e voltamos também. No trajeto o vento batia nas costas e as ondas iam tocando Jurupi num surf ritmado: rema, rema...desliiiiiza... rema, rema... desliiiizaaaa... Uma gostosura! Viramos a Ponta do leme, passamos atrás da Ilha do Anel, tiramos mais algumas fotos e encontramos um caiaquista do CRG perdido por alí.

Estávamos entregues a um doce farniente quando vimos passar Chico e Clóvis numa oc 2 que num descuido capotou perto da Ponta do Urubu. Taí a foto:

- Quanto você quer pra não divulgar essa foto? Perguntou Clóvis, brincando.
É verdade que Eu, Lê e Carlinha, cada um com uma máquina fotográfica nas mãos, parecíamos paparazzis procurando um furo fotográfico para as páginas dos nossos blogs.

Mais adiante, entrando na enseada da PV, tivemos a agradável surpresa de encontrar a canoa verde claro fluorecente conduzida pela Carol e pela Maíra lá do Mauna Loa de Charitas. Logo  foram cercadas pelos paparazzis oceânicos e bombardeadas de cliques. Como se não bastasse todo o prazer de estar no mar nesse dia especial ainda recebemos mais um premio precioso: o sorriso simpático da Carol. Que figura adorável essa Carol!

Ainda ficamos de bobeira nos deliciando com a água clara até que finalmente rumamos para a beira e desembarcamos em segurança na praia.

Quando já estávamos no estacionamento apareceu o Tonho pra dizer que ele e Edu tinham ido até a Cotunduba. Parece que demoraram a beça pra sair e por isso não nos encontraram. Ficamos batendo mais um papinho, fizemos fotos ao lado da Kombi da Ecosfera e partimos felizes com as bençãos de um dia cheio de surpresas.
Muito bom!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Gruta Azul: uma janela para o universo

Por Tonho Caranguejo
Com fotos de Bruno Fitaroni e Marcos Klippel

"Oi Lariana...é o fim..."
"que papo é esse tonho?"
"sei lá...to meio cansado...e cheio de questões...è o fim..."
"deixa de tristeza e vamos viajar com nossos amigos!!"
Duas semanas atrás,tonho caranguejo tava meio desanimado...estava rolando uns desmaios malucos no crustácio aqui...energia baixa,sem muita vontade de remar...porque isso?Realmente não sabia...na verdade desconfiava mais não queria aceitar o fato que fiquei com um monte de manias do meu antigo trabalho...trabalhava como fisioterapêuta em uma clínica...o problema é que a dita clínica, tratava de doentes psiquiátricos...como pode?fisioterapia e psiquiatria?essa é uma longa história...o certo é que fiquei 8 anos ralando e lidando com a loucura dos outros...pancada!!!acabou fazendo mal no final...

Com essa energia maluca,aluguei,chorei e dei bastante trabalho pros meus amigos...tenho poucos e fiquei com um puta medo de todos se afastarem...até viajar pra Arraial do Cabo com a equipe da coragem!!
Chegamos em um Domingo...o tempo estava meio barro e meio tijolo com um vento S.W fraco mas aumentando...ficamos hospedados na Casa da Pedra no Pontal do Atalaia...du caraca a pousada...encrustados na pedra,existem nove chalés de cara pro mar... perto mesmo!!!
Arrumamos nossas coisas e saimos pra remar com receio de não conseguir visitar a tão sonhada Gruta Azul...caverna enorme,que cabe mole mole duas traineras de porte pequeno...`é grande pessoal!!Como o mar estava bem revolto na parte de fora de Arraial,realmente não sabíamos se daria pra chegar...remando na parte abrigada desta região de Arraial,pegamos um mar de azeite e a cor da água...bem a cor da água é tão azul que chega a ofuscar a visão...muito bonito mesmo...então chegamos na passagem do Boqueirão...caraca galera,o mar mudou derrepente pra calmo-nervoso...bem nervoso...essa passagem é bem estreita e vi todos os barcos de passeio que estavam se dirigindo pra gruta voltarem...cada manobra dos barqueiros que vou falar...realmente temi por esse barcos...então resolvemos seguir adiante,graças a firmeza e tranquilidade do meu querido amigo Fitaroni..."vamos nessa coragens!!não vamos desistir!!"A grande verdade é que nossas caiarcas se sairam bem melhor que as traineras...negociando com ondas que vinham de todo o lado,e todo mundo com dois pirex na cara é claro,chegamos tranquilos mas com um pouco de medo na tal caverna...
"fala Bruno...você vai entrar aí?"
"vamos tentar..."
Ele foi meio que enrolando a gente(ele sempre faz isso,como quem não quer nada sabe?)e devagar fomos entrando na caverna mais pro fundo...mais pro fundo e quando vi estavamos lá dentro da Gruta Azul...
"CARACA BRUNO ESSE LUGAR É DEMAAAAAAAAAAIS!!!!CARACOLES DEMAAAAAAAAAAISSS!!!!"
Poucas pessoas tem oportunidade de entrar em um lugar desses...acho que consegui deixar tudo o que é de ruim e que me faz ficar triste,dentro daquela caverna...a temperatura dentro parece uma geladeira e quando saímos o sol apareceu...foi marcante...o sol apareceu de novo pra mim...esquentando minha vida e minha alma e pensei "não é o fim e sim só o começo..."
Apertei a mão do meu amigo de vida e de mar..."Bruno...obrigado...de coração..."bem emocionado paramos para contemplar a paisagem...vimos mais ou mmenos umas quinze tartarugas de tudo que é tamanho e cor...bacana mesmo...realmente a Gruta é uma janela para o universo...universo esse,que acredito,e regido por forças que ainda estou buscando pra fortalecer a carapaça e a mente do caranguejo.
Na volta resolvemos passar pelo Baixio...banco de areia enorme no meio do mar que rola ALTAS ONDAS!!!Surfando com o bruno de caiarca,me senti o próprio ator de comercial de pasta de dente...lembram?"refresque seu sorriso com Kolinnos"

Chegamos na pousada e fizemos um churrasco bem lagal,regado a cerveja,amigos e um oito anos bem bom pra dar uns tragos...mais tarde no deque da pousada(so tinha a gente)fizemos promessas de amizade eterna entre eu ,Lariana,Bruno e Marcos..."você é uma excelente capitâ de caiaque Lari..."então peguei minha viola,minha gaita e suporte e puxei um som la do fundo da alma...lembrei com saudade do s.r King,Lady Flavia,Rainha Maia,Alê e Yuri,Debinha e por aí vai..."essas pessoas poderiam estar aqui..."ainda vai chegar um dia que vou levar esses queridos amigos e amigas pra conhecer a minha janela para o universo...
Então é isso...minha experiencia dessa viagem foi de que não podemos desanimar nunca e reciclar é sempre preciso...reciclem sempre amigos...porque sempre vai existir uma janela pro universo...de cada um de nós...

Grande Abraço,

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Incêndio, cheiro de esgoto e dura da capitania nas trilhas do mar

Ontem, quarta-feira, saí da Praia da Urca pra remar até o aeroporto com Tonho e Flávia. Seguimos em ritmo leve vendo uma coluna de fumaça que subia mais ou menos da direção da Praça 15. Um incêndio que ao que parece foi logo controlado, pois em poucos minutos a fumaça desapareceu. Contornamos uma das bóias que delimitam a área de pouso e decolagem do Santos Dumont e retornamos com proas apontadas para o Forte da Laje. Passei mariscando as pedras e quase fui surpreendido por uma onda. Mas foi só um susto, nada mais.
Voltando para a Urca encontramos Lariana, Pedro e Marquinhos que retornavam da Praia Vermelha. O mar estava tranquilo, só mexendo mesmo perto do Cara de Cão. O que chamava minha atenção era o cheiro forte de esgoto que tomava toda a atmosfera da enseada. Um desgosto.
Mais tarde, quando já estava em casa diante do computador, li no fórum do CCC o relato do Danilo dizendo que tinha tomado uma dura da capitania por estar navegando sem colete. Não vou falar da importância de estar de colete pois me parece evidente. Quem já naufragou como eu sabe muito bem o que pode significar a falta desse recurso. Quem quiser dar uma olhada no relato do Danilo e ver os comentários do Fuchs, basta acessar o blog da Letícia, tá tudo lá.
No mais, essa postagem fica sem fotos porque minha máquina pifou. Sei que já falei isso uma vez e continuei colocando fotos depois que ela ressussitou, mas agora acho que é mesmo o fim. Quem quiser ver a paisagem do Rio vista do mar terá que remar com a gente ou então acompanhar as aventuras ilustradas de Janaína pelas beiradas do Rio.

domingo, 26 de setembro de 2010

Limpeza das praias: Clean Up no mar

Sexta-feira dia 24 foi dia de muito vento. Mesmo na enseada de Botafogo, saindo da Praia da Urca, dava pra sentir sua força empurrando Jurupi silenciosamente na direção da Ponta de São João, onde Flávia e Helio já deviam ter chegado. Uma delícia remar quase sem esforço vendo a proa cortar a água, mesmo que algumas vezes sentisse certa instabilidade provocada pelas ondulações de popa.

Remei da Urca até a Praia de fora, depois encontrei Bruno, Marquinhos, Lariana e Pedro boiando diante do Forte São José em dois caiaques duplos. Contornamos o Forte da Laje e retornamos para a Praia da Urca sacolejando no mar encrespado que balançava os caiaques sem parar. A proa subia e depois caía num estrondo levantando borrifos de água quase cristalina. Água cristalina na entrada da baía? Sim, a água estava limpa.

Tamanha limpeza e o forte vento SW que antecedeu a entrada da frente fria me fizeram pensar que no dia seguinte nossa faxina seria frustrada. Esqueci que uma frente fria vem acompanhada de chuva, e que chuva é sinônimo de praias sujas.

Três quartos do nosso planeta são cobertos por oceanos, e a parte continental que sobra é cortada por numerosos rios que drenam enorme quantidade de nutrientes para o mar. Uma coisa linda esse tal ciclo da água: o mar alimenta as nuvens, a chuva alimenta os rios, os rios alimentam o mar. Mas os rios do planeta não carreiam só nutrientes. Suas águas também conduzem uma quantidade absurda de lixo. Resíduos do nosso consumo desenfreado atestam nosso enorme progresso, nossa riqueza, nossos tão desejados desenvolvimento e crescimento econômico.

Mas que espécie de pujança é essa que inunda nosso litoral de tanta porcaria? Todo produto que consumimos vem embalado e reembalado. E pra onde vão todas essas embalagens? Pro mar. Vão dar na praia.

O que fazer? A Comlurb afirma que a coleta de lixo cobre quase 100% da cidade, inclusive com coleta seletiva. Se a Comlurb recolhe o lixo, então de onde vem tanta sujeira? Acertou que disse da minha, da sua, da nossa casa! É...não dá pra tapar o sol com a peneira minha gente. Essa porcariada toda é minha, é sua, é nossa! Então já que a imundice é nossa que tal se a gente fosse limpar um pouquinho nossa praia?

Foi o que fizemos no sábado. Nos encontramos na Praia da Urca pra uma remada até a Praia do Morcego em Niteroi, logo depois da Ponta da Jurujuba. Nosso amigo Caranguejo preparou um super capuccino pra animar a galera, e como todo pretexto é bom pra remar, sobretudo se for acompanhado de bolo, biscoitos, pão, mortadela, bananas e maçãs, reunimos 14 canoistas amigos e amigos dos amigos.

Não encontramos o vento que soprava na vespera. O mar estava liso e o céu um pouco encoberto por algumas nuvens que foram esgarçando, deixando passar um pouco de sol. A maré vazante jogava pra fora sem força suficiente para desviar o rumo e um pequeno abatimento pra bombordo bastava pra endireitar o curso.

  
Com uma hora de remada desembarcamos na prainha e imediatamente começamos a catar o lixo miudo que se escondia entre a vegetação rasteira. Tonho foi preparar o capuccino e em poucos minutos estava chamando. - O café está na mesa senhoras e senhores, venham comer! Os mais famintos logo cercaram a toalha colocada sobre uma ponte de cimento, enquanto outros acabavam de encher os primeiros sacos com tampinhas de garrafa e fragmentos de isopor. Depois todos se reuniram em animada conversa sobre a paradoxal realidade das nossas beiradas, misto de beleza e sujeira.

Enquanto rolava o papo, passaram duas OC6 do clube Mauna Loa de Charitas, nossos amigos do lado de cá do brejão, da grande poça que separa o Rio de Niteroi. Gritamos convidando-os para desembarcarem na volta do treino. Quando retornaram já tinhamos enchido algo em torno de 30 sacos de lixo. Tiramos fotos, trocamos algumas palavras e depois fomos embora rebocando o caiaque caçamba levado só pra carregar o lixo recolhido. Duas OC2 também pintaram por lá de forma que num dado momento tinham 30 canoistas reunidos na praia.
No caminho de volta, antes da ponta da Jurujuba passamos por um amontoado de lixo flutuante. Já não tinha espaço no caiaque, mesmo assim ainda recolhemos uns 4 sacos de detritos fedidos antes de seguir pra Urca, onde chegamos por volta das 11 horas.

Com os barcos safos, reunimos os sacos em frente a dois conteineres da Comlurb e nos colocamos em fila Eu, Letícia, Malu, Bruno, Marquinhos, Tonho, Alê, Iuri, Gustavo, Ana, Flávia, Edu e Maurício para uma foto. Só faltou o Will que ficou em Charitas. Em seguida cada um foi arrumar suas tralhas para partir.

Pouco a pouco a praia ficou vazia de canoistas só restando as caçambas de lixo. Uma rodada de várias voltas de chopp gelado encerrou o evento de limpeza. Mesmo sabendo que nosso gesto jamais seria suficiente pra resolver o problema estávamos contentes e satisfeitos. Mais uma vez conseguimos estar em paz entre amigos e voltar pra casa em segurança, com o sentimento de dever cumprido.
Que venham outros Clean Up, estaremos sempre dispostos a dizer: presente! E que presente!